Driblando os limites da Honda, Márquez chega à final em Valência com maior número de quedas da carreira na MotoGP

Rodando acima dos limites de sua RC213V, Marc Márquez já sofreu 25 quedas nas 17 corridas que disputou até aqui. 2017 é o ano em que o #93 mais caiu desde a estreia na MotoGP

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Marc Márquez chega a etapa final da temporada 2017 na liderança da MotoGP, 21 à frente de Andrea Dovizioso, o segundo colocado. Mas o ano não foi só de flores para o piloto da Honda.
 
Com mais uma etapa pelo caminho, o #93 chega ao circuito Ricardo Tormo com uma marca pouco agradável: 25 quedas no ano. O maior número de tombos do espanhol desde sua estreia na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Desconsiderando os novatos, o piloto da Honda foi quem mais caiu em 2017 na MotoGP.
Marc Márquez foi ao chão em Le Mans (Foto: Reprodução)
Em 2013, seu ano de estreia na divisão principal, Márquez foi ao chão em 15 oportunidades. Embora ainda estivesse ‘pegando a mão’ com a RC213V, uma única dessas quedas aconteceu em corridas.
 

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A mais assustadora, porém, veio na Itália. Marc sofreu quatro tombos em três dias na pista italiana, o pior deles na segunda sessão de treinos livres, quando perdeu o controle da RC213V na reta de Mugello a 337,9 km/h. Para evitar o choque com o muro, Márquez se jogou da moto pouco antes do impacto.
 
Pela medição feita na época pela Alpinestars, fabricante do macacão, Marc recebeu um impacto de ao menos 25G (o máximo medido pelos sensores instalados na vestimenta). No total, foram oito impactos no ombro esquerdo e 12 no direito.
 
Naquele acidente, o campeão de 2013 sofreu uma fissura no úmero direito, além de ter ferido o queixo. Mesmo assim, Marc disputou o GP da Itália, mas caiu pouco após tirar de Dani Pedrosa o segundo lugar.
 
Em 2014, Marc voltou a flertar com os limites, mas seus 11 tombos no ano não ofuscaram a incrível sequência de dez vitórias nas primeiras dez corridas do ano. Com uma importante folga na classificação, uma queda em Misano, a primeira do #93 em corridas naquele ponto do Mundial, não fez diferença. Com o título definido na etapa do Japão, o espanhol voltou a cair em Phillip Island.
 
2015, porém, viu o número alto de acidentes cobrar seu preço. Com 13 quedas no ano, Márquez assistiu suas chances de título terminaram cedo, mas acabou também protagonista daquele polêmico desfecho de Mundial, que teve Jorge Lorenzo campeão com cinco pontos de vantagem para Valentino Rossi.
 
Depois de perder a chance de reter seu título por uma temporada marcada por muitos erros, Márquez apareceu em nova versão em 2016, optando pela regularidade e deixando um pouco de lado seu estilo tudo ou nada. Ainda assim, Marc sofreu 17 quedas, mas apenas uma nas corridas, em Le Mans, num lance que pareceu ensaiado com Andrea Dovizioso.
 
Desta vez, a luta de Márquez contra as fraquezas da RC213V vem custando ainda mais caro. Com três dias pela frente para dar a temporada por encerrada, Márquez já soma 25 tombos, seu número mais alto desde a chegada à classe rainha.
2017 já é o ano com maior número de quedas de Marc Márquez na MotoGP (Gráfico: Juliana Tesser)

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O primeiro revés aconteceu na Argentina e foi seguido por outro em Le Mans. Depois, porém, o espanhol conseguiu completar todas as corridas até a inesperada quebra sofrida em Silverstone. Assim, se conquistar a coroa de 2017, Marc será o primeiro a ser campeão com três ou mais zeros no placar desde 1998.
 
Ciente dos riscos do trabalho, Márquez parece não se assustar com os tombos e já deixou claro que não vai abrir mão de seu estilo de pilotagem.
 
“Eu caio, pois estou forçando”, justificou. “Eu dou 100% do TL1 à corrida e tento fazer meu melhor. Este é o meu estilo e ele me deu cinco títulos mundiais”, concluiu.
O GRANDE PRÊMIO cobre a decisão in loco em Valência com a repórter Juliana Tesser. Acompanhe aqui todo o noticiário.

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