Desfilando treino após treino, Márquez só perde em Aragão se quiser

Dono de um ritmo forte no MotorLand, Marc Márquez desfilou sessão após sessão. Saindo da pole-position, o piloto da Honda só perde a corrida deste domingo no MotorLand se quiser

A julgar pelo desempenho exibido nos treinos realizados até aqui, Marc Márquez inicia o GP de Aragão de domingo como franco favorito à vitória. Dono da pole-position, o #93 não deu muitas chances para a concorrência e conquistou neste sábado (21) a pole-position ― a nona da temporada ― na pista de Alcañiz. E o fez com grande facilidade.
 
O piloto da Honda chegou ao Q2 ostentando a melhor volta do fim de semana ― 1min46s869 ―, registrada ainda no primeiro treino no MotorLand. O irmão de Álex leu melhor que todo mundo as condições do asfalto e aproveitou o melhor momento da pista para calçar os pneus macios e buscar tempo. Na atividade seguinte, o asfalto não estava em seu auge, enquanto que os pilotos tiveram de lidar com condições mistas hoje cedo por conta da chuva da noite passada.
 
No TL4, como sempre, os pilotos trabalharam no ritmo de corrida, e Márquez mostrou ― de novo ― estar alguns passos à frente dos rivais. Rodando com um pneu médio na dianteira e um macio atrás, o #93 fez quase 65% das 17 voltas que completou na atividade de meia hora em 1min48s. Os demais fizeram apenas um ou outro giro abaixo de 1min49s, inclusive Fabio Quartararo e Maverick Viñales, com quem o espanhol de Cervera divide a primeira fila. 
Marc Márquez (Foto: Red Bull Content Pool)
Com um ritmo tão superior assim, Márquez só tem um adversário no GP de Aragão: um jovem que atende por Marc Márquez. Salvo algum evento inesperado, Marc vai depender apenas de si mesmo para conquistar a oitava vitória da temporada e, dependendo das demais circunstâncias, ter na Tailândia sua primeira chance de fechar o hexacampeonato da MotoGP.
 
É bem verdade que Quartararo até que teve chances de ameaçar a pole de Márquez, mas o tempo que perde na parcial final acabou sendo crucial. Além disso, o líder do campeonato não quis arriscar mais uma tentativa, mesmo entendo que ainda tinha tempo para buscar em Alcañiz.
 
“Depois do TL4, a equipe me disse: ‘não tente loucuras’”, contou. “A pole sempre é importante, mas sair da primeira fila também é. Aqui, dá para ir muito rápido com o pneu novo, então uma queda acontece em altas velocidades”, ponderou.
 
Ciente do rótulo de favorito, Marc procurou manter os pés no chão, mas, com a recordação de Austin ainda viva na memória, avaliou que o triunfo não é certo. Mesmo assim, o espanhol admitiu que vai ficar decepcionado se não terminar o domingo no topo do pódio.
 
“Tem pressão. Se eu não tivesse feito a pole, essa seria a notícia. Se não vencer amanhã, será uma decepção. Temos de saber administrar essa pressão”, comentou. “Nós somos humanos. Não escondo que o objetivo é ganhar”, frisou.
 
Questionado se pensou no desfecho do GP das Américas em meio a um fim de semana tão dominante, Márquez respondeu: “Ser tão dominante durante um fim de semana tem, claro, coisas positivas, mas também negativas. Uma dessas coisas negativas é que a pressão é mais alta. Estamos em casa, todo mundo espera uma vitória amanhã e não será fácil. Vai ser difícil. Eu estou forçando e esses dois caras [Quartararo e Viñales] estão pilotando muito bem também. então precisamos lidar com essa pressão e, claro, Austin está na minha cabeça”.
 
“Em Austin, eu cometi um erro, então preciso manter o foco, continuar trabalhando como fizemos até aqui, escolher o melhor pneu para a distância da corrida e curtir”, listou. 

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Grande rival de Misano, Quartararo celebrou a boa forma exibida neste fim de semana, mas sabe que não tem muito como oferecer resistência a Marc.
 
