GUIA 2020: Sonho possível? Ducati afia Desmosedici para seguir na busca por título

Longe do título de MotoGP desde 2007 ― ainda com Casey Stoner ―, a Ducati segue perseguindo o sonho da taça. Com mais um ajuste na Desmosedici, a casa de Bolonha começa 2020 com a pergunta: será que dá?

VICE-CAMPEÃ COM ANDREA DOVIZIOSO NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS, a Ducati recuperou o papel de protagonista na MotoGP, mas ainda não conseguiu alcançar o sonho máximo: o título.

Sob o comando de Gigi Dall’Igna, a casa de Bolonha evoluiu e cresceu, mas não conseguiu colocar as mãos na taça da classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Até aqui, o time vermelho só chegou ao olimpo em 2007, pelas mãos de Casey Stoner.

Vice nos últimos três anos, Andrea Dovizioso segue sem contrato para 2021 (Foto: Ducati)
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Na realidade atual da MotoGP, Marc Márquez é um empecilho maior do que qualquer outra fábrica rival. Em 2017, o #93 bateu Dovizioso apenas na última etapa, em Valência. Mas, nos dois anos seguintes, chegou ao título com muito mais facilidade.

É bem verdade que a Honda não apareceu na melhor das formas na pré-temporada, mas é igualmente verídico que Marc tem uma reputação por conseguir driblar as deficiências da moto. Assim, é certo que o espanhol será um fator na briga pelo título.

Com o avanço dos últimos anos, é fato que a Ducati não precisa de uma revolução na Desmosedici. Os italianos contam com um bom protótipo, mas, tal qual fazem as rivais, precisam seguir aprimorando suas armas. No fim das contas, entre as equipes de ponta, é mais uma questão de quem consegue melhorar mais.

Na pré-temporada, a Ducati teve uma atuação mais discreta. Não pareceu ter grandes problemas de performance, mas tampouco ofuscou as rivais. Dovizioso, porém, não aparentou preocupação. Ao contrário, o italiano se mostrou confiante nas chances da GP20.

“Os pneus são diferentes, então é difícil fazer uma comparação, mas, acima de tudo, o mais importante é a comparação com seus rivais: você também pode progredir, mas, se os outros fizeram mais, isso muda um pouco”, ponderou Andrea. “Certamente, conseguimos algumas pequenas melhoras, mas estamos falando de acabamento. Não tivemos grandes mudanças, as características da Desmosedici são as mesmas, assim como a maneira de pilotar”, frisou.

Andrea, porém, teve um revés um pouco antes do GP da Espanha deste fim de semana. O italiano conseguiu autorização da Ducati para disputar uma prova de motocross em Faenza, mas caiu, fraturou a clavícula e precisou ser submetido a uma cirurgia.

Companheiro do #4 na Ducati, Danilo Petrucci tinha a expectativa de correr pela permanência na equipe, mas foi descartado antes mesmo de disputar uma única etapa neste ano. O italiano de Terni será substituído por Jack Miller em 2021, mas segue na MotoGP, agora com a Tech3 ― embora contratado diretamente pela KTM.

O grande destaque de Borgo Panigale, porém, veio de mais uma inovação. O time italiano está provando desde o ano passado, com Miller, uma versão continua do chamado dispositivo ‘holeshot’, um recurso que baixa a suspensão traseira da moto. Antes, esse sistema, que veio do Mundial de Motocross, era usado apenas na largada.

Enquanto a Ducati trabalha em mais um passo dessa inovação, a concorrência ainda desenvolve o sistema de largada.

Capacidade técnica, a Ducati já mostrou que tem. Resta saber se o calendário repaginado e a melhora da GP20 serão suficientes para aplacar uma seca que entra em seu 13º ano.

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