Dovizioso esfria empolgação e diz que chegada de Lorenzo revela realidade da Ducati: “Ainda não somos competitivos”

Andrea Dovizioso reconheceu que a Ducati não é tão competitiva quanto esperava ser em 2017. Na visão do italiano, a chegada de Jorge Lorenzo ao time ajudou a ressaltar as limitações da Desmosedici

 
Andrea Dovizioso reconheceu que a Ducati não atingiu suas próprias expectativas para a temporada 2017 da MotoGP. Passadas as quatro primeiras provas do ano, o time de Borgo Panigale ocupa a terceira colocação no Mundial de Construtores, 24 pontos atrás da líder Yamaha, e o mesmo terceiro lugar na disputa entre equipes, agora com 53 pontos a menos que a casa de Iwata.
 
Em entrevista ao site oficial da MotoGP, Dovizioso reconheceu que a casa de Bolonha não conseguiu exibir a performance que esperava e, por isso, os pilotos têm de ter o cuidado de oferecer um bom feedback aos técnicos e engenheiros da marca.
Andrea Dovizioso admitiu que a Ducati não é tão competitiva quanto esperava (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Nós não somos competitivos como esperávamos”, disse Dovizioso. “Nós mudamos alguma coisa na moto, mas ela é muito similar à do ano passado — e sem as asas. É muito importante ter o feedback correto e entender e confirmar os pontos negativos da moto e onde temos de melhorar para realmente lutar pelo campeonato”, seguiu.
 
Embora ainda no primeiro terço da temporada, Andrea acredita que a Ducati já precisa começar a olhar para 2018, especialmente se a meta for lutar pelo título da classe rainha do Mundial de Motovelocidade.
 
“Durante a temporada, você não pode mudar tudo na moto, então, certamente, poderemos ser mais competitivos em algumas corridas, mas, se a nossa meta é vencer o campeonato, não temos a velocidade para lutar por ele”, reconheceu. “Nós já temos de pensar no próximo ano se esse é o nosso objetivo, porque temos de analisar tudo e decidir em que área nós realmente precisamos trabalhar. E tentar ter o resultado nisso na próxima vez”, frisou.
 
O #4, porém, elogiou o trabalho da Ducati, mas reiterou que a Desmosedici ainda tem alguns dos defeitos que limitaram a performance no ano passado.
 
“A diferença é bem grande se você olha para a moto, mas o resultado final é muito pequeno. É um pouco mais leve. Sinto que fizemos um ótimo trabalho, mas não resolvemos nossas limitações do ano passado”, comentou. “É por isso que não estou surpreso com a situação em que estamos agora”, declarou.
 
Titular da Ducati desde 2013, Dovizioso afirmou que teve muitos companheiros de equipe por conta das dificuldades do time vermelho, mas avaliou a chegada de Jorge Lorenzo como positiva, especialmente porque as dificuldades do #99 jogaram mais uma luz nas deficiências do protótipo italiano.
 
“Eu mudei muito de companheiros de equipe, porque a situação na Ducati não era muito fácil nos últimos anos”, avaliou. “Estou muito feliz este ano com a chegada de Jorge, porque ele venceu muito e é um dos melhores pilotos do mundo. Isso foi muito importante e aconteceu o que eu esperava, porque leva tempo para ele se adaptar à moto, pois a moto é muito diferente. Mas mostrou para muitas pessoas algumas limitações da moto. Muitas pessoas achavam que talvez alguns pilotos poderiam fazer melhor com esta moto, mas eu não acho que seja assim neste momento”, opinou. 
 
“E Jorge mostrou a realidade. E eu estou feliz com isso. E estou feliz porque isso pode nos dar a possibilidade de colocar mais esforço em um lugar diferente de onde temos trabalhado nos últimos anos e tentar melhorar a moto”, sublinhou.
 
Por fim, Dovizioso se disse um piloto mais forte do que em sua juventude e ponderou que segue no time de fábrica por sua contribuição e por acreditar na Ducati.
 
“Eu me sinto muito mais forte agora do que quando era jovem. Estou mais maduro para entender como controlar a situação. Além disso, quando não sou o mais rápido, sou capaz de lutar pela vitória ou por uma posição importante, é por isso que ainda estou no time de fábrica”, observou. “Minha meta é tentar conquistar um resultado muito bom, tentar vencer o campeonato com a Ducati. Acho que dei muito para a Ducati e a Ducati também me deu muita coisa”, indicou. 
 
“Mas agora estamos em uma situação em que queremos lutar pelo campeonato. Se consertarmos o limite que temos, teremos uma chance. E neste campeonato tudo pode acontecer”, falou. “Se tivermos a velocidade para ficar realmente no topo, e não estamos tão longe, eu acredito nisso. Isso me dá motivação para tentar todos os anos”, concluiu.
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