Lorenzo reclama da aderência do pneu dianteiro de chuva, mas admite dificuldade com piso molhado: “Tenho de resolver”

Décimo colocado no GP da Holanda, Jorge Lorenzo exibiu uma performance para lá de apagada. Espanhol se queixou da pouca aderência do pneu dianteiro de chuva, mas admitiu que precisa resolver seus problemas com o piso molhado

Jorge Lorenzo teve uma performance para lá de apagada em Assen. Décimo no grid, o espanhol chegou a aparecer em 19º antes da interrupção da corrida na 14ª volta. Na segunda etapa do GP da Holanda, o #99 foi um pouco melhor e recebeu a bandeirada no décimo posto após ter caído para 14º.
 
Jorge Lorenzo admitiu que precisa resolver dificuldade com piso molhado (Foto: Yamaha)

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“Em comparação com Vale, sim, salvamos o dia, mas com Márquez, não”, ponderou Lorenzo em entrevista à emissora espanhola Movistar +. “Ele soube salvar o dia”, frisou.
 

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Apesar do aumento de 14 pontos em seu atraso para Márquez, Jorge reconheceu que a situação poderia ser pior depois de duas provas ruins.
 
“Se compararmos com a última corrida na chuva, nesta eu fui bem. Embora estivesse longe dos mais rápidos, somei seis pontos importantes para o campeonato”, considerou. “Saímos mais ou menos que na mesma situação de Le Mans depois de duas corridas complicadas”, seguiu.
 
Na visão de Lorenzo, sua atuação apagada no Circuito van Drenthe foi causada pela performance do pneu dianteiro.
 
“Teve muito mais água do que em outras ocasiões, e quando me falta aderência na frente, é complicado demais”, indicou. “O dianteiro de chuva é muito duro e não adere. Fizemos 30 voltas e ele estava como novo”, criticou.
 
“Depois de seis ou sete anos fora da competição, a Michelin talvez tenha sido pega de surpresa por motos mais fortes e pesadas, e com menos eletrônica”, ponderou. “Às vezes eles acertam com os pneus, outra não. Esperamos que a experiência deste ano sirva para o próximo”, continuou.
 
Mesmo reclamando dos pneus, Jorge admitiu que precisa melhorar sua performance em condições não ideais.
 
“A maioria não precisa sentir a roda dianteira, mas quando eu não sinto, não sei como fazer para ir rápido, levo sustos e vou mais lento”, explicou. “Têm pilotos que vão melhor e eu tenho que resolver esses problemas. Não são condições normais, mas, se aparecem, é preciso fazer melhor do que eu fiz”, admitiu.
 
“Tenho uma pilotagem que sacrifica a entrada de curva. Freio antes, abro mais, e, se não sinto o pneu dianteiro, não há onde recuperar”, detalhou. “Teria de mudar meu estilo, que tenho há 15 ou 20 anos, e isso não é fácil, mas é preciso fazer alguma coisa. Quando sinto o dianteiro na água, posso ser o mais rápido, mas quando não sinto, sou o mais lento”, concluiu.

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