GasGas Tech3 se exibe com Pol Espargaró e Augusto Fernández para MotoGP 2023
A partir de 2023, a equipe de Hervé Poncharal vai estampar as cores da marca espanhola do grupo Pierer Mobility, mas a moto segue sendo a mesma RC16 produzida pela KTM
Depois de Yamaha, Gresini, Ducati, Pramac, KTM e Honda, chegou a vez de a GasGas Tech3 apresentar o que tem na mala para a temporada 2023 da MotoGP. A equipe de Hervé Poncharal aproveitou o sábado (4) para exibir as RC16 com que Pol Espargaró e Augusto Fernández vão disputar o campeonato deste ano.
A dinâmica da equipe, contudo, é a mais chatinha de explicar. A GasGas é uma fábrica espanhola, de propriedade do grupo Pierer Mobility — o mesmo de KTM e Husqvarna —, mas ela não chega à MotoGP com este status. Para efeito de registro, como confirmado pelo GRANDE PRÊMIO com a organização do campeonato, a equipe vai atender por GasGas Factory Racing Tech3, com a moto homologada como GasGas RC16. Mas, na prática, é uma KTM fantasiada de vermelho. É a fábrica austríaca que consta na homologação técnica e é também ela que será beneficiada na disputa do Mundial de Construtores.

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Sendo assim, o time de Poncharal segue sendo uma equipe satélite, mas apenas com um uniforme em cor de diferente. A relação umbilical com a casa de Mattighofen permanece, mas muda a estratégia de marketing: é a mesma moto dando visibilidade a duas marcas de um mesmo conglomerado.
2023, no entanto, é um ano de reconstrução depois de um 2022 bastante ruim. A Tech3 apostou no que, teoricamente, seria uma dupla forte: campeão e vice da Moto2, mas o projeto com Remy Gardner e Raúl Fernández naufragou enormemente. E por razões variadas, inclusive os problemas da moto e as falhas de gestão dos dois talentos — Raúl, por exemplo, sequer queria estar equipe, mas a KTM forçou a mão e fez valer o contrato.
Para este ano, os austríacos foram atrás de um velho conhecido: Pol Espargaró. Segundo piloto a assinar com a marca quando da entrada na MotoGP, o catalão deu à KTM o primeiro pódio na classe rainha do Mundial de Motovelocidade, mas saiu para realizar o sonho de ser um piloto Honda. Era um chamado irrecusável. Mas que deu muito errado. Assim, o irmão de Aleix volta em baixa, mas tentando reencontrar nos braços da ‘família laranja’ a competitividade perdida.
Do outro lado dos boxes, mais um jovem talento: Augusto Fernández. Campeão da Moto2, o espanhol se credenciou para o salto, mas chega colocando a gestão da KTM sob os holofotes. A postura errática da companhia com novatos têm sido bastante questionada — eles também foram rápidos em desprezar Iker Lecuona — e agora todo mundo quer saber se eles vão dar tempo ao estreante ou se querem que chegue com resultados imediatos. O que não vai acontecer.
Além da reestruturação em termos de pilotos, a RC16 também passa por um processo importante. A KTM não ficou satisfeita com o desempenho de 2022 buscou ajuda no departamento de aerodinâmica da Red Bull para tentar avançar. Pelo que se viu nos testes da pré-temporada em Sepang, os resultados não foram tão expressivos, mas o volume de material levado pela fábrica para a Malásia ainda não permite maiores conclusões.
A casa de Mattighofen vê na Tech3 uma equipe júnior e não uma mera cliente. Com a chegada da GasGas, mudam as cores e a nomenclatura, mas o objetivo segue sendo trabalhar em parceria para fazer a RC16 se desenvolver e avançar rumo à ponta da MotoGP.
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