Guia MotoGP 2015: Com Rabat como homem a ser batido, Moto2 vive sua primeira defesa de título

Pela primeira vez, a Moto2, categoria que estreou em 2010 como substituta das 250cc, verá uma defesa de título. Campeão vigente, Tito Rabat vai usar o #1 e inicia o Mundial como ‘homem a ser batido’

A MOTO2 VAI VER a primeira defesa de título de sua história em 2015. Nascida em 2010 como substituta das 250cc, a divisão do meio do Mundial de Motovelocidade viu todos seus campeões — Toní Elías, Stefan Bradl, Marc Márquez e Pol Espargaró — irem para outras categorias logo após a conquista, mas Tito Rabat decidiu ficar para proteger sua coroa.
 
A última vez que a categoria do meio do Mundial viu uma defesa de título foi em 2009, quando Marco Simoncelli tentou renovar sua conquista na categoria que ainda atendia por 250cc — o título acabou nas mãos de Hiroshi Aoyama. 
Tito Rabat vai ser o primeiro a defender o título da Moto2 (Foto: Marc VDS)
Sem uma vaga atrativa na MotoGP, o catalão, que foi dominante ao longo do ano passado, optou por continuar na divisão onde contaria com equipamento competitivo e vai permanecer defendendo as cores da Marc VDS, de novo com uma moto da Kalex.
 
Ao longo dos testes da pré-temporada, Rabat rodou perto da ponta da tabela, mas assistiu o bom desempenho de Johann Zarco e Sam Lowes, primeiro e segundo, respectivamente, nas duas primeiras baterias. A última foi marcada pela chuva, por um violentíssimo tombo de Tito e teve o piloto da Speed Up na liderança.
 
Falando em Zarco, o francês vai defender um time estreante em 2015. Super bem sucedida na Moto3, a Ajo decidiu aumentar seu envolvimento no Mundial, e iniciou uma estrutura para a categoria intermediária, com equipamento Kalex.
Sam Lowes mostrou bom ritmo na pré-temporada (Foto: Divulgação/MotoGP)
Além de Rabat e Zarco, outros 21 pilotos vão correr com as motos alemãs. A Speed Up vai fornecer equipamento para um total de três pilotos, com a Tech3 alinhando outras três motos. Campeã com Márquez em 2012, a Suter perdeu ainda mais clientes neste ano e verá apenas Zaqhwan Zaidi e Florian Alt defenderem seu nome. 
 
Em termos de regulamento, a principal mudança diz respeito à obrigatoriedade no uso de sensores de pressão de pneus, que vão medir a calibragem do traseiro slick. A medida tem como objetivo garantir que os times sigam a orientação do fabricante, algo que não foi muito comum no ano passado. 
 
 Os novatos
 
Ao contrário da Moto3, que terá um grid repleto de estreantes, a Moto2 verá apenas quatro pilotos iniciando sua passagem pelo Mundial: Jesko Raffin, Álex Rins, Zaqhwan Zaidi e Álex Márquez.
 
O suíço Raffin vai defender a Kalex #2 da SAG, com o malaio #51 na JPMoto. 
Álex Rins (Foto: Pons)
Campeão da Moto3 no ano passado, Márquez vai formar dupla com o amigo Tito Rabat na estrutura da Marc VDS. Na pré-temporada, o catalão registrou o 26º tempo em Valência, rodando 3s019 atrás de Zarco, o líder. Em Jerez de la Frontera, Álex chegou mais perto da ponta, reduzindo seu atraso para o ponteiro para 1s133, o que lhe rendeu o 16º tempo.
 
Rins, por sua vez, será companheiro de Luis Salom na Pons. O #40 mostrou melhor capacidade de adaptação à categoria intermediária do que o antigo companheiro na Estrella Galicia 0,0 e fechou o teste na Comunidade Valenciana com o sexto melhor tempo, 0s876 atrás do líder. Em Jerez, apesar da nona marca, reduziu a distância para o melhor colocado para 0s806.

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