Lorenzo ignora rivais e escapa para vencer 3ª em 2015. Heroico, Iannone vai ao pódio com Rossi após queda de Márquez

Perigoso como sempre, Jorge Lorenzo assumiu a ponta ainda nos primeiros giros e fugiu dos rivais para vencer com mais de 5s de vantagem para um heroico Andrea Iannone. De novo caçador, Valentino Rossi fechou em terceiro

A cobertura completa do GP da Itália no GRANDE PRÊMIO

Todos os pilotos do grid alertaram: sozinho na ponta, Jorge Lorenzo é um perigo. Mas os alertas de nada serviram neste domingo (31). O piloto da Yamaha se instalou na lideraça ainda no início da disputa, ignorou a concorrência e, sem ingresso para o espetáculo que acontecia atrás, seguiu firme e forte rumo ao terceiro triunfo de 2015.
Com nenhuma ação no topo da tabela, as atenções se voltaram para o grupo de que vinha atrás. Inicialmente, Andrea Dovizioso era o responsável por caçar Lorenzo, mas sempre acompanhado por Andrea Iannone e Marc Márquez.
Jorge Lorenzo correu sozinho na maior parte do tempo (Foto: Yamaha)
A classificação do Mundial de MotoGP após o GP da Itália

O piloto da Honda, aliás, foi incrível na largada. Partindo de 13º após uma sucessão de erros na classificação, o espanhol apareceu na briga pelo pódio ainda no primeiro giro.

 
Apesar da inspiração de Márquez, as Ducati não facilitaram. Mesmo lidando com as lesões decorrentes de um tombo em um teste privado da Ducati na própria pista da Toscana, o italiano foi impecável e, depois de bater Dovizioso e Marc, se instalou em segundo.
 
Com problemas na GP15, Dovi não conseguiu acompanhar o campeao vigente, que focou em pressionar Iannone. Depois de muita insistência, o espanhol passou, mas o italiano sempre encontrava um caminho para voltar à frente. 
Por conta de uma falha mecânica com a Desmosedici, Dovizioso abandonou a disputa, promovendo Dani Pedrosa ao quarto posto. Rodando atrás do piloto da Honda depois de um início de prova bem ruim, Valentino Rossi subiu o ritmo e passou a se aproximar. 
Restando seis voltas para o fim, Márquez perdeu a traseira da RC213V e caiu, abandonando a disputa e completando o que foi um fim de semana sofrível para o lado #93 da garagem da Honda.
 
Depois de alguma insistência, Valentino passou Pedrosa para garantir sua vaga no pódio. No começo, o multicampeão bem que tentou alcançar Iannone, mas o lesionado italiano tinha um ritmo melhor e conquistou o segundo posto, 1s098 à frente do #46.
Recuperando sua velha forma após uma longa ausência por conta de uma cirurgia para tratar a síndrome compartimental, Pedrosa ficou em quarto, à frente de Bradley Smith e Pol Espargaró.
 
Quem também tem motivos para comemorar nesta noite é Maverick Viñales. O piloto da Suzuki completou a prova no sétimo posto, seu melhor resultado nesta temporada de estreia na MotoGP.
 
Wild-card, Michele Pirro, que é piloto de testes da Ducati, ficou com o oitavo posto, com Danilo Petrucci e Yonny Hernández completando o top-10.
 
Já com três voltas para o fim, Cal Crutchlow sofreu uma forte queda e precisou de alguns minutos deitado na brita para se recuperar. O britãnico já tinha levado um tombo no warm-up desta manhã.
Com o resultado deste domingo, Rossi chegou aos 118 pontos e segue na liderança do Mundial, agora com apenas seis de vantagem para Lorenzo. Dovizioso tem o terceiro posto, com Iannone na sequência. 49 pontos atrás do líder, Márquez tem a quinta colocação.
 
Saiba como foi o GP da Itália de MotoGP:
 
Assim como aconteceu ao longo de todo o fim de semana, o verão italiano seguiu iluminando o Mundial de Motovelocidade. Na hora da largada da MotoGP, os termômetros marcavam 25°C, com o asfalto chegando aos 48°C. A velocidade dos ventos estava em 13 km/h.
 
Repetindo um feito de Giacomo Agostini em 1972, Andrea Iannone colocou a Ducati na pole do GP da Itália, à frente de Jorge Lorenzo e Andrea Dovizioso. Líder do Mundial, Valentino Rossi saiu em oitavo, com Marc Márquez apenas em 13º.
 
O #46, aliás, apresentou a versão 2015 do tradicional capacete especial para o GP da Itália. Chamado de ‘Energia Rinnovabile’, o casco mostra os níveis de energia do piloto dos treinos livres até a corrida. Além de Rossi, Dovizioso e Iannone também fizeram capacetes especiais para a corrida.
 
