Em dia de teste final dos pneus Michelin, Rossi sofre queda em Aragão, mas escapa de maiores lesões

No último teste dos pneus Michelin antes da bateria coletiva de Valência, Valentino Rossi sofreu uma queda na curva 2 do MotorLand, mas escapou sem maiores lesões. Montadora francesa reconheceu que ainda precisa melhorar seu composto dianteiro

A cobertura completa do GP de Aragão no GRANDE PRÊMIO

O pneu dianteiro da Michelin segue fazendo vítimas na MotoGP. Nesta segunda-feira (28), a montadora francesa, que prepara seu retorno à categoria rainha do Mundial de Motovelocidade em 2016, realizou o último teste dessa fase preparatória com os pilotos titulares e viu Valentino Rossi sofrer uma queda na curva 2 de Aragão.
 
Líder do Mundial com 14 pontos de vantagem para Jorge Lorenzo, Rossi foi um dos 14 que entrou na pista do MotorLand nesta segunda, mas levou um tombo na segunda curva do traçado aragonês ao perder a frente da YZR-M1. Apesar do susto, Valentino escapou do acidente sem maiores lesões, apenas com o braço direito esfolado.
Valentino Rossi levou um tombo no teste da Michelin, mas não se machucou com seriedade (Foto: AP)
O tombo do multicampeão, que também tinha se acidente em Mugello quando calçava os compostos Michelin, reforça os problemas do composto dianteiro da marca francesa. A borracha não permite uma entrada de curva tão agressiva quando os compostos Bridgestone atuais.
 
 Além de Rossi, Marc Márquez, Dani Pedrosa, Andrea Dovizioso, Aleix Espargaró, Stefan Bradl, Álvaro Bautista, Bradley Smith, Pol Espargaró, Scott Redding, Cal Crutchlow e Danilo Petrucci também participaram da sessão. Jorge Lorenzo chegou a vestir o macacão, mas não foi para a pista.
 
O teste da Michelin, aliás, também deu a Tito Rabat a chance de provar a RC213V da Marc VDS. Oficialmente, o exercício foi um prêmio da equipe belga ao espanhol pelo título de 2014 da Moto2, mas rumores indicam que foi apenas o primeiro contato do piloto com o protótipo da Honda, já que ele é o mais cotado para assumir a vaga de Redding na equipe em 2016.
 
O teste final da borracha francesa estava programado para Brno, mas a chuva acabou modificando os planos. Nesta segunda, a Michelin levou para avaliação dos pilotos quatro tipos diferentes de pneus dianteiros e três diferentes traseiros slicks. 
 
Diretor-técnico do Departamento de Corridas da Michelin, Nicolas Goubert ressaltou que a pista de Aragão é nova para a Michelin e reconheceu que ainda é preciso trabalhar no pneu dianteiro.
 
“É uma pista bem nova para nós. Está no calendário já tem alguns anos, mas nós não estávamos na categoria quando ela foi introduzida no calendário”, lembrou. “Nós trouxemos as coisas que testamos em Misano, então já tínhamos testado a maioria dessas coisas — apenas uma nova opção para a frente e uma gama de três pneus traseiros diferentes. Nós tentamos cobrir diferentes condições e tentamos ver o que seria um bom meio termo entre boa performance e boa consistência”, explicou.
 
“Os perfis agora estão mais ou menos definidos, eu diria. Então, para a traseira, é principalmente o composto. Nós estamos provando principalmente diferentes compostos para atender as condições e adaptar ao layout da pista”, seguiu. “E, para a frente, foram principalmente dois compostos diferentes que nós trouxemos em diferentes construções, já que ainda estamos tentando melhorar a frente, uma vez que ainda temos alguns problemas e temos de continuar melhorando”, completou.
 
Em entrevista recente ao GRANDE PRÊMIO, Pascal Couasnon, diretor de competições da Michelin, se disse satisfeito com a evolução dos pneus, mas garantiu que a montadora seguirá trabalhando para ter o melhor composto possível no GP do Catar, prova que abre a temporada 2016.

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