KTM vive grave crise e entra em modo de autoadministração para evitar falência
Em crise financeira, KTM vai entrar em processo de autoadministração para evitar falência. Reestruturação judicial não afetará o programa da MotoGP em 2025, afirmou a montadora
O Grupo Pierer Mobility anunciou que a montadora KTM vai entrar em processo de autoadministração e iniciar uma reestruturação judicial para evitar a falência. A marca está passando por uma crise financeira e busca assegurar o menos €100 milhões [cerca de R$ 600 milhões] para continuar operando.
Atualmente competindo na MotoGP, a KTM demitiu centenas de funcionários e planejava pausar a fabricação das motos de rua nos primeiros dois meses de 2025. Nesta terça-feira, a Pierer Mobility anunciou que não espera segurar o financiamento necessário à tempo, iniciando um processo de reestruturação.
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Apesar do projeto, a montadora austríaca garantiu que o programa na MotoGP não será afetado. Para 2025, o time terá Brad Binder e Pedro Acosta na equipe de fábrica, além de Maverick Viñales e Enea Bastianini na cliente Tech3.
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O método escolhido foi a autoadministração. A atual gerência da KTM seguirá no controle da companhia durante o processo, trabalhando sob supervisão judicial para implementar um plano de reorganização.
Além dos ativos da KTM, entram também no processo as subsidiárias KTM Componentes GmbH e KTM F&E GmbH. O objetivo é chegar a um acordo para o plano de reorganização com os credores em até 90 dias.
“Nas últimas três décadas, crescemos e nos tornamos o maior fabricante de motocicletas da Europa. Nós inspiramos milhões de motociclistas ao redor do mundo com nossos produtos. Agora estamos fazendo uma parada para o futuro. A marca KTM é o trabalho da minha vida, e eu lutarei por ela”, declarou Stefan Pierer, CEO da montadora.
Stefan também afirmou que a reestruturação não apenas garante a existência do grupo KTM, mas cria uma base emergente mais forte para o futuro. O projeto também terá um reajuste no excesso de estoque da KTM e suas concessionárias, reduzindo a operação nas unidades austríacas, totalizando mais de €1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) nos próximos dois anos.
A MotoGP volta a acelerar entre 5 e 7 de fevereiro de 2025 para os primeiros testes de pré-temporada, em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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