Quartararo mantém cautela com Yamaha V4: “Há margem, mas ainda não vejo melhorias”

Fabio Quartararo segurou a empolgação com o novo protótipo da Yamaha e admitiu que a moto ainda não mostra evolução nas áreas em que a equipe precisa crescer. Ainda assim, ressaltou que “teoricamente” há margem para progresso

Fabio Quartararo manteve os pés no chão ao avaliar a nova Yamaha V4 após a primeira sessão de testes coletivos da MotoGP em Misano, nesta segunda-feira (15). O #20 já havia experimentado a moto nos testes privados da Catalunha, na semana passada, junto de Álex Rins e Jack Miller, mas os três foram instruídos a não comentar as sensações com o equipamento durante o GP de San Marino e da Riviera de Rimini. Desta vez, Fabio admitiu que ainda há “muito trabalho a fazer”.

“Vimos algumas coisas, mas, claro, temos muito trabalho a fazer. A melhor sensação ainda não está lá. Nada a acrescentar”, resumiu ao portal britânico The Race.

Nesta segunda-feira (15), Quartararo completou 36 voltas com a Yamaha V4 no circuito italiano, ficando a 1s do melhor tempo da manhã. “Em Barcelona sentimos algumas diferenças que para mim foram positivas. Aqui não encontramos isso ainda”, explicou o francês, destacando que o traçado catalão não apresenta tantas curvas rápidas em sequência como Misano, o que acabou expondo que a moto é “superagressiva”.

“No momento, não vejo nenhuma melhoria na área em que realmente precisamos evoluir. Mas, como a equipe disse, ainda há margem para isso, teoricamente”, completou.

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O protótipo estreou competitivamente nas mãos do piloto de testes Augusto Fernández em Misano. Em alguns momentos, o #7 chegou a rodar em ritmo comparável ao das Yamaha M1 equipadas com o motor de quatro cilindros em linha — exceto a de Quartararo — ao longo do fim de semana. No entanto, sofreu no ritmo de corrida, terminando a etapa com mais de 1 minuto de desvantagem para a Ducati de Marc Márquez, vencedora da prova.

“Claro que a sensação da dianteira com o motor de quatro cilindros em linha é muito boa, é o ponto mais forte da moto, mas é o único que temos. Esta talvez seja um pouco pior nisso neste momento, mas não encontramos outros pontos realmente positivos. Então é isso que vamos tentar descobrir o que é possível fazer”, completou Quartararo, acrescentando que “não vai responder” sobre o potencial que enxerga na moto nesta fase de testes.

Fabio Quartararo (Foto: AFP)

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