Dona do melhor histórico em Assen, Yamaha aposta na estabilidade e começa em vantagem. Ducati ratifica evolução

Com a YZR-M1 caracterizada por sua estabilidade, a Yamaha começou na frente em Assen, especialmente com Maverick Viñales, que recuperou as boas sensações do início da temporada. Satisfeito com novo chassi, Valentino Rossi também se mostrou satisfeito, enquanto a dupla da Tech3 também mostrou força na Catedral. Sexta-feira também serviu para ratificar a evolução da Ducati

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Maverick Viñales foi o mais rápido no primeiro dia de treinos da MotoGP em Assen. Nesta sexta-feira (23), o espanhol completou um total de 31 voltas, a melhor delas em 1min33s130, e liderou uma dobradinha da Yamaha com Jonas Folger, que foi 0s367 mais lento. Marc Márquez ficou com o terceiro posto, quase 0s7 atrás do #25.
 
Neste primeiro dia em Assen, a Yamaha deu sequência ao teste que começou em Montmeló com o novo chassi, mas Viñales não foi autorizado a dizer qual quadro usou em sua volta mais rápida. Mesmo assim, o #25 admitiu que é possível usar a novidade de Iwata na corrida deste fim de semana.
 
“Estamos testando muitas coisas, mas, com este nível de aderência, os dois chassis funcionam. A diferença não é grande”, disse Maverick. “Não me deixam dizer com que chassi eu fiz o tempo. Se o chassi nos dá uma melhora, por menor que seja, usaremos na corrida”, seguiu.
Maverick Viñales foi o mais rápido em Assen (Foto: Michelin)
O espanhol, que começou o dia trabalhando com os pneus duros, depois passou pelos médios até chegar aos macios, fez um balanço positivo da sexta-feira e não escondeu a alegria por voltar a se sentir da mesma forma como começou a temporada depois do revés de Barcelona.
 
“Trabalhei muito, mas já provamos todos os pneus e me sinto bem”, comentou. “A moto funciona como nas primeiras corridas. É muito estranho. Mas é muito bom sentir de novo esta sensação”, completou.
 

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Segundo na tabela, Folger começou o dia com um revés, caindo após passar por cima de uma mancha de óleo resultante de um problema com o motor de Andrea Dovizioso. Apesar do tombo, o germânico fechou o dia em Assen satisfeito.
 
“Hoje nós podemos ficar realmente satisfeitos com o trabalho que fizemos, especialmente depois do começo complicado”, falou Folger. “Esta manhã, eu caí depois de completar apenas algumas curvas porque passei por uma mancha de óleo da moto de Dovizioso, o que me levou a um high-side. Este acidente me deixou um pouco nervoso em relação a perder meu ritmo e minha confiança. Entretanto, este não foi o caso quando voltei para a pista e, mesmo que tenha levado um tempo para eu aprender o circuito com uma moto de MotoGP, entendi bem as mudanças e demos um bom passo à frente”, seguiu. 
 
“Minha pilotagem e a direção que tomamos com a M1 permitiram que nós fizéssemos um tempo de volta sólido, e nós também fomos consistentes. Então, no geral, o time e eu fechamos o dia em segundo, e temos de ficar satisfeitos com o que conquistamos”, concluiu.
 
0s652 mais lento que o líder, Marc Márquez viu como um acerto da Michelin a ausência dos pneus dianteiros assimétricos, mas nem por isso deixou de ter problemas com os calçados.
 
“A Michelin voltou ao planejamento padrão. Creio que acertaram e vamos falar menos dos pneus”, opinou, antes de indicar suas dificuldades. “Maverick tem aderência com todos os pneus. Eu não tenho com nenhum”, explicou.
 
No entender do #93, a Yamaha, que é fábrica mais bem sucedida na Catedral — com oito vitórias —, começou os trabalhos em Assen em vantagem.
Marc Márquez se queixou da estabilidade da Honda (Foto: Michelin)
“Todas as Yamaha estão um passo à frente, especialmente Viñales”, considerou. “Nós já sabíamos que eles seriam rápidos aqui”, declarou. 
 
O tricampeão da MotoGP ressaltou que ainda trabalha na estabilidade da RC213V, já que a moto se move demais no traçado holandês, um problema também sentido pela Ducati. Aliás, Marc agora tem certeza da posição da casa de Bolonha na briga pelo título.
 

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“A estabilidade é um dos aspectos em que mais estamos trabalhando, porque a moto se move muito. Estou rodando com precaução. A Ducati também se move muito, mas o problema é que a Yamaha é muito estável”, frisou. “Eu gosto [do traçado], mas a Honda tem alguns problemas aqui”, reconheceu. “Um dos pontos fortes da Yamaha sempre foi a estabilidade. Em relação à Ducati, se confirma que é um candidato claro ao título. Em um circuito onde normalmente sofriam, Dovi está logo atrás de mim”, garantiu.
 
Vice-líder do Mundial, Andrea Dovizioso fechou o primeiro dia de trabalhos na Holanda com o quarto tempo, 0s660 atrás de Viñales, mas apenas 0s008 atrás de Márquez. Ao contrário do #93, entretanto, o italiano não vê um predomínio da YZR-M1.
 
