Diretor faz balanço positivo de retorno à MotoGP e resume: “Michelin reinventou a guerra de pneus com uma marca”

Diretor de competições da Michelin, Pascal Couasnon fez um balanço positivo do retorno da marca francesa à MotoGP e avaliou que foi capaz de recriar os tempos da guerra de pneus mesmo sendo fornecedora única da categoria

 

Depois de alguns problemas no início da temporada, a Michelin conseguiu concluir 2016 com um balanço positivo na MotoGP. A fábrica francesa tinha deixado a classe rainha do Mundial de Motovelocidade no fim de 2008, mas voltou ano passado para assumir o lugar da Bridgestone como fornecedora única dos compostos.

 
Em entrevista ao site oficial da categoria, Pascal Couasnon, diretor de competições da Michelin, fez um balanço positivo da volta à MotoGP e ressaltou que a volta às competições tem como objetivo desenvolver produtos.
Pascal Couasnon se mostrou satisfeito com o trabalho da Michelin em 2017 (Foto: Mirco Lazzari/Michelin)

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“A importância do esporte a motor para a Michelin é que é o laboratório do laboratório. A chave para nós é poder aprender, demonstrar o valor do nosso pensamento e dos nossos conceitos e aí realmente levar essa tecnologia das pistas para as ruas o mais rápido possível”, disse Couasnon. “Nós amamos a MotoGP. Esta primeira temporada foi de muito trabalho, muito estresse, mas também de muita satisfação”, comentou. 
 

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“Nove vencedores em uma temporada é bem espetacular e único”, frisou.
 
Ao longo do ano, a Michelin enfrentou problemas, como o acidente com Loris Baz em Sepang ou a falha de pneus com Scott Redding na Argentina, mas o dirigente acredita que a fabricante conseguiu dar a volta por cima. 
 
“Se você é o líder na categoria, você não pode se esconder. Se você quer aprender, às vezes você também tem de aceitar as dificuldades, aceitar ter algumas discussões com os pilotos, mas é assim que você aprende. É assim que você se torna melhor”, considerou. “E eu realmente sinto que a Michelin Motorsport foi melhor no fim da temporada do que era no começo”, opinou.
 
Ao falar sobre o maior feito da Michelin em 2016, Pascal também foi claro: “Para mim, uma das coisas mais satisfatórias durante a temporada foi que a Michelin reinventou a guerra de pneus com uma marca”.
 
Ainda, o dirigente falou sobre suas expectativas para 2017 e afirmou que quer manter um amplo leque de escolha de pneus para os pilotos neste temporada.
 
“Em 2017, eu vejo duas coisa: antes de mais nada, nós teremos uma temporada na bagagem. Deste lado, devemos ter um pouco de estabilidade em termos de novas construções e etc”, falou. “Mas, por outro lado, nós fomos muito bem sucedidos com o conceito de trazer soluções diferentes, então todos tinham uma chance, todos podiam escolher um caminho diferente. Isso nós queremos manter. O pneu é um produto muito completo, ele te traz muita performance, mas você também pode jogar com a estratégia, e é isso que os fãs também querem”, opinou.
 
“Garantir que você mantenha a paridade entre os times é difícil, mas não tanto assim. Então o que fazemos é trabalhar o mais duro possível com todos os times”, afirmou. “Nós temos um técnico de pneus para cada time e eles estão mais ou menos 50-50: 50% [do tempo] na Michelin e 50% no time. E eles vão realmente lutar para trazer a melhor performance em um triangulo mágico, que é a moto, o piloto e o pneu”, concluiu.
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