Ducati fala em complô, acusa Honda de orientar Márquez e Pedrosa a criticarem uso de asas na MotoGP e pede respeito
Cansada da polêmica envolvendo o uso de asas na MotoGP, a Ducati cobrou respeito das fábricas rivais e garantiu que o desenvolvimento da peça não exigiu uma alta soma. Diretor-esportivo do time de Borgo Panigale, Paolo Ciabatti acusou a Honda de instruir Marc Márquez e Dani Pedrosa a criticarem a peça sempre que possível
Principal novidade da MotoGP em 2016, as asas seguem dando o que falar. Banida de Moto3 e Moto2, a peça chegou à classe rainha pelas mãos da Ducati, mas já foi reproduzida — nos mais diversos tamanhos e formatos — por todas as demais fábricas do grid.
Embora tenham sido reproduzidas por Yamaha, Honda, Suzuki e Aprilia, as asas seguem longe de ser uma unanimidade e já foram acusadas de oferecerem risco aos pilotos e também de prejudicarem a corrida por conta da turbulência que geram.
Ducati voltou a defender o uso de asas na MotoGP (Foto: Ducati)
Pioneira no assunto, a Ducati não vê as asas como ameaça e aposta em um complô das marcas rivais para banir o recurso aerodinâmico. Diretor-esportivo da escuderia de Borgo Panigale, Paolo Ciabatti acusou a Honda de orientar Marc Márquez e Dani Pedrosa a criticarem as asas.
“Estão utilizando argumentos pouco objetivos para demonizar as asas”, disse Ciabatti. “Creio que a Honda, especialmente, deu instruções precisas aos seus pilotos para criticá-las sempre que puderem”, acusou.
“Pedrosa falou de periculosidade e Márquez lamenta as turbulências”, apontou. “A Ducati apresentou propostas para melhorar a segurança, mas alguns não quiseram entrar no debate e nem discutir argumentos. Isso é um sinal claro de que os outros só querem vetá-las”, insistiu.
Chefe da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna lembrou que a Honda não encontrou opositores quando introduziu o câmbio seamless na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, embora o item exigisse uma alta soma para seu desenvolvimento.
“Quando a Honda desenvolveu o câmbio seamless ninguém se opôs, apesar do forte investimento que exigia”, lembrou. “Além disso, naquele momento, aquilo foi uma vantagem para eles na pista, e todo mundo respeitou. Nós pedimos o mesmo respeito”, disparou.
“O desenvolvimento das asas não exigiu um investimento importante para a marca, já que o desenvolvimento e os testes no túnel de vento foram realizados aproveitando os testes de outras partes da moto”, justificou. “Ninguém nos questionou sobre os incidentes em que nossos pilotos estiveram envolvidos e ninguém saiu ferido deles. A controvérsia foi criada quando Márquez se queixou de [Andrea] Iannone depois do toque na primeira curva na Argentina. Tenho certeza que houve contato entre a coluna de Marc e uma das nossas asas, mas não tinham sinais em seu macacão ou danos físicos”, concluiu.
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