Quartararo reclama da aderência de pneus duros na Alemanha: “Como se fossem usados”

Fabio Quartararo teve dificuldades com os pneus duros na sexta-feira de treinos livres para o GP da Alemanha de MotoGP. Questionado se os compostos médios seriam melhores, o francês demonstrou preocupação com o desgaste

Fabio Quartararo deixou a sexta-feira de treinos livres preocupado com a aderência da Yamaha no circuito de Sachsenring, que recebe neste fim de semana a décima etapa do Mundial 2022 da MotoGP. O líder do campeonato conseguiu ser apenas o sétimo mais rápido no treino livre 2, e apesar de ter melhorado o ritmo ao longo da sessão, ainda viu a Ducati de Francesco Bagnaia ser 0s3 mais rápida.

O francês explicou que usou um composto mais duro na parte traseira da sua moto durante a primeira sessão do dia, mas a sensação era como se fosse um pneu usado. Por conta disso, não conseguiu ser consistente o bastante de início.

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Fabio Quartararo foi o sétimo mais rápido na sexta-feira (Foto: Divulgação/MotoGP)

“Eu conseguia virar 1min26s6, 1min26s5, mas em comparação aos ponteiros, eles viravam 1min20s alto ou 1min21s baixo, e eu não”, disse. “Em termos de desempenho, no começo, não senti nada de positivo. Saí com um pneu duro novo que não funcionava”, acrescentou Quartararo.

Para a segunda sessão do dia, como os demais pilotos do grid, o #20 usou a borracha mais macia e conseguiu compensar a desvantagem, ficando mais próximo do tempo da Ducati. Ainda assim, não foi fácil achar a aderência para começar a virar na casa de 1min20s.

“Quando mudei para o macio, a diferença era muito grande, então não diria que foi difícil fazer um bom contra-ataque, mas a primeira volta foi em 20s6, depois consegui fazer duas em 20s4. Poderia ter ido bem melhor, mas quando você vem de um pneu duro para um macio, a diferença é muito grande”, completou o francês.

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Questionado se talvez a borracha média fosse a melhor opção, o líder da temporada disse que sim, embora só tivesse usado pela manhã por 24 voltas. A grande questão, contudo, é o desgaste maior comparado ao dos pneus duros. “Precisamos encontrar uma solução, porque me lembro de ter lutado tanto assim com a aderência no primeiro dia em Barcelona.”

“Espero melhorar amanhã [sábado, na classificação]. Lutamos mais quando a aderência é baixa, então espero que seja melhor e possamos melhorar”, finalizou.

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