LCR assume papel maior no desenvolvimento da Honda: “Nos usam mais do que antes”

Chefe da LCR, Lucio Cecchinello se disse muito satisfeito com o novo papel da equipe dentro da estrutura da Honda. Dirigente considerou que a montadora precisa do feedback de quatro pilotos para poder desenvolver a RC213V

A Honda mudou a maneira de trabalhar para tentar sair da crise na MotoGP. De acordo com Lucio Cecchinello, a LCR está agora mais envolvida no desenvolvimento da RC213V, já que o feedback de Johann Zarco e Takaaki Nakagami recebe mais atenção.

Nos últimos anos, foi constante a reclamação de falta de atenção aos pilotos da equipe satélite. Ano passado, Álex Rins optou por mudar para a Yamaha por sentir que, mesmo após ter vencido o GP das Américas — a única vitória da Honda no ano —, não tinha as opiniões valorizadas.

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Ao longo dos anos, a Honda focou em Marc Márquez na hora de desenvolver o protótipo. Como resultado, a RC213V se tornou uma moto que só o espanhol conseguia guiar com sucesso e, depois, nem mesmo ele conseguia resultados expressivos.

“Devo dizer que estamos muito satisfeitos. Sempre estivemos muito satisfeitos em trabalhar com a Honda, pois o relacionamento é muito próximo”, falou Lucio. “Posso dizer que estamos mais próximos do que nunca, pois eles realmente precisam de quatro pilotos selecionando peças, dando feedback. Eles nos usam mais do que no passado. Temos mais engenheiros aqui. Tinham 80 engenheiros neste teste. Estamos satisfeitos com esse esforço”, frisou.

Johann Zarco estreia com a LCR na temporada 2024 da MotoGP (Foto: David Goldman/ Red Bull Content Pool)

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Ainda, Lucio assumiu que contratar Zarco era um risco, já que o francês vinha de uma moto muito competitiva. Ano passado, o #5 optou por sair da Pramac Ducati para assinar por dois anos com a HRC e correr pela LCR.

“Honestamente, sabíamos que existia um risco de, uma vez que testasse a nossa moto, dissesse: ‘O que está acontecendo?’”, disse Cecchinello. “Ele chegou calmamente. Não gostou da moto de 2023. Mas, assim que testou o modelo de 2024, ele disse: ‘Esta moto, definitivamente, tem pontos positivos em comparação com a Ducati, mas também alguns pontos negativos’”, relatou.

Por fim, Cechinello apontou para a possibilidade de renovar o contrato de Zarco, já que entende que um piloto como ele é necessário para a evolução da moto.

“Oferecemos a ele um contrato de dois anos e estamos abertos a estender o contrato, pois precisamos de um piloto experiente como ele para desenvolver a moto”, analisou. “Ele é mais calmo, mais relaxado, seguro, para trabalhar passo a passo. Sabemos que temos um longo caminho de recuperação. Ainda está nos faltando vários décimos. Estamos no início de uma nova jornada”, encerrou.

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