Lorenzo traça objetivo para GP de Aragão: terminar a 30s do vencedor

Jorge Lorenzo já tem traçado o objetivo que pretende atingir em Aragão. Se recuperando aos poucos da lesão sofrida em Assen, o espanhol afirmou que o trabalho tem que ser progressivo e espera terminar mais próximo do vencedor do que em Misano

Jorge Lorenzo ainda tem um longo caminho a percorrer até sua total adaptação a Honda. Tanto que, para a corrida em Aragão, próxima do calendário, o espanhol explicou que seu objetivo é terminar a 30s do primeiro colocado.
 
O tricampeão tem tido vida difícil em 2019. Antes mesmo do início do campeonato, já sofreu uma lesão no ombro, não conseguindo participar dos testes pré-temporada. Depois, em Assen, sofreu outra lesão, dessa vez fraturando duas vértebras e perdendo mais três etapas.
 
A prova em Silverstone, então, marcou o retorno do #99 para as pistas. Na Inglaterra conseguiu cruzar a linha de chegada em 14º. Na disputa seguinte, em Misano, foi o 13º colocado, a 47s2 do vencedor.
 
“Demos um passo adiante acabando 10s mais próximos do que em Silverstone. O progresso é bom, mas são 47s em relação ao vencedor e a posição não é boa. Depois da corrida em Silverstone senti dor, era muito doloroso inclusive caminhar”, apontou.
Jorge Lorenzo (Foto: Repsol)

“Agora tenho dor, mas estou melhor do que há três semanas. Pude acelerar mais na moto. Em Aragão espero melhorar os 47s que cheguei atrás deles. Com sorte, podemos estar mais próximos dos 30s. Esse é meu objetivo antes de forçar minha condição física”, completou.
 

Por fim, Lorenzo mostrou entender que é preciso progredir aos poucos para conseguir se colocar de volta ao topo. “Não se pode bater o recorde de uma maratona se está a 20 minutos da marca. Primeiro, tem que terminar a 15 minutos. Depois, 10. Depois, cinco, e quando estiver próximo é mais fácil bater o recorde”, explicou.
 
“Mas como profissional, sabe onde está seu limite, e vendo seu limite, ou próximo dele, está a 1s5, 1s3 às vezes, 2s em outras, e está longe, e não pode simplesmente em uma corrida, de repente, voltar a brigar por pódios e vitórias. Tem que ser progressivo”, seguiu.
 
“Sou o único piloto que teve uma lesão importante, que me deixou com sequelas a curto prazo. É uma lesão difícil de deixar para trás. Vamos ver se depois de Aragão, sobretudo, posso treinar mais forte musculação na academia e chegar a perna asiática com melhor condição física, que é importante para pilotar essas motos tão físicas que são a MotoGP”, encerrou.
 

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