Dovizioso domina ‘território inimigo’, mas Márquez mostra ritmo apesar de revés na classificação

Confirmando a expectativa, Andrea Dovizioso desfilou a força da Ducati em Motegi e assegurou neste sábado (20) a pole-position para o GP do Japão. Marc Márquez, por outro lado, sofreu um revés na classificação e vai largar apenas em sexto

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A casa pode até ser da Honda, mas é a Ducati quem está dando as cartas em Motegi. Depois de liderar duas das três sessões livres realizadas com pista seca, Andrea Dovizioso ratificou sua boa forma na tarde deste sábado (20) ao conquistar a pole-position para o GP do Japão.

 
Apesar de a Honda ser a montadora mais bem sucedida na pista do distrito de Kanto desde a introdução da era da MotoGP ― em 2002 ―, a Ducati desembarcou em território japonês sabendo que seria competitiva. E assim tem feito.
 
Com 1min44s590, Dovizioso conquistou sua segunda pole na temporada 2018 ― a sétima da carreira na classe rainha e a terceira no Japão. Disposto a, pelo menos, adiar a festa de Marc Márquez pela conquista do pentacampeonato, o #4 deu um passo importante com a pole, mas, especialmente, com o revés do #93, que, 0s299 mais lento que ponteiro, vai sair só em sexto.
Mesmo confiante, Andrea Dovizioso espera uma briga boa no Japão (Foto: Ducati)
A última posição da segunda fila, aliás, é uma repetição dos piores desempenhos classificatórios de Marc na temporada. O #93 saiu em sexto nos GPs da Argentina e da Itália, duas provas que tiveram um desfecho não tão agradável, já que o espanhol de Cervera saiu zerado de ambas.
 
Mas, embora a performance não seja exatamente a esperada, Márquez mostrou um ritmo forte no TL4 e é perfeitamente capaz de escalar o pelotão para repetir o duelo pela vitória com Dovizioso como fez em 2017. Para chegar ao título neste fim de semana, o irmão de Álex não pode ceder mais de dois pontos para o #4 ― e mais de 24 para Valentino Rossi.
 
Na posição de honra da grelha japonesa, Dovizioso elogiou o trabalho da Ducati ao longo do fim de semana e se mostrou bem satisfeito com sua própria performance.
 
“Fizemos um grande trabalho”, resumiu Andrea. “Conseguimos melhorar um pouco a moto, saímos muito bem, e isso nos permiti fazer uma grande volta de classificação. Eu tinha esse tempo na cabeça. No fim, não sei exatamente o que marquei, mas é uma grande satisfação o 1min44s5.Tenho de agradecer a equipe, porque trabalhamos muito bem e a moto estava genial”, elogiou.
 
Apesar de se mostrar confiante, Dovi não vê uma diferença grande em relação ao líder do Mundial. 
 
“Sinceramente, me sinto em sintonia com Márquez e não com mais ritmo do que ele, porque ele mostrou que tem um grande ritmo”, apontou. 
 
Crente de que vai exibir uma performance similar a do #93 ao longo da corrida, Andrea disse esperar algo como a corrida da Tailândia, por exemplo.
Marc Márquez sofreu um revés, mas nem tudo está perdido (Foto: Repsol)
“Não vai acontecer nada diferente do que aconteceu no ano passado, do que acontece una Tailândia, em Aragão, em Misano…”, recordou. “Sem estar na briga pelo campeonato, todos forçamos ao máximo. [Johann] Zarco também esteve bem este fim de semana e tenho de ver os dados do treino em relação as outras Yamaha. [Cal] Crutchlow também vai ir bem”, indicou.
 
Márquez, por sua vez, não entrou em desespero com o desfecho da classificação. O espanhol entende que segue com opções para a corrida deste domingo.
 
“Seria melhor se fosse o contrário, mas existem opções, porque eu estou muito bem, especialmente em termos de ritmo”, apontou Márquez. “Não largamos na melhor posição. Aqui é difícil de ultrapassar, especialmente nas primeiras voltas, com o tanque cheio. A corrida é longa, mas vamos tentar controlar da melhor forma possível”, avisou.
 
Questionado sobre quem terá de enfrentar em Motegi, Márquez respondeu: “Dovi estará lá, ele tem um ritmo muito bom. Cal também tem um bom ritmo, mas está forçando mais em alguns pontos. Mas ele também pode estar ali. Eu vou tentar melhorar alguma coisa. Zarco também vai estar na frente lutando pela vitória”.
 
Indagado, então, sobre o tamanho da diferença em relação a Dovizioso, Márquez avaliou: “É pouca”.
 
“Está tudo muito parelho. Com Dovi, você nunca sabe, ele sempre se esconde um pouco e ataca. O certo é que aqui, nos momentos cruciais, ele saiu já em primeiro”, comentou. “Acho que é quem está no melhor nível neste circuito, como já esperava desde quinta-feira, mas não estamos tão longe. Eu esperava estar mais longe, honestamente. Temos opções. Não tantas quanto em Aragão, mas temos”, analisou.
 
Com cem pontos ainda em disputa, Marc tem um caminho relativamente simples para renovar seu título, especialmente em comparação com 2016, quando precisava de um improvável revés duplo da Yamaha, o que acabou por acontecer.
 
“É mais factível, a priori, do que em 2016”, ponderou. “Mas segue sendo difícil. Não como foi em Valência no ano passado, eu tenho margem para arriscar. Se quero tentar conseguir o título, tenho de ganhar, porque Dovi vai estar para vencer. Vamos tentar evitar, mas temos a tranquilidade de restarem quatro corridas”, concluiu.

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