Diretor da Michelin compara e admite que é “muito mais difícil” produzir pneus para motos do que para F1

A Michelin parece tentar definitivamente se acertar com o fornecimento de pneus para o Mundial de Motovelocidade. Após os problemas na Argentina, a fabrica agora possui um composto de borracha mais dura. Mas segundo Nicolas Goubert, é muito mais complicado produzir pneus para motos do que para carros da F1

A Michelin aparentemente está tentando se acertar no Mundial de Motovelocidade desde o seu retorno nesta temporada. Após uma boa primeira corrida no Catar, o GP da Argentina apresentou problemas, obrigando a prova a ser flag to flag. Em Austin a fabricante de pneus também levou compostos mais duros.

Nicolas Goubert, diretor técnico da fornecedora única, afirmou que a decisão de ficar com as borrachas mais resistentes ficará para o resto da temporada. “Tomamos a decisão de introduzir um pneu mais duro e vamos seguir com ela”, disse.

“A decisão é definitiva, já que não queremos que se repitam os incidentes já vistos antes. A verdade é que havíamos utilizado esse tipo de construção durante 18 meses sem problemas, mas, por suposto, as provas se fazem com pilotos e diferentes condições de pista e temperatura”, continuou.

Nicolas Goubert (Foto: Mirco Lazzari/Michelin)

A Michelin forneceu pneus para a F1 até a temporada 2006, quando foi substituída pela Brigestone. Com isso, Goubert fez uma interessante comparação, afirmando que produzir compostos para motos é muito mais complicado do que para carros.

“É muito mais difícil fazer pneus para motos do que para a F1. Em primeiro lugar, a diferença de peso dos pilotos dos carros é mínima em comparação com o peso total do carro, e em segundo lugar se fala de peso em uma posição fixa. Mas o mais importante é que na F1 o estilo de pilotagem tem pouquíssima influência sobre o estresse em que são submetidos os pneus”, explicou.

“Quando nos submetemos ao julgamento dos pilotos da F1, as opiniões são parecidas. Já nas motos os pontos de vista são mais pessoais e são influenciados por diversos fatores. O mais importante é que, se em um traçado só existem curvas para a esquerda, manter a temperatura nos compostos da F1 é quase irrelevante, então para a moto é fundamental”, encerrou.

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