Ducati bate martelo e segue com motor 2024. Chassi e aerodinâmica ainda são opções
Chefe da Ducati, Davide Tardozzi confirmou ao site oficial da MotoGP que a fábrica de Bolonha bateu o martelo e decidiu manter o motor de 2024. Dirigente confirmou que é possível que o pacote aerodinâmico e o chassi também sejam mantidos
Depois de muito ponderar, a Ducati bateu o martelo. A casa de Borgo Panigale optou por manter o motor do ano passado em uso. E, de acordo com Davide Tardozzi, chefe da equipe italiana, permanecer com o mesmo pacote aerodinâmico e chassi é também uma opção.
Desde o início dos testes, a Ducati se mostrou em dúvida em relação ao motor. Ainda que Francesco Bagnaia e Marc Márquez tenham notado melhora, especialmente no quesito entrega de potência, os dois concordaram que o propulsor anterior era melhor.
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Para deixar a dúvida ainda mais latente, a MotoGP congelou o desenvolvimento e, por isso, o motor homologado na primeira corrida deste ano será usado até a última de 2026. Assim, o conservadorismo imperou na marca italiana.
No penúltimo dia de testes da pré-temporada, Bagnaia já tinha sinalizado que o chassi novo também ficaria pelo caminho. O #63 falou em voltar a testar o item mais adiante, mas defendeu que, no momento, a Ducati ainda tinha coisas em que trabalhar.

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“A decisão foi tomada e o motor para as temporadas 2025 e 2026 será o de 2024”, anunciou Tardozzi. “Como eu disse ontem, Gigi [Dall’Igna] não quer correr nenhum risco”, seguiu.
O dirigente reconheceu, porém, que a fábrica terá dias de trabalho intenso, já que terá de produzir mais unidades de motores em um curto período de tempo.
“Será um grande esforço para os caras em casa construírem os motores para nossos três pilotos para a primeira corrida, mas Gigi tomou essa decisão. Acho que teremos esses motores”, afirmou, se referindo não só a Márquez e Bagnaia, mas também a Fabio Di Giannantonio.
O motor, porém, não é a única parte de 2024 que pode seguir na moto. A Ducati ainda vai decidir o que fazer com chassi e aerodinâmica, mas pretende voltar a testar os componentes feitos para este ano no teste programado para após o GP da Espanha.
“É uma possibilidade real”, assumiu Davide. “Acho que a decisão final em termos de carenagem e chassi será tomada esta noite e acho que vamos adiar — tendo o motor congelado — para o teste de Jerez os outros itens que temos aqui e que gostaríamos de testar outra vez”, explicou.
Questionado sobre o que especificamente fica na moto que foi projetado para 2025, Tardozzi respondeu: “Tem algumas coisas que fazem parte da eletrônica e da suspensão. Esses são os componentes de 2025 que temos na moto no momento”.
Por fim, Tardozzi insistiu que, apesar da pressão extra na fábrica para preparar os motores necessários, os funcionários da Ducati vão dar conta do recado.
“Como eu disse, será um grande esforço para os rapazes construírem esses motores, mas se nós decidimos fazer isso, será possível”, garantiu. “Acho que a moto de 2024 é muito difícil de melhorar. Tentamos bastante, mas, no fim, não achamos o que esperávamos e tomamos a decisão mais segura possível para os pilotos”, encerrou.
A MotoGP agora volta às pistas apenas para a abertura da temporada 2025, que acontece entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março, com o GP da Tailândia, em Buriram. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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