Quartararo vê Yamaha subir produtividade e exalta: “Meu primeiro teste de verdade”
Com cardápio cheio de opções para avaliar antes de escolher qual direção seguir com a YZR-M1, francês de Nice destacou que foi a primeira vez na carreira na classe rainha do Mundial de Motovelocidade que teve tantas alternativas em um único dia de testes
Fabio Quartararo não escondeu a alegria com a mudança na maneira de trabalhar da Yamaha. Depois do primeiro dia da pré-temporada da MotoGP na Malásia, o francês considerou que foi a “primeira vez na carreira” que fez um “teste de verdade”, já que tinha um cardápio de opções para testar e avaliar o caminho que seguir com a YZR-M1.
Diferente de outros anos, a casa de Iwata trabalhou pesado durante o inverno na Europa e levou ao circuito malaio muitas opções em termos de chassi e aerodinâmica. Além disso, os japoneses também trabalharam na evolução do motor, que conseguiu ganhar em velocidade final e não ficar tão atrás do melhor registro, feito pela Ducati de Enea Bastianini em 336,4 km/h.

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“Hoje foi um dia em que testamos muitas coisas, mas não pude realmente ver se foi melhor ou não”, disse Quartararo. “Testamos um novo chassi, e a resposta foi bem clara. Testamos um novo motor, e a resposta foi bem clara. E também a aerodinâmica”, apontou.
“Então o lado bom é que pude esclarecer se foi bom ou não”, indicou. “Mas foi a primeira vez na minha carreira que fiz um teste de verdade, pois nos anos anteriores testei talvez um braço oscilante, algum acerto. Hoje, acho que fiz em um dia mais do que em um teste completo. Então foi meio que uma bagunça, mas foi uma boa experiência”, comentou.
Por causa do volume de trabalho, o francês afirmou que ainda não consegue fazer uma comparação entre a moto de 2023 e a antecessora, mas avaliou que, em aspectos chave como a potência do motor, a YZR-M1 deu um “grande passo”.
Questionado sobre como se sentia com o registro de 334,3 km/h, a terceira melhor do dia, Quartararo respondeu: “Isso é positivo, pois, no fim, no passado, no último ano, nós também tínhamos dificuldade com o chassi, mas especialmente com velocidade máxima. Agora, a velocidade máxima é melhor, mas estamos com um pouco mais de dificuldade nas curvas”.
“Temos mais dois dias aqui, mais dois em Portimão e testamos tantas coisas aqui hoje que realmente não focamos no que é melhor para a moto. Testamos isso e aquilo, aí precisamos trocar os pneus. Então tínhamos muitas coisas a testar e não focamos realmente em fazer o melhor tempo de volta ou algo assim”, comentou. “Mas velocidade máxima é algo que é realmente importante e acho que demos um grande passo. Acho que, basicamente, no ano passado, antes de começar o teste, nós sabíamos qual moto usaríamos na temporada. Agora, temos tantas opções e, passo a passo, temos de encontrar a direção. Ano passado, tínhamos uma coisa, e era aquilo. Então, sim, isso é importante”, concluiu.
Quartararo encerrou o primeiro dia na Malásia com o 11º tempo, com a melhor volta em 1min59s422, 0s648 atrás de Marco Bezzecchi, o líder dos trabalhos.
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