Diretor da VR46 admite interesse, mas nega entrada na MotoGP em 2019: “Quando Rossi parar, vamos avaliar a situação”

Diretor da VR46 e amigo de Valentino Rossi, Alberto Tebaldi descartou que a escuderia italiana vá entrar na MotoGP em 2019 para assumir o lugar da Tech3 como equipe satélite da Yamaha. Dirigente reconheceu que a escuderia italiana até se interessa pela classe rainha, mas sublinhou que este é um plano para ser considerado após a aposentadoria do #46

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Diretor da VR46 e amigo de Valentino Rossi, Alberto Tebaldi negou que a escuderia italiana vá entrar na MotoGP na próxima temporada para assumir o lugar da Tech3 como equipe satélite da Yamaha.
 
Assim que o fim da parceria entre a construtora nipônica e a equipe francesa foi anunciado, surgiram inúmeros rumores de que a VR46 ampliaria sua estrutura no Mundial de Motovelocidade para assumir as duas YZR-M1 satélites. Tebaldi garante, no entanto, que este não é plano. Ao menos no momento.
 
A equipe de Valentino já está presente nos Mundiais de Moto3 e Moto2, além disputar a temporada do CEV no Mundial Júnior de Moto3.
VR46 já está envolvida em Moto3 e Moto2 (Foto: VR46)

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“A VR46 já está envolvida na MotoGP com Valentino e com o time de fábrica da Yamaha”, disse Tebaldi em entrevista ao site italiano ‘GPOne’. “Claro que a notícia de que a Tech3 e a Yamaha vão se separar gerou um burburinho enorme ao nosso redor e também criou um monte de notícias falsas. No momento, não estamos planejando colocar um time na MotoGP”, frisou.
 
Embora Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo da Dorna, a empresa que promove o Mundial, já tenha declarado que não quer um grid com mais de 24 motos, o dirigente deixou claro que seria feita uma exceção para Rossi, que poderia ter um time satélite com duas motos se assim o desejasse. 
 
“Quando Valentino decidir deixar as motos, talvez para correr de carro, aí vamos avaliar a situação. Nós conhecemos bem a MotoGP, sabemos quão difícil é e só daremos esse passo se estivermos certos de que temos tudo para podermos honrar o nome que carregamos”, afirmou. “Não seria só por participar”, considerou.
 
Os rumores, aliás, foram ainda mais longe, com alguns sugerindo que o próprio Rossi poderia escolher a VR46 como sua última parada no Mundial. 
 
“Sim, existe um precedente, mas não existe um plano para fazer isso, nem a premissa”, garantiu. “Falando de forma simples, a Yamaha quer Valentino no time de fábrica e, por sua vez, Valentino quer continuar a correr com aquele time. Ele gosta de estar envolvido na estratégia da companhia, no desenvolvimento da moto, ele ama conversar com os engenheiros para identificar e resolver problemas. Nada disso seria possível em um time satélite”, ponderou.
 
Tebaldi, no entanto, admitiu que gosta da ideia de ampliar a estrutura da VR46 dentro do Mundial.
 
“Mas eu não nego que gosto da ideia. A MotoGP é um sonho para os pilotos e também para um time. Nós poderíamos completar a jornada que iniciamos com o CEV e, repito, uma vez que Valentino não seja mais um piloto de moto, vamos pensar a respeito”, reforçou. “Seria um projeto muito complexo, mas nosso chefe nos ensinou a sonhar”, brincou.

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