Ducati sai na frente, mas Yamaha encontra oxigênio no primeiro dia de treinos em Silverstone
Com 2min01s385, Andrea Dovizioso fechou o primeiro dia de treinos para o GP da Grã-Bretanha no topo da folha de tempos, mas com apenas 0s005 de margem para Cal Crutchlow, o segundo colocado. Depois de uma etapa sofrível na Áustria, a Yamaha encontrou um respiro no favorável traçado de Silverstone
A temporada 2018 da MotoGP chega neste fim de semana a sua 12ª etapa e, no desembarque em Silverstone, foi a Ducati quem saiu na frente. Nesta sexta-feira (24), Andrea Dovizioso cravou a melhor de suas 28 voltas em 2min01s385 e ficou com o topo da tabela de tempos, mas apenas 0s005 à frente de Cal Crutchlow, o dono da segunda colocação. Melhor Yamaha, Maverick Viñales ficou com o terceiro tempo.
Neste primeiro dia de atividades na pista de Northamptonshire, os pilotos tinham trabalho extra para fazer por conta do reprovado novo asfalto inglês. Sem um teste prévio, a Michelin levou para a Inglaterra pneus extras, com quatro opções para a dianteira e mais quatro para a traseira, além de outros quatro calçados de chuva.

Andrea Dovizioso foi o mais rápido no primeiro dia em Silverstone (Foto: Michelin)
Apesar da previsão ― e da média de 31% de chuva em Silverstone nesta época do ano ―, a classe rainha conseguiu contar com duas sessões em pista seca, uma ajuda e tanto para os pilotos levando em conta o volume de trabalho.
Em um circuito onde Yamaha e Honda têm históricos mais vitoriosos na era da MotoGP, a Ducati foi quem começou melhor. Vencedor da corrida do ano passado, Dovizioso fez um balanço positivo do primeiro dia em território inglês.
“De manhã, eu fui rápido mesmo com os pneus usados e isso é o mais importante”, disse Dovizioso em entrevista à emissora italiana Sky Sport. “É difícil guiar com todas essas ondulações, mas a aderência é boa, não é tão ruim assim. Nós temos de trabalhar em todos os pequenos detalhes”, apontou.
“Amanhã teremos de trabalhar com todos os pneus. Hoje nós focamos só nos pneus traseiros”, contou. “Não estamos mal, mas vamos ver qual será a temperatura amanhã para estarmos tão prontos quanto possível”, completou.
Apesar do atraso mínimo em relação ao ponteiro, Crutchlow não ficou lá muito satisfeito com a sexta-feira, mas, mesmo assim, está confiante em suas chances de vencer.
“Estou um pouco desapontado com o dia, porque eu não me senti fantástico com a moto”, contou Crutchlow. “No geral, a posição foi ok. Consigo ir rápido, o que é sempre uma coisa boa, mas nós precisamos melhorar a sensação com a moto”, seguiu.
“Tenho dois setups completamente diferentes na moto no momento, então precisamos olhar isso e começar a melhorar amanhã, se a pista seguir seca”, ponderou. “Mas, no momento, parece que o domingo será um desastre com o clima”, lembrou.
“Quero melhorar o máximo possível, mas acho que tem a chance de vencer. Não há dúvidas disso”, concluiu.
Depois de um fim de semana para esquecer na Áustria, Viñales apareceu mais forte nesta sexta. E tudo fruto do trabalho feito no teste privado de Misano da semana passada.
“Silverstone é um circuito de que gosto muito, mas têm outras pistas de que também gosto e nas quais não pude dar o melhor de mim”, começou Maverick. “No teste de Misano, nós demos um importante passo à frente e era vital confirmar a melhora”, seguiu.
“Dos que fizemos neste ano, o teste de Misano foi no qual notei o maior passo à frente, sobretudo com a moto e os pneus. Fico contente em poder rodar sendo agressivo e forte”, comemorou.

Maverick Viñales começou fim de semana com pé direito (Foto: Michelin)
Companheiro do espanhol no time dos três diapasões, Valentino Rossi fechou o primeiro dia de trabalhos na oitava colocação, 0s767 atrás do #4, e destacou que a YZR-M1 se entende bem com a pista inglesa.
“Parece que esta pista é melhor para a M1 e a Yamaha, nossa moto funciona bem. Maverick e eu somos bem rápidos”, comentou. “Em relação aos pneus, testei os macios e médios dianteiros e traseiros. É sempre muito trabalhoso com a escolha e pneus, porque temos de entender bem a situação, mas parece que não mudou muito em relação ao ano passado. A alocação é boa”, comparou.
“A aderência do novo asfalto é um pouco melhor do que do antigo. Também é bom, pois, o ano passado, nós tínhamos muitos tipos diferentes de asfalto, tinha um pouco de confusão, mas agora só tem um. O problema são as ondulações, porque elas continuam e são muitas. A situação é difícil, mas, em relação ao resto, é bom”, avaliou.
Líder do Mundial, Marc Márquez fechou o primeiro dia em Silverstone com o quarto tempo, mas a ausência no top-3 não deixou o #93 contrariado.
“Estou muito feliz com o desfecho de hoje, porque esta manhã nós não tivemos o melhor dos inícios de fim de semana. Eu não me sentia confortável na moto e tive uma pequena queda que também não ajudou”, relatou. “Nós tivemos dificuldade com as ondulações, o vento e o novo asfalto, porque o acerto base do ano passado não estava funcionando mais tão bem”, seguiu.
“Nós rechecamos tudo e demos um enorme passo entre o TL1 e o TL2. Nós entendemos a direção a seguir, o que é muito positivo. O time fez um ótimo trabalho”, elogiou. “Nós temos de seguir este caminho amanhã, já que tem algumas coisas que podemos melhorar mais, mas o importante é que estamos lá outra vez, não muito longe da ponta”, ponderou.
“Amanhã vamos tentar conseguir a primeira fila para a largada, mas, se não for possível, não devemos fazer nada pior do que a segunda fila, porque com a grande chance de chuva no domingo, vai ser importante começar perto da ponta”, sublinhou.
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