Lorenzo deixa contrato para depois, foca em conforto na Ducati e avisa: “Estou fazendo tudo que depende de mim”

Jorge Lorenzo não tem enfrentado uma fase de grandes sucessos na carreira. Ainda em adaptação na Ducati, conseguiu apenas três pódios durante seu ano de estreia. No entanto, o espanhol se mostrou mais preocupado em conseguir mais velocidade com sua GP18 do que com as movimentações do mercado, e disse que tem feito tudo o que está em seu alcance

É verdade que Jorge Lorenzo não tem enfrentado a melhor fase de sua carreira. Em sua segunda temporada na Ducati, o espanhol ainda tem sofrido para se adaptar de forma perfeita à moto arisca da equipe italiana. E no momento, essa parece ser a única preocupação do tricampeão.
 
Desde que chegou ao time na temporada passada, o espanhol abocanhou apenas três pódios. Ao seu redor, o mercado de pilotos da MotoGP já começa a fervilhar ainda no início da temporada. No entanto, isso pouco parece preocupar o competidor de Majorca. “É verdade que alguns pilotos e equipes estão fechando contratos”, comentou.
 
“Não há uma lei escrita. Há alguns anos se fechavam no final do ano. Depois, na metade e agora antes de começar a temporada. No momento, vamos nos concentrar em ter mais velocidade com esta moto e isso será bom para todos. Já disse que gostaria de terminar minha carreira na Ducati, mas neste mundo tudo é possível”, completou.
Jorge Lorenzo (Foto: Michelin)
Jorge ainda aproveitou para rebater as declarações de Gigi Dall’Igna, chefão da equipe, em que ele disse que o espanhol precisa estar mais calmo para alcançar bons resultados. O tricampeão se mostrou insatisfeito com o que foi dito.
 
“Respeito a opinião de Dall’Igna e tem suas razões, mas não penso assim. Tudo é muito complicado. Estou tentando melhorar em tudo o que posso fazer. Tudo o que depende de mim estou fazendo”, afirmou.
 
Por fim, apesar de não se incomodar com o que acontece à sua volta, Lorenzo admitiu que ainda não está completamente confortável com sua GP18, apesar de reconhecer que se sente melhor que em 2017. “No passado já mostrei que quando eu me sentia bem com uma moto sou muito rápido”, disse.
 
“Agora, preciso lidar com uma que não me dá a sensação de estar completamente a vontade. Esse esporte depende muito do resultado. Já lidei com isso muitas vezes e não me afeta. Acredito que estou em uma boa direção”, encerrou.

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