Em nota, Yamaha repudia acusações da Honda e nega que Rossi tenha chutado Márquez no GP da Malásia

A Yamaha não concordou com as notas publicadas por Honda e Repsol sobre o incidente que envolveu Valentino Rossi e Marc Márquez no GP da Malásia. A equipe japonesa rejeitou as acusações de que o italiano chutou o adversário na disputa entre ambos em Sepang

A Yamaha decidiu responder ao comunicado feito pela Honda nesta segunda-feira (2) e também à nota publicada pela Repsol, a gigante petrolífera e patrocinadora da equipe de Dani Pedrosa e Marc Márquez, na sequência ainda da repercussão do incidente que envolveu Valentino Rossi e Márquez no GP da Malásia, realizado há pouco mais de uma semana.
 
Patrocinadora principal da Honda desde 1995, a Repsol condenou a ação de Rossi em Sepang. A empresa espanhola acredita que o italiano chutou o bicampeão intencionalmente e que, por isso, deveria ter sido punido com mais severidade. A marca ainda chegou a colocar em xeque seu envolvimento com o esporte.
 
Já o vice-presidente executivo da HRC, Shuhei Nakamoto, emitiu uma nota em que afirma que a telemetria da moto de Márquez mostrou uma pressão no freio dianteiro como causa da queda do espanhol em Sepang e que esse impacto foi provocado pelo chute de Rossi. Nakamoto ainda disse que os dados da RC213V #93 estão disponíveis para quem quiser ver. 
A Yamaha saiu em defesa de Valentino Rossi (Foto: Yamaha)
Em sua defesa, a Yamaha repudiou a tese e declarou que nem mesmo a direção de prova conseguiu provar que Rossi deu mesmo um pontapé em Márquez na disputa entre os dois na sétima volta da prova malaia. "A Yamaha gostaria de manifestar seu desacordo com as palavras que foram utilizadas para informar sobre o incidente entre Valentino Rossi e Marc Márquez", disse a equipe no comunicado.
 
"Ambos os comunicados de imprensa incluem palavras que acusam Valentino Rossi de ter chutado a moto de Marc Márquez, mas isso é algo que não foi comprovado pela direção de prova. Estamos, portanto, rejeitando as declarações publicadas porque não correspondem com as conclusões da direção de prova."
 
"A Yamaha não tem nenhum desejo de entrar em uma discussão mais aprofundada sobre esse caso infeliz e nosso objetivo é concluir a temporada 2015 da MotoGP da melhor maneira possível. Nós vamos para Valência com a clara intenção de tentar o nosso melhor para vencer, o que esperamos ser uma corrida memorável com todos os pilotos e equipes competindo de forma exemplar e condizente com a categoria top do motociclismo", encerrou a nota.
 
Também nesta segunda-feira, a MotoGP emitiu um comunicado cancelando a coletiva de imprensa na quinta-feira em Valência, a etapa decisiva do campeonato. A categoria pretende reunir todos os pilotos e chefes de equipe do grid para uma conversa sobre os recentes acontecimentos.
 
O encontro será presidido pelo presidente da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), Vito Ippolito, e por Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna Sports, a empresa que organiza o Mundial de Motovelocidade.
 
O GP da Comunidade Valenciana vai será palco da decisão do título mais uma vez neste fim de semana, e a apenas os companheiros de Yamaha Rossi e Jorge Lorenzo estão na briga. O italiano vem em vantagem de sete pontos.
 
                                   
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