Apaixonado por motos, Keanu Reeves, que já havia visitado o Mundial durante o GP das Américas, voltou ao paddock para acompanhar os trabalhos em Mugello. O ator, famoso por filmes como ‘Velocidade Máxima’ e ‘Matrix’, acompanhou os trabalhos direto dos boxes da Honda, onde Márquez precisaria ser corajoso como o policial Jack Traven para se recuperar da péssima posição de largada.
Andrea Iannone foi incrível em Mugello (Foto: Ducati)
Tal qual um verdadeiro astro do rock, Rossi levantou a torcida que lotou Mugello apenas por deixar os boxes para alinhar no grid da Toscana. Mugello é, definitivamente, território dos ‘VR Maníacos’.
Neste fim de semana, a Bridgestone, fornecedora única dos pneus da MotoGP, levou os compostos dianteiros macios, médios e duros, e os traseiros macios, médios (assimétricos) e duros (simétricos). Para a corrida, a maioria dos pilotos escolheu calçar a dianteira com compostos médios, com exceção de Cal Crutchlow, Marc Márquez, Bradley Smith e Danilo Petrucci, que apostaram no duro. Atrás, os médios eram os pneus mais populares, com apenas Michele Pirro largando com o macio.
 
Na hora em que as luzes se apagaram para a largada, as 90.477 pessoas que lotaram Mugello neste domingo viram Dovizioso saltar para a ponta, à frente de Lorenzo e Iannone. Márquez fez uma saída espetacular e já aparecia em quarto nos primeiros metros, à frente de Smith e Pol Espargaró. Rossi, por outro lado, saiu mal e fechou o primeiro giro em nono. 
 
Na abertura da segunda volta, Márquez passou Iannone e assumiu o terceiro posto, logo atrás de Dovizioso, que já tinha sido superado por Lorenzo, mas seguia colado.
 
Pressionado por Márquez, Dovi fazia o que podia para acompanhar Lorenzo. Na segunda volta, Marc usou a San Donato para passar Dovizioso e subir para segundo, logo atrás de Lorenzo.
 
Na mesma curva, Aleix Espargaró, que corre dias após operar o polegar direito para reparar um ligamento rompido, sofreu uma queda após um toque com Danilo Petrucci e abandonou a disputa. O incidente será revisado pela direção de prova após a corrida.
 
Por queimar a largada, Karel Abraham foi punido com um ride Through.
 
Na ponta, Marc ia virando as melhores marcas da corrida, correndo colado em Márquez, mas trazendo junto Dovizioso e Iannone. Pedrosa era o quinto, à frente de Smith, Crutchlow, Pol, Rossi e Pirro.
 
Na quarta volta, Nicky Hayden caiu na Materassi e abandonou. Stefan Bradl também se despediu mais cedo.
 
Rossi conseguiu deixar o mais novo dos Espargaró e subiu para oitavo, 0s564 atrás de Crutchlow, que pressionava Smith pelo sexto lugar.
 
Na ponta, Márquez não conseguia acompanhar Lorenzo, que ia escapando. Na abertura do quinto giro, o piloto da Honda já tinha mais de 1s de atraso.
 
No mergulho da San Donato, Dovizioso passou Márquez e recuperou o segundo posto. Lorenzo vinha 1s378 à frente. Um pouco atrás, Cal passou Smith e deixou o piloto da Tech3 para se defender de Rossi.
 
Na reta para a abertura do sexto giro, Dovizioso, Márquez e Iannone ficaram lado a lado, mas o #4 não teve problemas para manter a ponta, 0s091 à frente de Marc. Quinto, Pedrosa vinha 0s785 atrás do #29 e já com 2s6 de vantagem para Crutchlow.
Valentino Rossi avaliou que não teve bom ritmo ao longo de todo o fim de semana (Foto: Yamaha)
Na abertura da volta seguinte, Iannone passou Márquez na San Donato, mas o espanhol reagiu de imediato e recuperou a frente. Quinto colocado, Dani vinha chegando.  Mais atrás, Rossi se aproximava de Cal, que estava cada vez mais distante do #26.
 
Lorenzo, por sua vez, seguia no tradicional ‘Martillo’, rodando mais rápido que todo mundo e se afastando de qualquer briga. Com 16 voltas para o fim, o espanhol tinha 3s379 de vantagem.
 
Iannone conseguiu passar Márquez, mas levou o troco. Na San Donato, Marc, que anda tendo dificuldades nas curvas, escapou da trajetória, mas se manteve na frente. Rossi, enfim, deixou Crutchlow para trás e agora tinha uma diferença e 2s5 para recortar e chegar em Dani.
 
Na enorme reta de Mugello, Márquez passou as duas Ducati e assumiu o segundo posto, à frente de Iannone e Dovi. Pedrosa já vinha colado no #4, com Rossi 2s1 atrás. 
 
Na Bucine, Iannone conseguiu passar Márquez e assumir o segundo posto. Neste ponto, Lorenzo já tinha 5s353 de margem. Sexto, Rossi ia descontando bem a vantagem, caminhando para a briga pelo segundo posto. O #46 precisava entrar na briga ou a liderança do Mundial vai parar nas mãos de Lorenzo.
 
