Honda acredita que profissionalismo de Márquez e Lorenzo vai manter harmonia dentro dos boxes

Alberto Puig e Tetsuhiro Kuwata contam com o profissionalismo de Marc Márquez e Jorge Lorenzo para manter a harmonia dentro dos boxes. Chefe do time da asa dourada reforçou que a prioridade é a equipe

A Honda não está preocupada em ter problemas de relacionamento entre Marc Márquez e Jorge Lorenzo. Os dois vão formar dupla na MotoGP pela primeira vez a partir de 2019.
 
Indo para seu sétimo ano na MotoGP, Márquez vai trocar de companheiro pela primeira vez, já que esteve ao lado de Dani Pedrosa desde a estreia na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Lorenzo, por sua vez, vai para o quarto parceiro diferente, uma vez que já correu ao lado de Valentino Rossi e Ben Spies na Yamaha e de Andrea Dovizioso na Honda.
 
Entretanto, enquanto Márquez, ao menos aos olhos do público, sempre teve uma relação amistosa com Pedrosa, Lorenzo colecionou polêmicas com seus pares, especialmente com os italianos. Nos primeiros anos de parceria com Rossi, os atritos eram frequentes, inclusive com a introdução do infame muro para dividir os boxes. Na Ducati, a relação com Dovizioso não foi muito melhor, com os dois trocando alfinetadas pela imprensa e também pelas redes sociais.
Márquez e Lorenzo vão dividir os boxes da Honda (Foto: HRC)
Márquez e Lorenzo, aliás, também já tiveram seus entreveros, com o #99, inclusive, criticando a agressividade do agora companheiro de Honda.
 
Com um cenário como este, público e imprensa passaram a questionar quanto tempo vai levar para que a harmonia dos boxes nipônicos seja abalada. Mas a expectativa dentro da Honda é outra.
 
Chefe do time, Alberto Puig lembra que se trata de dois adultos e espera que o profissionalismo dos pilotos seja suficiente.
 
“Nós entendemos que temos dois pilotos que não são meninos, são pessoas com a cabeça muito estruturada”, comentou Puig. “E a Honda pede que eles entendam que somos uma equipe. Eles são profissionais”, frisou.
 
Diretor-geral da Divisão de Gerenciamento de Operações de Corrida da HRC, Tetsuhiro Kuwata seguiu a mesma linha do espanhol e destacou que a prioridade da Honda é desenvolver a RC213V.
 
“Nós vamos gerir isso dentro da equipe”, explicou Kuwata. “Os dois são profissionais. Nós só vamos nos dedicar a melhorar a moto”, frisou.
 
Recém-chegado, Lorenzo admitiu que até existe a possibilidade de um conflito, mas reconheceu que a equipe está acima de tudo.
 
“Existe a possibilidade que um toque. Você sempre vai com mais cuidado com seu companheiro”, comentou Jorge. “A equipe está acima dos pilotos. Vamos tentar que isso aconteça o menos possível”, seguiu.
 
“Só em uma hipotética última volta, última curva, se você disputa o Mundial, você assume mais riscos. Que vença o que conseguir melhores resultados”, resumiu.
 
O #99 considerou, também, que a nova parceria pode tornar Márquez mais forte e lembrou os duelos entre Ayrton Senna e Alain Prost na F1.
 
“No geral, se fala mais do lado negativo de ter dois galos do que no positivo, que é maior”, ponderou Lorenzo. “Isso sempre faz a equipe crescer, faz com que o outro não relaxe. Desentendimento é normal, você não tem desculpas se o outro te vence. Eu me lembro de Prost e Senna na F1. Quando Prost se aposentou, Senna disse que sentia falta dele. Tenho certeza de que essa rivalidade fará Marc crescer”, apostou.
 
Márquez, por sua vez, admitiu que a relação terá seus “altos e baixos”, mas descartou problemas maiores.
 
“Nós dois vamos lutar pelo mesmo objetivo, mas só um ganha. Teremos nossos altos e baixos. Vai ser um bom sinal”, afirmou Marc. “Eu os tive com Dani Pedrosa, ainda que tudo parecesse muito bonito, mas ficou dentro dos boxes. Isso vai ser igual. E vai nos ajudar a crescer”, concluiu.
 

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