“Maverick e Marc são os que estão mais fortes, mas temos margem para melhorar a moto”, assegurou. “Somos mais lentos que Maverick e também Marc pode ser rápido. Mas estou satisfeito com a velocidade demonstrada. Ainda podemos melhorar”, seguiu.
 
Andrea, no entanto, segue com os pés no chão na hora de falar do potencial da Ducati. “Não confirmamos nada. Ainda falta o resultado da corrida, só então saberemos o potencial da moto”.
 
“Esta pista é indicativa pelas condições atmosféricas e pelo perfil em si. Somos competitivos, mas Maverick exibiu uma velocidade extraordinária”, elogiou.
 
Apesar da avaliação positiva, o dia não começou tranquilo para Dovizioso, que teve de parar ainda nos primeiros minutos do primeiro treino por conta de um problema com a GP17. O #4 explicou, porém, que o motor não quebrou, apenas teve um vazamento de fluidos.
 
“O motor não quebrou, então estamos tranquilos em relação a isso”, afirmou.
Andrea Dovizioso se mostrou satisfeito com a Ducati (Foto: Michelin)
Quinto colocado em Assen, Cal Crutchlow estreou em fim de semana de corrida a carenagem aerodinâmica da Honda. O piloto da LCR, porém, ainda não sabe se vai usar a peça ou não.
 
“Eu testei no Catar. Já faz tempo. Além disso, no teste de Le Mans e no de Barcelona”, contou. “Então estamos só reavaliando o que eu já testei em um circuito diferente. No teste de Barcelona, nós vimos algumas coisas positivas. Mas tem coisas boas e ruins, e, obviamente, estamos tentando pegar o positivo e nos livrarmos do negativo”, explicou.
 

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“No momento, parece um pouco difícil de entender. Talvez a gente precise ajustar o acerto da moto. Sei que é só a carenagem, mas no ano passado com as asas a gente ajustava bastante a moto em termos de acerto e suspensão”, lembrou. “E agora talvez tenhamos de fazer isso outra vez se quisermos continuar com isso. Não sei se vamos continuar ao longo do fim de semana ou não. Vamos ver amanhã”, encerrou.
 
Quem fechou o primeiro dia na Holanda bastante satisfeito foi Valentino Rossi. Mesmo achando que ainda não é rápido o bastante para brigar pelo pódio nesta oitava etapa da temporada, o #46 confirmou suas impressões sobre o novo chassi e definiu que vai usar a peça no domingo.
 
“Estou bastante satisfeito, porque tivemos duas sessões no seco. Creio que confirmamos que com o novo chassi somos mais competitivos, mas ainda podemos melhorar, especialmente nas curvas rápidas”, afirmou.
 
Questionado se a casa de Iwata deve seguir nessa linha de desenvolvimento, Valentino respondeu: “Creio que sim. Vou correr com o novo. Seria muito interessante provar este novo chassi no molhado”.
 
A Yamaha fabricou duas unidades do novo chassi: uma para Rossi e outra para Viñales. E os dois se mostraram satisfeitos em Assen.
Valentino Rossi se viu mais competitivo com novo chassi (Foto: Michelin)
“Eu teria gostado se tivesse chegado antes. Mugello e Jerez são duas pistas em que deveríamos ter ido melhor”, reconheceu. “Terminar em quinto de manhã e sexto de tarde não é ruim. Em relação ao ritmo, ainda não sou rápido o suficiente para brigar pelo pódio”, apontou.
 

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Apesar de Viñales ter se destacado do pelotão, os demais ficaram bastante próximos, algo que Rossi atribui ao bom funcionamento dos pneus.
 
“Quando os pneus vão bem, tem menos diferença entre motos e pilotos. As diferenças crescem quando as gomas sofrem”, indicou. “Viñales foi um pouco mais rápido que o resto, mas espero poder tirar vantagem de toda a informação que reunimos hoje”, comentou.
 
Por fim, o multicampeão elogiou o trabalho de Dovizioso e disse não ter dúvidas de que o italiano é um candidato ao título.
 
“Dovizioso está fazendo um trabalho muito bom, já desde o ano passado. Não se ganha duas corridas seguidas por casualidade. Assim, eu o coloco como um dos candidatos ao título como os demais”, completou.
 
Décimo na tabela, Dani Pedrosa contrariou Márquez e não se queixou da estabilidade da RC213V, mas lamentou que tenha tido de buscar uma volta rápida por conta da preocupação com a chuva para sábado.

“Provamos todos os pneus porque a temperatura permitiu. Mas ainda não sabemos qual usaremos na corrida. Tivemos de fazer tempo e, por isso, não melhoramos muito a moto entre a manhã e a tarde”, justificou. “Nem sequer pudemos testar bem o acerto. Cada vez que íamos para a pista, íamos com um pneu diferente, então mudamos a configuração a cada saída”, comentou.
 
“O que mais preocupa são os pontos de freada e o ritmo de curva. A estabilidade é aceitável”, concluiu.

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A previsão do tempo indica pancadas de chuva ao longo de sábado, com a temperatura variando entre 13 e 20°C. 
 
O GP da Holanda deste fim de semana, aliás, conta com uma programação ligeiramente diferente. A Moto3 segue a tradição e abre os trabalhos às 6h (de Brasília) de domingo, mas a MotoGP foi antecipada para evitar o confronto com a F1 e vai largar às 8h. A Moto2, então, fecha a programação, às 9h30.

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