Dovizioso faz ano surpreendente e tem casamento estável com Ducati como trunfo para chegar vivo à decisão da MotoGP

Andrea Dovizioso tem feito em 2017 o que poucos esperavam. Com grande consistência, confiabilidade de sua moto, poucos abandonos e bom desempenho, o italiano chega à última etapa da temporada, em Valência, como o adversário único de Marc Márquez na briga pelo título do campeonato

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Relacionadas

Andrea Dovizioso tem feito o improvável em 2017. Defendendo a Ducati, o italiano chega à última etapa da temporada vivo na disputa pelo título, colocando-se como o adversário único de ninguém menos que Marc Márquez.

Desde que chegou à MotoGP, em 2008, esta tem sido disparada sua melhor campanha na classe rainha. De 17 provas disputadas até o momento, foi ao pódio oito vezes, sendo seis vitórias, uma segunda colocação e um terceiro posto.

E o grande triunfo que Dovizioso encontrou em 2017 foi o casamento perfeito entre piloto e moto. Após anos de trabalho com a Ducati, o italiano enfim pegou a mão da Desmosedici e dominou a fera vermelha. Com a chegada de Jorge Lorenzo ao time, todos pensavam que o espanhol iria encabeçar a dupla de pilotos, mas muito se enganaram.

Andrea Dovizioso e Ducati: a história de um casamento estável (Foto: Michelin)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

Com grande desempenho e confiabilidade de sua Desmosedici, Andrea zerou apenas em uma etapa do ano, quando abandonou na Argentina, e ainda não foi culpado pelo infortúnio. Se comparado com Márquez, o #93 não pontuou em três oportunidades.

A temporada de Andrea começou devagar. Apesar de um resultado positivo no Catar, com um pódio, acabou abandonando não por uma falha na moto, ou pelo próprio erro, mas sim porque Aleix Espargaró acabou se acidentando e levando o italiano junto.

A tão sonhada vitória só viria na sexta corrida do calendário, e seria em grande estilo. Em Mugello, o piloto quebrou a resistência da Yamaha, assumiu a ponta do pelotão com dez voltas para o fim, venceu e ainda deu para sua equipe o primeiro triunfo no circuito italiano desde 2009. Na Catalunha voltaria a subir no degrau mais alto do pódio.

Nas três corridas seguintes, Dovizioso não chegou a alcançar o pódio, mas a regularidade de sempre terminar as provas mostrou valer mais do que aparecer no top-3. Após a etapa holandesa, onde cruzou a linha de chegada apenas em quinto, Andrea tomava pela primeira vez a liderança do campeonato.

Apesar da consistência, a falta de resultados mais expressivos cobrou seu preço nas provas seguintes. Oitavo na Alemanha e sexto na República Tcheca, o #04 caiu para terceiro na classificação. Só voltaria a subir duas etapas mais tarde, quando alcançou a vitória na Áustria e em Silverstone.

Dovizioso se mostrou um adversário a altura de Márquez em 2017 (Foto: Repsol)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Já na reta final do campeonato, o titular da Ducati sofreria um grande misto de emoções, ficando com um sabor agridoce na boca. Em uma emocionante briga no Japão e com pista molhada, Andrea bateu Márquez nos metros finais para garantir uma importante vitória, diminuindo a desvantagem para o espanhol em apenas 11 pontos.

Mas foi em Phillip Island que Dovizioso viu as suas chances de ser campeão caírem drasticamente. Em um final de semana difícil na Austrália, o italiano errou ainda na largada da prova, caindo para o fim do pelotão e terminando apenas em 13º. Ali, Márquez abria a maior vantagem de toda a temporada: 33 pontos.

A vitória na Malásia, com um toque de ordens da Ducati para Jorge Lorenzo deixar o companheiro vencer, foi fundamental para levar a briga para a última etapa. Dovizioso precisa triunfar em Valência e ver Márquez terminar em 12º para sagrar-se campeão, uma situação bastante difícil para o italiano. No entanto, com base na temporada 2017 da MotoGP, nada é impossível.

O GRANDE PRÊMIO cobre a decisão da MotoGP in loco em Valência com a repórter Juliana Tesser. Acompanhe aqui todo o noticiário.

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!