Lorenzo fala em saída “95% permanente”: “Um sexto título não mudaria minha vida”

Jorge Lorenzo não vai integrar o grid de 2020 da MotoGP. Após anunciar sua aposentadoria em Valência, o espanhol se disse tranquilo e relaxado, indicando que é uma decisão 95% permanente

Jorge Lorenzo não vai estar no grid da MotoGP em 2020. Em Valência, o espanhol anunciou sua aposentadoria após 18 temporadas no Mundial de Motovelocidade, deixando claro que a decisão é 95% definitiva.
 
O #99 se colocou entre os grandes da categoria. Com cinco títulos mundiais, três deles foram na classe rainha. Ainda, conseguiu 68 vitórias, subindo 152 vezes no pódio em 296 corridas disputadas.
 
Entretanto, os últimos anos não têm sido exatamente gentis com o espanhol. Depois que deixou a Yamaha, encontrou dificuldades primeiro para se adaptar à Ducati, e agora vive um verdadeiro calvário com a Honda, especialmente após o acidente em Assen.
 
Então, bastante tranquilo da escolha que fez, Lorenzo se mostrou feliz na coletiva da quinta-feira. “Eu me sinto livre, orgulhoso, muito orgulhoso por toda minha carreira, sortudo, satisfeito e também um pouco triste. Uma mistura de sentimento, mas, no geral, positivas”, falou.
Jorge Lorenzo (Foto: Repsol)

“A nível pessoal sempre houve dois Jorges, o das corridas, concentrado e que ia e fazia o que tinha que fazer e o Jorge relaxado, que foi aparecendo com o passar dos anos. Agora, verão o verdadeiro Jorge, relaxado e sem pressão e sem necessidade de ter que demonstrar e conseguir resultados”, seguiu.
 

“Esse Jorge estou começando a sentir, ainda que me resta um final de semana, que vai ser importante, gostaria de ajudar a equipe a conseguir a Tríplice Coroa, mas sinto uma grande liberação, um pouco de tristeza, mas que era a decisão adequada no momento certo”, completou.
 
Jorge ressaltou e agradeceu a grande presença de grandes nomes do Mundial em seu anúncio. “Estiveram quase todos os pilotos da MotoGP e alguns de outras categorias. Valentino [Rossi] acredito que não pôde vir, mas queria. Vieram quase todos, a sala estava cheia, as pessoas se emocionaram e foi muito bonito, apesar da parte triste que despedidas sempre têm”, destacou.
 
Por fim, o tricampeão explicou que a decisão tem tudo para ser definitiva, apesar de sempre existir aquela pequena chance de voltar atrás. “Acredito que a decisão vai ser permanente. Estou há 17 anos aqui, passei pelas três equipes mais fortes do Mundial, ganhei muitas coisas. Não tenho nada a provar”, afirmou.
 
“Um sexto título não mudaria nada na minha vida. Perderei um pouco da adrenalina de competir no nível máximo e de pilotar uma moto, também vou perder a alegria máxima de quando se vence uma corrida, sobretudo porque sempre fui um vencedor e gosto da sensação de vencer uma corrida”, sublinhou.
 
“Mas, por outro lado, vou ganhar tranquilidade, vou relaxar, não vou ter tantos compromissos, não vou me lesionar tanto, espero, mas, na vida, nunca pode dizer que isso não vai passar. Tenho 32 anos, acredito que é uma aposentadoria permanente, mas não sei. Creio que quando descobrir outros prazeres da vida não sei se vou ter vontade de voltar. Neste momento, está 95% que não vou voltar, mas deixo uma pequena porta aberta”, encerrou.
 

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