Bagnaia vê melhora, mas evita animação: “Não quero me dar mais falsas esperanças”
Francesco Bagnaia notou melhora de performance no GP da Catalunha de domingo (7), mas evitou falar em solução para as dificuldades da temporada, uma vez que já tinha saído esperançoso da Hungria
Francesco Bagnaia não quer mais criar “falsa esperança” na MotoGP. O italiano avaliou que conseguiu alguma melhora nas sensações com a GP25 no GP da Catalunha de domingo (7), mas evitou se animar, uma vez que já tinha saído confiante com a evolução apresentada na Hungria.
Pecco teve um fim de semana difícil em Balaton Park, mas conseguiu ganhar desempenho graças a mudanças feitas na moto após a classificação. Assim, o #63 foi mais confiante para Barcelona, uma das pistas em que costuma ir bem. No entanto, o desempenho foi ainda pior.
O italiano se classificou apenas em 21º e fechou a corrida sprint na 14ª colocação, a 14s463 de Marc Márquez, o vencedor da prova. No domingo, o cenário mudou. Depois de uma largada forte, o bicampeão da MotoGP conseguiu ser competitivo e recebeu a bandeirada em sétimo, a 16s048 de Álex Márquez, que venceu a disputa.
Apesar da boa escalada, Pecco se recusa a mostrar esperança para Misano, já que não quer se enganar outra vez.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
“Não quero me dar mais nenhuma falsa esperança”, disse Bagnaia em entrevista à emissora italiana Sky Italia. “No fim, estava muito confiante de que chegaria aqui depois de Balaton Park e me sentiria em casa, mas, ao invés disso, foi um dos fins de semana mais complicados”, seguiu.
“Não apenas deste ano, mas de toda a minha carreira com a equipe de fábrica da Ducati”, pontuou. “Estou indo para Misano da forma mais cautelosa possível, tentando me manter livre de pressão, pois sabemos o quão única a pista é. Tem muita aderência, mas você precisa estar em boa forma, então não quero dar a mim mesmo ou a ninguém mais falsas esperanças. Vamos para lá com cautela e tentar fazer nosso melhor”, comentou.
Pecco atribuiu a melhora de performance no domingo a uma mudança no braço oscilante da moto e ao fato de ter mais aderência por causa do tanque de combustível do GP.
“Em termos de feeling, me senti um pouco melhor hoje. No fim, eu consegui um pouco mais de aderência esta manhã graças ao braço oscilante, mas também graças ao tanque de combustível maior”, apontou. “Um pouco de aderência extra me deu confiança para entrar nas curvas mais rápido sem o movimento constante que me incomodou o fim de semana todo”, explicou.
“Eu me senti melhor nesta manhã. Na corrida, comecei realmente forte e consegui ultrapassar, o que não tem sido fácil neste ano, então foi positivo”, avaliou. “Infelizmente, para voltar à frente do [Fabio] Quartararo, forcei um pouco demais e não consegui controlar o pneu traseiro. Ele foi melhor lidando com ele e, nas voltas finais, eu estava com mais dificuldade. No entanto, largando em 21º, pode haver mil incógnitas. Terminar mais além de sétimo hoje era possível, pois a meta era o quinto lugar. Mas nunca dá para esperar muita coisa largando de lá”, encerrou.
A MotoGP acelera entre os dias 12 a 14 de setembro, no GP de San Marino e da Riviera de Rimini, direto da Itália, 16ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!