Dall’Igna se vê gestor e afasta paralelos com Newey: “Toma decisões que afetam só carro”
Chefe da Ducati Corse, Gigi Dall’Igna afirmou que é frequentemente comparado a Adrian Newey, mas frisou que o papel dos dois é diferente, já que ele toma decisões que impactam não apenas a Desmosedici, mas também os pilotos e a equipe
Chefe da Ducati Corse, a divisão de corridas da marca de Borgo Panigale, Gigi Dall’Igna rejeitou comparações com Adrian Newey, um dos projetistas mais vitoriosos da Fórmula 1. O italiano considerou que, ainda que os dois trabalhem com aspectos técnicos, o papel dele é tomar decisões que vão além da moto, diferente do que acontece com o britânico de 66 anos.
Um dos grandes responsáveis pelo domínio atual da Ducati na MotoGP, Dall’Igna pontuou que as comparações com Newey são frequentes, mas avaliou que o trabalho deles têm diferenças importantes.
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“Sou frequentemente comparado com Newey, mas a grande diferença entre nós é que ele é eminentemente um engenheiro”, disse Dall’Igna em entrevista à revista inglesa Autosport. “Newey toma decisões que afetam apenas o carro. Eu, por outro lado, tenho de tomar decisões que afetam além do aspecto técnico. Que afetam aos pilotos, ao time e assim por diante”, seguiu.
“Me vejo mais como um gestor do que como um técnico”, apontou. “Dito isso, sou apaixonado por tecnologia e tenho de tomar decisões relacionadas aos aspectos técnicos”, acrescentou.

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Aos 58 anos, o italiano de Thiene, na região do Vêneto, não tem planos de aposentadoria, mas acredita que, quando chegar a hora de parar, a Ducati não terá dificuldades para manter a boa forma sem ele.
“Fiz muitas coisas no motociclismo desde que entrei pela primeira vez em um departamento de corridas, em 1992. Vai chegar o momento de desligar o computador e me dedicar a outra coisa”, reconheceu. “De qualquer forma, o nível técnico das pessoas e dos executivos trabalhando na Ducati é muito alto, e acho que a fábrica ficaria muito bem sem mim”, opinou.
Por fim, o dirigente comentou as perdas da Ducati nos últimos anos. A casa de Bolonha viu Fabiano Sterlacchini partir, primeiro, para a KTM e, agora, assinar com a Aprilia como diretor-técnico. Além dele, Massimo Bartolini foi contratado pela Yamaha também para a direção técnica.
“Ao espalhar essa cultura de nível técnico da motocicleta, temos pessoas nos por trás que melhoram, prosperaram e que são capazes de assumir o papel daquelas que estão acima delas. Sempre há um substituto dentro da Ducati”, garantiu. “Somos os únicos que nunca foram recrutar ninguém em outra marca, mas sempre criamos os engenheiros que depois vemos nas garagens”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre 5 e 7 de fevereiro de 2025 para os primeiros testes de pré-temporada, em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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