Ezpeleta afasta experiência negativa da F1 e cogita etapa da MotoGP na Índia: “Somos mais próximos das pessoas normais”

Diretor-executivo da Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta afirmou durante uma visita à Índia nesta segunda-feira (1) que não descarta levar o certame ao país. Dirigente afastou a experiência negativa da F1 e ressaltou que os dois mundiais têm exigências diferentes

A passagem da F1 pela Índia não teve vida longa, mas nem por isso Carmelo Ezpeleta descarta incluir o país asiático no calendário do Mundial de Motovelocidade. 
 
Nesta segunda-feira (2), durante uma visita ao país para um evento da Mahindra, o diretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial, ressaltou a importância do mercado indiano para a indústria de motos e deixou aberta a possibilidade de levar o campeonato ao país.
Carmelo Ezpeleta participou de um evento da Mahindra na Índia (Foto: Aspar/Facebook)
A Índia recebeu a F1 pela primeira vez em 2011, mas abandonou a etapa de Buddh depois de três anos. Problemas relacionados à tributação — já que o campeonato regido por Bernie Ecclestone era classificado como entretenimento e não como esporte — e a uma considerável burocracia para importação dos equipamentos das equipes foram apontados como causas para a partida do campeonato.
 
Falando à agência de notícias ‘Reuters’, Ezpeleta afirmou que a Índia é um “mercado muito, muito importante” para a MotoGP e não descartou levar o Mundial ao país, que é o segundo maior mercado de motos do mundo, perdendo apenas para a China.
 
“É diferente, a F1 é outro nível aspiracional”, disse Carmelo. “As motos são uma coisa muito popular na Índia e nós estamos muito mais próximos das pessoas normais”, continuou.
 
“Como nós não temos nenhum promotor, nós precisamos focar em coisas diferentes aqui. Mas o custo de organizar uma corrida de MotoGP é menor que da F1 e nós temos na Mahindra uma fábrica que está participando do Mundial de Moto3”, ressaltou. “Acho que estamos dando todos os primeiros passos certos para sermos bem sucedidos na Índia, mas nada é fácil desde o princípio”, ponderou.
 
A partir da temporada 2015, a Mahindra abandona sua equipe própria no Mundial de Moto3, mas passa a fornecer motos para quatro equipes, incluindo a Aspar, que terá status de fábrica.
 
“Nós precisamos de três coisas para sermos bem sucedidos em um país como a Índia”, explicou Carmelo. “Primeiro que uma fábrica seja parte do acordo e, nesse caso, nós temos a Mahindra. Segundo, nós precisamos de pilotos indianos, mas, infelizmente, não temos nenhum no momento e, para isso, nós temos a Asia Talent Cup. E, por fim, nós precisamos ter um GP”, listou.
 
Ainda, Ezpeleta se disse satisfeito com o crescimento da MotoGP em países da Ásia, mas ressaltou que quer ampliar esse envolvimento. Nos últimos anos, fábricas como Yamaha e Honda fizeram muitas visitas a países da região. No último domingo, por exemplo, a marca da asa dourada foi a Bali, na Indonésia, para apresentar a versão 2015 da RC213V.
 
“Nós temos muita demanda por GPs em todas as partes do mundo, especialmente da Ásia, e nós estamos falando com vários países daqui”, contou Carmelo.
 
Também promotora do Mundial de Superbike, a Dorna deu um primeiro passo rumo à expansão no mercado asiático com a introdução de uma etapa da Tailândia no calendário do Mundial de Superbike já para a temporada 2015.
AO VIVO

O GRANDE PRÊMIO é o único site de esporte a motor brasileiro que vai acompanhar de perto toda a pré-temporada da F1, na Espanha. Neste domingo (1), o repórter Renan do Couto e o fotógrafo Xavi Bonilla vão trazer todas as informações direto da pista de Jerez de la Frontera, palco de lançamentos e da primeira bateria de testes coletivos em 2015.

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O W06
A Mercedes apresentou neste domingo (1), em Jerez de la Frontera, o W06, carro do time para a temporada 2015 da F1. Lewis Hamilton e Nico Rosberg foram os responsáveis por revelar o bólido ao mundo e o fizeram sem muita demora.
 
Dominante ao longo da temporada 2015, a Mercedes apresentou uma evolução do bólido do 2014, mas ressaltou que as mudanças no regulamento técnico da F1 também apresentou desafios para a produção do W06.

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O FW37
A Williams chamou a imprensa nesta gelada manhã de domingo (1) em Jerez, na Espanha, para apresentar fisicamente o FW37, carro com o qual vai disputar a temporada 2015. Antes, a equipe apenas havia divulgado fotos pela internet.
 
Bem bonito, o modelo azul e branco possui uma aerodinâmica diferenciada em relação aos outros carros já mostrados. O FW37 traz certos resquícios do regulamento do ano passado com seu 'bico-mamilo', possui uma curva bastante uniforme do cockpit até a ponta do bico e, na traseira, uma espécie de barbatana encerrando a carenagem que cobre o motor.

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O RB11
A nova criação da Red Bull apareceu camuflada em Jerez de la Frontera. O RB11, o carro com o qual os tetracampões vão competir na temporada 2015 da F1, surgiu no pit-lane da pista espanhola nesta manhã de domingo (1) sem pompa ou cerimônia. A equipe austríaca sequer fez uma apresentação, apenas divulgou fotos e tratou de botar Daniel Ricciardo logo no circuito, para a primeira volta de instalação.
 
O modelo, provavelmente o último projeto totalmente assinado pelo gênio Adrian Newey, vai usar uma pintura provisória por enquanto, em preto e branco. Do que se pode perceber, as linhas são refinadas, como sempre, e o bico é mais baixo também, mas um pouco mais curto, diferente das soluções usadas por Ferrari e Toro Rosso, por exemplo. É bem parecido com o desenho da Mercedes.

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