Lorenzo justifica desempenho na Honda a lesões: “Nunca estive 100%”

Jorge Lorenzo sabe que não tem entregado o máximo na Honda. O espanhol afirmou que a falta de desempenho no time se dá por conta das diversas lesões que tem sofrido desde 2018, mas deixou claro que não quer jogar a toalha

Não é nenhum segredo que Jorge Lorenzo tem sofrido em sua parceria com a Honda. Sem conseguir sequer chegar ao top-10, o espanhol reconheceu que tem deixado a desejar, mas justificou o desempenho as diversas lesões que sofreu.
 
Desde que chegou ao time japonês, no início do ano, o espanhol tem sofrido para encaixar uma só boa corrida. Até o momento, seu melhor resultado foi uma 11ª colocação na França e hoje aparece em 19º na classificação com 25 pontos somados.
 
Entre os tantos fatores que têm dificultado seu caminho, as graves lesões que sofreu desde 2018 têm influenciado. “Tudo começou com as lesões, a primeira em Aragão, em 2018, quando fraturei o dedo do pé direito. Na Tailândia, rompi um ligamento que me deu muitos problemas”, falou.
 
“Na pré-temporada, fraturei o escafoide e cheguei em má-forma no Catar, onde na sexta-feira sofri um trincado na costela. Nunca estive 100% fisicamente com a Honda, isso me impede de pilotar de forma agressiva. Depois, em Assen, tive a pior lesão de minha carreira, a coluna vertebral é assunto sério”, seguiu.
Jorge Lorenzo (Foto: Repsol)

“Isso me levou a uma recuperação longa e que ainda não terminou. Preciso me sentir bem fisicamente de novo, 100%, para ir ao limite”, completou.
 

Entretanto, mesmo com as dificuldades, Lorenzo sempre deixou claro seu desejo de se dedicar a Honda. “Todos os humanos têm dúvidas em algum momento de nossas vidas, mas com o tempo se supera, ou não. No meu caso, duas ou três semanas depois do acidente em Assen, essas dúvidas foram embora e voltei a estar convencido de tentar novamente com a Honda”.
 
Na próxima semana, o Mundial de Motovelocidade disputa a última etapa de 2019, em Valência. Mesmo reconhecendo que pode sofrer na prova, Jorge afirmou que espera ajudar seu time a conquistar o título de equipes – a marca japonesa já conseguiu o de pilotos e construtores.
 
“Estamos prontos para Valência. Um top-5 vai ser difícil, agora mesmo estamos a 1s ou 1s5 dos mais rápidos, nos está custando muito reduzir essa distância”, pontuou.
 
“Valência não vai ser fácil, mas o objetivo do time e também meu é conseguir a Tríplice Coroa [conseguir o título de equipes]. Estamos a só dois pontos da Ducati e eles não se encaixam nesta pista, então espero que Márquez possa ganhar a corrida e eu consiga somar o máximo de pontos possíveis”, concluiu.
 

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