Dovizioso reconhece que só consistência “não basta” para lutar por título em 2020

O italiano apontou que a falta da velocidade tem sido um problema, assim como os novos pneus Michelin, que não se encaixam em seu estilo de condução

Andrea Dovizioso afirmou que apenas ser consistente não é garantia da conquista do título da MotoGP. O italiano indicou que apesar de ser um ponto positivo de sua pilotagem, não ter velocidade competitiva é obstáculo na briga pelo campeonato.

Após seis etapas do calendário, o competidor de 34 anos assumiu a liderança da classificação. Seus melhores resultados foram um pódio no GP da Espanha e a vitória no GP da Tchéquia, sustentando agora seis pontos de respiro na ponta da tabela.

Nos últimos três anos, o piloto de Forlimpopoli foi o nome a fazer frente a Marc Márquez. Em 2017, conseguiu seis triunfos, com o último ano sendo o que menos venceu, subindo apenas duas vezes no degrau mais alto do pódio, mas terminando nove vezes no top-3 e em todas as etapas no top-10.

Mas Andrea evitou fazer previsões para a disputa pelo caneco de 2020. “Com certeza [é bom ser consistente], mas isso acontece todo ano. É minha abordagem e funciona para o campeonato. Esse é um ponto positivo meu”, explicou.

Andrea Dovizioso terminou em sétimo em Misano (Foto: Red Bull Content Pool)

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“Mas não é o suficiente, nunca vai ser porque com essa velocidade não vai ser capaz de brigar pelo campeonato até o final. Então, é algo bom de ter, mas não o suficiente”, continuou o italiano.

Mas existe outro ponto que também tem sido um problema para Dovi: os novos pneus Michelin. “A situação pode mudar a cada circuito. Olhe para a KTM, não estava veloz aqui. Então, esse é o balanço do pneu e a cada corrida você pode ser muito rápido ou lento, pois o pneu é diferente. Mas a característica do pneu é outra história, diferente do que no passado para Ducati”, falou.

“No passado, você tinha de frear e deslizar um pouco para retirar o peso da dianteira, diminuir um pouco e fazer a curva. Agora precisa ter mais aderência na traseira, então, precisa entrar [na curva] com muita velocidade, muito ângulo. Não é como piloto”, destacou.

“O segundo problema é que, na saída, precisa esperar para apertar o acelerador porque deslizar no ângulo máximo é muito fácil de perder a traseira. Então, é difícil de encontrar a velocidade no meio da curva”, encerrou.

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