Estreante na MotoGP, Zarco diz que bater Viñales e Rossi é “caminho para merecer” moto de fábrica

Destaque em seu ano de estreia na MotoGP, Johann Zarco afirmou que bater Maverick Viñales e Valentino Rossi é o caminho para conquistar uma moto de fábrica no futuro. Francês foi o melhor entre os pilotos da Yamaha no GP da Áustria

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Enquanto o time de fábrica sofre, Johann Zarco segue se destacando a bordo da YZR-M1. Depois de terminar o GP da Áustria na frente de Maverick Viñales e Valentino Rossi, o #5 avaliou que bater os pilotos oficiais da Yamaha é sua maneira de merecer uma moto de fábrica no futuro.
 
Pela terceira vez no ano ― depois de Cataunha e Alemanha ―, Zarco foi o melhor entre os pilotos que usam equipamento Yamaha. O piloto da Tech3 recebeu a bandeirada no Red Bull Ring na quinta colocação, à frente de Viñales e Rossi.
Johann Zarco já traçou plano para conquistar o coração da Yamaha (Foto: Tech3)

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“Quero uma moto de fábrica no futuro, então ter corridas fortes como esta e estar na frente deles é o caminho para merecer isso”, disse Zarco. 
 
Usando a versão de 2016 da M1, Zarco disse que não sabe explicar o motivo de ter se saído melhor do que os titulares da casa de Iwata, mas avaliou que seu apreço pelo circuito austríaco pode ter contribuído. 
 
“Não posso explicar bem a razão de ter sido mais rápido. É uma pista de que gosto e talvez isso dê uma boa energia e o que você faz funciona bem”, ponderou. “Às vezes, em outros circuitos, você não pode dizer que não gosta deles, mas talvez seu sentido natural não funcione muito. Aqui, para mim, está funcionando bem, então acho que pode ser isso. A moto está indo bem”, continuou.
 
Enquanto Viñales e Rossi apontaram  desgaste do pneu traseiro como motivo para as performances apagadas, Zarco, que usou um par de pneus macios na Áustria, não sofreu com o mesmo problema.
 
“Corri alguns riscos. Queria ficar focado e não cometer erros. Aí eu estava na quinta colocação, 14 voltas para o fim e o pneu traseiro desgastou um pouco”, recordou. “Não podia acompanhar os caras da frente, mas eu não estava perdendo tanto tempo. Tive de adaptar minha pilotagem para controlar bem esse desgaste do pneu”, explicou.
 
“O que talvez eu tenha aprendido é a forma de guiar quando o pneu desgasta. É um estilo diferente que eu comecei a entender no teste de Brno, e fui capaz de usar aqui”, completou.

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