Ducati cita orgulho, mas põe Marc Márquez como “carga extra”: “Isso não era necessário”

Diretor-esportivo da Ducati, Paolo Ciabatti avaliou que, levando em conta os resultados de 2023, um piloto como Marc Márquez não era necessário. Ainda assim, dirigente apontou que ser escolhida por um piloto como o espanhol é fonte de orgulho

Diretor-esportivo da Ducati, Paolo Ciabatti avaliou que Marc Márquez será uma “carga extra” para a fábrica de Borgo Panigale em 2024. Mesmo orgulhoso com a opção do hexacampeão da MotoGP de correr com a Desmosedici, o dirigente avalia que o peso a mais “não era necessário”.

Mesmo com contrato com a Honda para 2024, Marc optou por antecipar o fim do vínculo e, depois de 11 anos, deixou a equipe da asa dourada para correr pela Gresini. Na equipe satélite, o #93 terá uma Desmosedici GP23, a moto que foi campeã com Francesco Bagnaia neste ano.

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Apesar de um currículo de seis títulos, 59 vitórias, 101 pódios e 64 poles na MotoGP, Ciabatti entende que a Ducati não precisava de um piloto como Márquez, já que fechou 2023 dominando o top-3 do Mundial de Pilotos com Bagnaia, Jorge Martín e Marco Bezzecchi.

“Nós todos sabemos do talento de Marc Márquez e acho que tem muito pouco a dizer em relação a isso”, disse Ciabatti em entrevista ao site italiano GPOne. “Em minha opinião, levando em conta os resultados obtidos este ano pela Ducati, com três motos na frente de todo mundo, não havia necessidade de acrescentar uma carga extra, pois, para mim, isso não era necessário”, avaliou.

Marc Márquez vai correr com a Gresini em 2024 (Foto: Red Bull Content Pool)

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“Ao mesmo tempo, como um homem da Ducati, acho que é uma fonte de grande orgulho para a companhia ver um campeão como Marc em uma Desmosedici. Para todos nós é mais um reconhecimento do trabalho que estamos fazendo, assim como é o fato de que a Ducati é atualmente a melhor moto da MotoGP”, ponderou.

Questionado sobre como a chegada de Marc Márquez vai alterar o equilíbrio, Ciabatti respondeu: “Marc é, obviamente, um vencedor. E os títulos dele mostram isso. Portanto, se ele escolheu a Ducati, é porque quer vencer outra vez. Para todos nós, será algo novo e, ao mesmo tempo, uma situação para controlar”.

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