Lorenzo compara e vê chegada à Honda similar com estreia pela Yamaha: “Rossi estava no auge”

Jorge Lorenzo avaliou que chega na Honda em uma situação similar a de sua estreia na Yamaha, quando encontrou um companheiro de equipe forte e habituado à equipe. O #99 elogiou e falou em aprender com Marc Márquez

Jorge Lorenzo vai encarar uma pedreira pela frente. Depois de dois anos difíceis com a Ducati, o #99 estreia pela Honda na temporada 2019, mas vai dividir os boxes com ninguém menos que Marc Márquez.
 
Apesar de chegar para encarar o campeão vigente da MotoGP, Lorenzo não se assusta, já que viveu experiência semelhante em sua estreia pela Yamaha. Em 2008, quando debutou pelo time de Iwata, o piloto de Palma de Maiorca dividia os boxes com Valentino Rossi.
Jorge Lorenzo comparou sua chegada à Honda com a estreia pela Yamaha (Foto: HRC)
Na época, o #46 tinha quatro temporadas de experiência com a YZR-M1 e já somava cinco títulos da classe rainha. Agora, Márquez defende a Honda desde a estreia na MotoGP em 2013 e é também pentacampeão.
 
“Durante a minha carreira na MotoGP, eu dividi os boxes com quatro pilotos: primeiro Valentino, aí [Ben] Spies, depois Dovi e agora Marc”, disse Lorenzo. “A situação agora é bem similar a de quando eu comecei na MotoGP em 2008, porque, na época, Valentino estava no auge da carreira dele”, seguiu.
 
“Ele não tinha vencido em 2006 e 2007, mas estava lutando pelo título e conhecia muito [a Yamaha]”, recordou. “Então é mais ou menos a situação que tenho agora”, comparou.
 
“Vim para um novo time com Marc, que é um companheiro de equipe muito, muito forte. Um campeão mundial que sabe muito [da Honda]”, frisou.
 
Com a experiência na Ducati, Lorenzo constatou a dificuldade de se adaptar a uma nova moto na MotoGP, mas espera poder aprender com Márquez.
 
“Agora, é muito difícil se adaptar à MotoGP, já que as motos são muito complicadas, como eu descobri com a Ducati. Então não é uma coisa simples, mas a minha adaptação a Honda, ainda que não estivesse bem encaixado, correu até que bem em Valência e Jerez”, comentou. “Com certeza, Marc tem vantagem nesta área. Eu diria que ele é fenomenal, e eu tenho muitas coisas a aprender com ele. Então venho para o time com muita alegria e orgulho, mas também com muita humildade para tentar, pouco a pouco, entender tudo e conseguir os resultados”, continuou.
 
“Vamos ver o que acontece”, completou.
 
Ainda, Jorge contou em que trabalhou nos testes que fez com a RC213V no ano passado e reconheceu que vai ter seu trabalho atrasado por conta da lesão sofrida em um treino.
 
“Em Valência, trabalhamos com a posição do corpo e tentamos fazer o máximo de voltas possível, mesmo sabendo que eu não estava em forma. Aí, em Jerez, nós começamos a testar novas peças, especialmente no Segundo dia, então conseguirmos ver algumas pequenas partes que eram melhores do que as anteriores”, explicou. “Em Sepang, terão provavelmente ainda mais novas peças para serem testadas, mas eu não poderei testar. De qualquer forma, vou fazer isso no teste do Catar”, garantiu.
 
Apesar de perder uma bateria de testes, Lorenzo não espera ter sua estreia complicada, já que é uma situação mais ou menos como a que já experimentou em sua mudança da Yamaha para a Ducati.
 
“Mais ou menos, terei o mesmo número de testes [três] de quando fui da Yamaha para a Ducati, então poderia ser pior”, reconheceu. “Poderia ser pior, já que poderia acontecer no meio do campeonato ou perder quatro corridas em sequência”, ponderou.
 

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