Lorenzo deixa Losail otimista e vê pole-position possível, mas avalia: “Temos que trabalhar muito e melhorar o ritmo”

Quarto colocado na última bateria de testes da pré-temporada 2017 da MotoGP, Jorge Lorenzo saiu de Losail otimista com a performance da Ducati. Espanhol avaliou que um das motos de Bolonha pode arrematar a pole-position no GP do Catar, mas reconheceu que ainda é preciso trabalhar no ritmo

 

O susto da Malásia ficou para trás. Em seu ano de estreia pela Ducati, Jorge Lorenzo completou a última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2017 da MotoGP com o quarto tempo, 0s189 mais lento que Maverick Viñales, o líder dos trabalhos.

 
Na parte de cima da tabela e à frente de pilotos como Marc Márquez e Valentino Rossi, Lorenzo fez um balanço positivo do exercício no Catar e afirmou que encerrou a fase de testes otimista.
Jorge Lorenzo afirmou que ainda tem muito trabalho pela frente (Foto: Ducati)

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“Bom, conseguimos a quarta posição, que é a melhor que tivemos nos últimos testes, então temos de estar contentes. Três Ducati entre os cinco primeiros é um bom sinal”, disse Lorenzo. “Acho que, neste circuito, somos competitivos em uma volta e vamos ter de melhorar em ritmo de corrida. Saímos otimistas”, resumiu.
 
Após três dias de testes, Lorenzo conseguiu melhorar bastante seus registros, mas reconhece que Viñales ainda é muito forte.
 
“Nós conseguimos bastante do que buscávamos. Melhoramos muito o tempo em relação à ontem [sábado] e demos muitas voltas em 54 e 55, enquanto isso era muito difícil ontem”, apontou. “Em uma volta, a Ducati vai muito bem neste circuito e têm vários pilotos que são muito rápidos, então acho que podemos aspirar que uma Ducati consiga a pole-position no sábado de corrida, embora Viñales esteja muito forte”, continuou.
 
“Mas no que diz respeito ao ritmo, temos muito que trabalhar e melhorar, não só nesta pista, mas também em longo prazo. Temos muitas informações e sabemos o que temos de fazer, mas vai ser um processo longo”, avaliou. “Concretamente, nesta pista espero que possamos fazer bons treinos e podemos conseguir um grande resultado na corrida”, previu.
 
Depois de quatro testes, Lorenzo fez um balanço de seu início de trabalho com a Ducati e reconheceu que teve mais dificuldades do que esperava.
 
“Custou mais do que imaginávamos, especialmente nos outros circuitos. Aqui, como esperávamos, a moto vai muito bem, principalmente com o pneu macio. Quando tem aderência, aproveitamos melhor as virtudes da moto e os defeitos diminuem”, explicou. “Mas é preciso tentar também com o pneu duro, porque parece que ele será o mais constante para a corrida”, comentou.
 
“Ontem nós estávamos muito longe e hoje estamos muito perto, sobre tudo em uma volta. Mas também melhoramos o ritmo e as sensações são melhores”, afirmou. “Viñales está muito forte e não só pela Yamaha, porque ele faz a diferença com outros pilotos da marca. Mas nós temos mais experiência, agora sabemos o que funciona e o que não e quando a moto vai ou não. Creio que temos que aproveitar que ela vai bem nesta pista, mas temos de seguir trabalhando para que ela vá bem em todos os circuitos”, alertou.
 
“No momento, me sinto em 70% do meu verdadeiro potencial”, valorou. “Não sei como vai ser a temporada. Talvez a gente comece com a vitória ou talvez a gente não consiga nem nos circuitos que nos dão favoráveis. Vamos ver”, declarou.
 
Por fim, Lorenzo falou sobre a exótica carenagem testada pela Ducati em Losail, mas evitou dar detalhes.
 
“Não está sendo fácil para as fábricas igualar o que tínhamos no ano passado com as asas, mas estamos trabalhando e o que eu testei oferece alguns pontos interessantes”, concluiu.

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