Ducati diz que Malásia a deixa “muito próxima” de título e pede “concentração máxima”
Chefe da Ducati Corse, a divisão de corridas, Gigi Dall’Igna exaltou a atuação de Francesco Bagnaia e considerou que o título da MotoGP 2022 será decidido entre os dois pilotos mais valiosos da temporada
Chefe da Ducati Corse, a divisão de corridas da casa de Borgo Panigale, Gigi Dall’Igna avaliou que o GP da Malásia deixou a marca italiana “muito próxima” do título de MotoGP 2022. Ainda assim, o dirigente considerou que será preciso “concentração máxima” na decisão no GP da Comunidade Valenciana.
Com a sétima vitória na temporada, Francesco Bagnaia abriu 23 pontos de vantagem para Fabio Quartararo, que tem o vice-campeonato. Com só 25 pontos ainda em disputa, o cenário é bastante mais favorável aos italianos.
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Além de ter encaminhado o fim de um jejum de 15 anos, a passagem por Sepang também definiu a conquista do Mundial de Equipes, o segundo nos últimos dois anos para a casa de Bolonha. Dall’Igna considerou que o feito é um reconhecimento ao trabalho dos funcionários da fábrica e exaltou a atuação de Bagnaia na penúltima corrida do ano.
“Hoje a Ducati celebra o Mundial de Equipes, outro simplesmente merecido e importante reconhecimento devido ao precioso trabalho de todas as mulheres e homens do nosso time”, disse Dall’Igna. “Foi outra vitória esplendida, a sétima de Bagnaia, em uma corrida crucial e muito apertada, dificultada pela classificação, e, portanto, ainda mais marcante pela forma como foi encarada e concluída”, seguiu.
Dall’Igna considerou que, além de uma largada espetacular, Bagnaia soube ser determinado e sábio, já que teve de lidar com a pressão de Enea Bastianini por toda a disputa.
“Fizemos nosso dever, tudo que tínhamos de fazer, e fizemos isso no melhor da nossa habilidade em uma pista que está entre as mais técnicas da MotoGP, uma que é particularmente difícil por conta das condições consistentemente extremas do clima”, frisou. “A largada de Pecco foi espetacular, quase perfeita, com um tempo de reação perfeito às luzes de largada e uma freada de manual na primeira curva. Com isso, já se viu projetado na segunda posição”, recordou.
“Mais uma vez, ele soube como correr com talento, sabedoria e determinação, lidando com um ritmo muito alto e implacável, forçando ao limite para alcançar um sucesso que, embora não garanta o título, nos deixa muito próximos. Vamos lançar tudo no último desafio. Todas as coisas ditas e feitas, o final certo para os dois competidores mais valiosos”, considerou.
Além disso, Gigi destacou o bom trabalho do piloto da Gresini, de Marco Bezzecchi, que quase ajudou Bagnaia a fechar o título, já que tentou alcançar Quartararo para tirá-lo pódio, e Jack Miller, que fez uma prova de recuperação para terminar na sexta posição.
“E foi outra grande performance dos pilotos Ducati, das motos e das equipes. Desde a pole-position de Martín até as corridas de Bastianini, Bezzecchi e Miller, o último fazendo uma recuperação magnífica depois de um contato na largada. Tudo isso é uma confirmação sustentada que me deixa muito orgulhoso e dá um pano de fundo brilhante para o Mundial de Pilotos”, considerou. “Agora será preciso concentração máxima para a última peça deste quebra-cabeças de tirar o fôlego, com o mesmo espírito demonstrado nas última corridas. Vamos, Ducati”, encerrou.
A MotoGP volta às pistas daqui a duas semanas, em 6 de novembro, para a disputa da etapa de Valência, que encerra a temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade.
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