Ducati ‘encaixa’ com Motegi, e Dovizioso inicia missão de adiar penta de Márquez com pé direito
Sem grandes esperanças de reverter sua situação no campeonato, Andrea Dovizioso tem uma meta simples para o fim de semana: adiar o pentacampeonato de Marc Márquez. E no primeiro dia de treinos em Motegi, foi o #4 quem começou na frente
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Não foi o melhor dos primeiros dias de treinos da MotoGP. Mas, em comparação com a chuvosa sexta-feira de 2017, nem foi tão ruim assim.
Conforme antecipado pelos meteorologistas, a sexta-feira (19) amanheceu nublada, com a chuva dando as caras já pela manhã, ainda que tenha poupado a MotoGP. Na parte da tarde, a classe rainha tampouco sentiu as gotas de águas, mas teve de lidar as consequências com um asfalto úmido que manteve os protagonistas do fim de semana nos boxes ao longo dos 45 minutos do TL2.
Ainda que os pneus slicks tenham aparecido no terço final da atividade vespertina, prevaleceram os registros da manhã e, assim, Andrea Dovizioso ficou com o melhor tempo do dia na pista da região de Tochigi: 1min45s358.

Andrea Dovizioso liderou o primeiro dia em Motegi (Foto: Ducati)
Ciente da ameaça de chuva, Marc Márquez tratou de calçar o pneu macio traseiro na etapa final do TL1 e, embora tenha passado a maior parte da atividade no comando, acabou em quarto. Cal Crutchlow e Johann Zarco ficaram entre os dois.
Precisando, obrigatoriamente, fechar o fim de semana à frente de Márquez para manter o Mundial aberto, Dovizioso celebrou o início positivo de trabalho na casa da Honda e destacou que não fazia sentido se arriscar em uma pista úmida como a desta tarde.
“Nós começamos bem”, resumiu Andrea. “A sensação na moto foi boa esta manhã, a base era boa. Com certeza, temos alguma coisa para melhorar, mas a moto trabalha bem nesta pista”, elogiou.
“Nós testamos um pouco os pneus, mas, infelizmente, nesta tarde nós não tivemos as condições para pilotar no seco. No geral, estou feliz com este começo. Isso não é o suficiente para a corrida, mas acho que estamos bem”, ponderou. “Acho que sabemos o que temos de melhorar e amanhã as condições parecem boas, então acho que teremos tempo para trabalhar nisso”, avaliou.
Questionado sobre o que precisa melhorar, Andrea respondeu: “Nesta pista, o principal é a freada. Nós precisamos de mais estabilidade na freada. A aceleração não está ruim. Nós temos de trabalhar para poupar o pneu, mas, para sermos mais rápidos, certamente é em relação aos freios”.
Também ‘plantado’ nos boxes no TL2, Márquez seguiu a linha de Dovizioso e avaliou que não valia o risco de rodar em uma pista úmida. O #93, porém, precisou ser contido pela equipe comandada por Santi Hernández.
“Não podemos esquecer que temos três corridas seguidas. A equipe me amarrou na cadeira para eu não sair. Eu perguntei para eles umas cinco vezes”, brincou. “Temos de minimizar os riscos ao máximo. Uma lesão agora complicaria tudo. Não fazia sentido, porque a pista estava meio seca e meio molhada”, reconheceu.
O primeiro treino, no entanto, já serviu para Márquez ver que não terá facilidades de quiser fechar o penta da MotoGP já neste fim de semana.
“Esta manhã, eu me senti forte, mas já vi que Dovi será muito rápido todo o fim de semana. Viñales tampouco está longe e Zarco vai bem”, analisou. “Temos de seguir trabalhando na mesma linha e melhorar a estabilidade da freada”, defendeu.
0s140 mais lento que Dovi, Márquez afirmou que, no momento, não está preparado para um duelo na última volta com o piloto da Ducati.
“Neste momento, não estou preparado para chegar à última volta com Dovi. Só estou concentrado nele. Esta pista encaixa muito bem com a Ducati. Eu comecei bem se levarmos em conta que é Motegi”, completou.
Depois de um fim de semana positivo na Tailândia, a Yamaha também mostrou sinais encorajadores nesta sexta, especialmente com Johann Zarco e Maverick Viñales, que ficaram em terceiro e quinto, respectivamente. 0s971 mais lento que Dovizioso, Valentino Rossi registrou o nono tempo.
“Foi um primeiro dia muito bom aqui no Japão, estou feliz”, disse Zarco. “No seco, consegui imediatamente um ritmo forte e isso me ajudou muito a relaxar e fazer um bom trabalho. De tarde, as condições eram complicadas com alguma chuva, então tive sorte de ter sido rápido no TL1. Não estava totalmente molhado, mas tínhamos algumas manchas na pista. Rodei nas duas condições com pneus de chuva e slicks e, nos dois casos, tive um bom controle da moto”, relatou.

Marc Márquez precisa de pouco para conseguir quinto título (Foto: Repsol)
Viñales se mostrou especialmente animado, principalmente por considerar que a Yamaha conseguiu dar um passo importante em termos de performance da YZR-M1 em Buriram.
“Nós confirmamos as boas sensações da Tailândia, porque eu me sinto muito melhor. A moto melhorou muito no molhado”, contou Maverick. “Depois que me adaptei à pista, tudo correu bem. Estou encantado com o passo que demos na Tailândia e temos de seguir assim”, continuou.
“O passo que demos na Tailândia foi por algo mais do que os pneus. Temos de tentar não perder essa linha”, pressionou.
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