Ducati mantém opção de mudar composição das equipes: “Podemos fazer o que quisermos”

Chefe da equipe oficial, Davide Tardozzi ressaltou que Francesco Bagnaia, Enea Bastianini e Jorge Martín estão presos a contratos assinados diretamente com a fábrica e, por isso, a Ducati pode fazer o que quiser em termos de composição das equipes

Chefe da equipe oficial, Davide Tardozzi afirmou que a Ducati pode “fazer o que quiser” em termos da distribuição dos pilotos entre as equipes para 2024. O dirigente lembrou que Francesco Bagnaia, Enea Bastianini e Jorge Martín têm contrato direto com a casa de Bolonha — Johann Zarco tem a mesma condição, mas o acordo chega ao fim neste ano e ele já confirmou a ida para a LCR Honda.

Inicialmente, Bagnaia e Bastianini formariam a equipe principal da Ducati em 2024, mas Enea tem a posição ameaçada pela força de Martín, que disputa o título deste ano com Pecco. Em agosto, a Ducati tinha assegurado a permanência do #23, que sofreu muito com lesões ao longo do ano, mas, no GP da Malásia, a marca de Bolonha assumiu a possibilidade de enviar Enea para a Pramac e puxar Jorge ao time oficial.

“Como todos sabem, nós confirmamos Enea na equipe oficial no meio de agosto”, disse Paolo Ciabatti, diretor-esportivo da Ducati, ao site da MotoGP. “É verdade que o atual nível de performance é uma realidade que temos de considerar. Mas, obviamente, nenhuma decisão foi tomada. Vamos ver. Não posemos ignorar esse nível de performance”, admitiu.

A resposta de Bastianini foi na pista. Na corrida sprint, o italiano evitou o risco de atacar Bagnaia e ficou com a quarta colocação. No GP da Malásia, depois de uma boa largada, Enea dominou a disputa e venceu pela primeira vez com a equipe de fábrica.

Davide Tardozzi reconheceu que atuação de Bastianini foi influenciada por lesões (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Chefe da equipe titular, Davide Tardozzi menteve as opções em aberto e frisou que todos os pilotos “pertencem a Ducati”.

“Estamos muito felizes por todos estarem falando de nós e dos nossos pilotos”, disse Tardozzi à emissora britânica TNT Sports. “A verdade é que os pilotos pertencem a Ducati. Eles têm contrato com a Ducati. Honestamente, podemos fazer o que quisermos”, frisou.

“Nós decidimos as coisas, mudamos as coisas, podemos rearrumar as coisas. Tudo pode acontecer”, comentou. “Neste momento, temos de falar disso”, seguiu.

Tardozzi destacou que a Ducati nunca teve dúvidas em relação a Bastianini e lembrou que as lesões afetaram a performance do italiano.

“Nunca tivemos dúvidas em relação a Enea. Ele sofreu com as lesões”, reconheceu. “[Por que] ele estava atrás? Obviamente porque estava lesionado. Às vezes, eles querem fazer coisas demais”, avaliou.

“Um dos pontos chave foi a noite de sexta-feira. Pecco o ajudou. Isso fez uma enorme diferença na atitude de Enea”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar no final de semana de 19 de novembro, com o GP do Catar, no circuito de Lusail, para a penúltima etapa do calendário. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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