“Quando você olha para o ritmo de corrida dele no TL4, é difícil dizer que podemos lutar com ele”, admitiu. “Mas, na verdade, a nossa meta é fazer uma boa corrida. Acho que temos o ritmo para terminar no top-5”, opinou.
 
“Nós ainda estamos com um pouco de dificuldade, mas nos sentimos bem com o tanque cheio, em termos de ritmo de corrida, e isso é algo com que normalmente não nos sentimos muito bem, então isso é realmente positivo”, relatou. “É claro que na classificação tem sempre uma volta onde você vai totalmente no limite e esta foi uma que acho que foi das minhas melhores, porque ontem, acho que no TL2, eu cheguei em 1min48s0 e nós conseguimos melhorar bastante, então estou bem feliz com o tempo de volta na classificação e com o meu ritmo de corrida”, ressaltou.
 
0s463 mais lento que Marc na classificação, Viñales também se mostrou animado com a performance da Yamaha no fim de semana, mas destacou que ainda pode tirar um pouco mais da YZR-M1, já que passou parte dos treinos trabalhando com novidades do time de Iwata.
 
“Eu me senti realmente bem, especialmente no TL4, com o meu segundo pneu, me senti muito bem com a traseira, consegui manter uma boa velocidade”, falou. “Mas, de qualquer forma, o trabalho deste fim de semana foi um pouco diferente, tínhamos muitas coisas novas para testar e, de alguma forma, nós demos prioridade para as coisas novas, então não tiramos o máximo da nossa moto base e acho que ainda temos um pouco de margem para amanhã e vamos tentar”, anunciou. 
Fabio Quartararo (Foto: Petronas SRT)
“Para nós, as primeiras voltas serão difíceis, mas teremos de dar nosso melhor. Quero fechar todas as portas para tentar estar nas primeiras posições nas primeiras voltas e aí vamos ver”, comentou. “O ritmo vai importar bastante nas primeiras dez voltas. Vai ser um pouco difícil para nós, com certeza, com a longa reta, mas tem outros pontos em que somos realmente fortes”, encerrou. 
 
Sexto no grid, Valentino Rossi não se mostrou nada confiante em suas chances de brigar pelo pódio. O #46, no entanto, parece apostar na repetição do resultado do GP de San Marino e da Riviera de Rimini. 
 
“O dia foi bastante positivo, porque começar a corrida de uma das duas primeiras filas é bom. Márquez está mais longe do que em Misano, e Viñales e Quartararo também são mais rápidos do que eu. E aí tem [Álex] Rins, que também é muito rápido”, listou. “Se olhamos o ritmo, podemos dizer que o pódio está bastante blindado, mas poder lutar pela quarta colocação, como fizemos em Misano”, considerou.
 
Assim como aconteceu em Misano, a passagem por Aragão bem mostrando evolução da Yamaha, ainda que Márquez siga em destaque.
 
“Ainda temos de melhorar o equilíbrio, porque estamos muito no limite na freada. Estamos muito melhor do que no ano passado, quando larguei em 18º e terminei em oitavo, como a primeira Yamaha”, comparou. “A melhora no desgaste dos pneus acho se deve mais ao progresso da Yamaha do que ao desenvolvimento da Michelin, embora não tenhamos nada diferente na moto”, considerou.
 
93 pontos atrás de Márquez na classificação da MotoGP, Andrea Dovizioso sabe que não adianta mais focar no #93. Ainda assim, o italiano lamentou o erro que o fez se classificar apenas em décimo, já que acredita ter um ritmo bom o bastante para o pódio. 
 
“É realmente uma pena, pois cometi um erro na minha volta boa: eu escapei na curva 12 e fui para fora da pista”, contou. “Acho que poderia ter marcado um tempo que me colocaria na segunda fila e isso ajudaria muito, pois temos ritmo para lutar pelo pódio”, avaliou.
 
“Largar atrás complica um pouco mais a situação, mas estou confiante. Amanhã de manhã nós vamos continuar trabalhando durante o warm-up e aí uma boa largada pode fazer toda a diferença”, considerou.
 

O GP de Aragão de MotoGP está marcado para o domingo, às 8h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

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