Correndo contra o tempo, Rossi salvou o que seria um belo tombo após uma escorregada da YZR-M1, mas se manteve em bom ritmo para ir chegando mais e mais em Pedrosa.
 
Dani, então, partiu para o ataque e tomou o quarto posto de Dovizioso. Na frente, Márquez ainda pressionava um incrível Iannone pelo segundo posto. 
 
Com 11 voltas para o fim, Rossi chegou e engoliu Dovizioso, levantando imediatamente a torcida. Pedrosa vinha 0s7 à frente.
 
Com dez giros para o fim, Andrea Dovizioso recolheu para os boxes. O italiano tinha um motor novo na Desmosedici, instalado ainda nos treinos livres.
 
Livre, leve e solto, Lorenzo seguia fugindo. Aparentemente, o espanhol ia chegar para a corrida de Barcelona antes do horário.
 
Mais atrás, um heroico Iannone, que ia segurando Márquez. Pedrosa seguia em terceiro, mas com Rossi colado atrás. Nessas posições, Vale seguiria como líder do Mundial, com um único ponto de vantagem. 
 
Mais atrás, Crutchlow e Smith duelavam pelo sexto posto.
 
Na abertura da 16 volta, Márquez passou Iannone, mas abriu a trajetória por dentro e viu Iannone retomar a frente. Marc insistiu, mas o #29 seguiu pressionando. Na abertura do giro seguinte, o italiano voltou ao segundo lugar, na reta. 
 
Com seis voltas para o fim, Márquez perdeu a frente da RC213V e caiu, abandonando a disputa. Pouco depois, Rossi deixou Pedrosa para trás e subiu para terceiro, mas já tinha 1s039 de atraso para Iannone.
 
Valentino até ensaiou uma aproximação com Iannone, mas não conseguiu reduzir muito a diferença, ainda preocupado com a insistência de Pedrosa.
 
Na curva Arrabbiata 1, Crutchlow sofreu uma forte queda e ficou deitado no chão por uns instantes para se recuperar.

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MotoGP, GP da Itália, Mugello, Final:

 
1
99
JORGE LORENZO
ESP
YAMAHA
41:39.173
23 voltas
2
29
ANDREA IANNONE
ITA
 DUCATI
+5.563
 
3
46
VALENTINO ROSSI
ITA
YAMAHA
+6.661
 
4
26
DANI PEDROSA
ESP
HONDA
+9.978
 
5
38
BRADLEY SMITH
ING
TECH3 YAMAHA
+15.284
 
6
44
POL ESPARGARÓ
ESP
TECH3 YAMAHA
+15.665
 
7
25
MAVERICK VIÑALES
ESP
SUZUKI
+23.805
 
8
51
MICHELE PIRRO
ITA
DUCATI
+29.152
 
9
9
DANILO PETRUCCI
ITA
PRAMAC DUCATI
+32.008
 
10
68
YONNY HERNÁNDEZ
COL
PRAMAC DUCATI
+34.571
 
11
45
SCOTT REDDING
ING
MARC VDS HONDA
+38.553
 
12
76
LORIS BAZ
FRA
FORWARD YAMAHA
+42.158
 
13
8
HECTOR BARBERÁ
ESP
AVINTIA DUCATI
+44.801
 
14
19
ÁLVARO BAUTISTA
ESP
APRILIA GRESINI
+50.435
 
15
50
EUGENE LAVERTY
IRN
ASPAR HONDA
+53.060
 
16
63
MIKE DI MEGLIO
FRA
AVINTIA DUCATI
+1:15.265
 
17
17
KAREL ABRAHAM
TCH
AB HONDA
+1:15.381
 
18
33
MARCO MELANDRI
ITA
APRILIA GRESINI
+1:41.340
 
 
35
CAL CRUTCHLOW
ING
LCR HONDA
NC
 
 
93
MARC MÁRQUEZ
ESP
HONDA
NC
 
 
4
ANDREA DOVIZIOSO
ITA
DUCATI
NC
 
 
6
STEFAN BRADL
ALE
FORWARD YAMAHA
NC
 
 
69
NICKY HAYDEN
EUA
ASPAR HONDA
NC
 
 
41
ALEIX ESPARGARÓ
ESP
SUZUKI
NC
 
 
43
JACK MILLER
AUS
LCR HONDA
NC
 
 
15
ALEX DE ANGELIS
RSM
IODA ART
NC
 
 
 
 
 
 
 
 
POLE
ANDREA IANNONE
ITA
 DUCATI
1:46.489
177.3 km/h
VOLTA MAIS RÁPIDA
MARC MÁRQUEZ
ESP
HONDA
1:47.654
175.3 km/h
RECORDE
MARC MÁRQUEZ
ESP
HONDA
1:47.639
175.4 km/h
MELHOR VOLTA
ANDREA IANNONE
ITA
 DUCATI
1:46.489
177.3 km/h
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Condições do tempo
 
PISTA SECA
 
ar: 25ºC | pista: 48ºC

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