Marini diz que pressão de Bastianini ajudou Bagnaia “a se manter focado” na Malásia
Francesco Bagnaia foi pressionado até o fim do GP da Malásia pelo companheiro Enea Bastianini, e Luca Marini disse que atuação do segundo colocado ajudou na vitória do italiano
A disputa pelo primeiro lugar do GP da Malásia, realizado pela MotoGP no último domingo (23), deu o que falar após a vitória de Francesco Bagnaia em Sepang. O segundo colocado Enea Bastianini pressionou o companheiro de Ducati até o fim da corrida, cruzando a linha de chegada apenas 0s2 atrás, e gerou questionamentos sobre uma possível competitividade exacerbada — já que Bagnaia poderia até mesmo ser campeão na Malásia. No entanto, Luca Marini discordou e disse que a pressão foi importante para a vitória do italiano.
“É normal, eu acho”, opinou Marini. “Eles gerenciaram a situação muito bem, fizeram uma boa corrida, e é isso. Também acho que isso ajudou Pecco a se manter focado, porque ter outro piloto atrás de você te ajuda a ficar centrado no que precisa ser feito”, avaliou.
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“Se você está pilotando sozinho e vê que Quartararo está ganhando muito tempo, você pode começar a pensar um pouco demais”, observou. “Dessa forma, Pecco simplesmente precisava focar na batalha e em manter a distância para Enea [Bastianini]. E essa estratégia funcionou, porque no fim, Quartararo estava muito rápido — mas não conseguiria recuperar a diferença”, ressaltou.
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A corrida na Malásia reservou uma situação bastante desagradável para o italiano: seu primeiro abandono na MotoGP, na 37ª corrida pela Classe Rainha. Marini destacou que o dispositivo de holeshot parecia funcionar normalmente antes da corrida, mas o problema foi detectado apenas após a largada e acabou causando o abandono do piloto da Ducati.
“Os mecânicos retiraram a mola, a carga do garfo, e estava funcionando bem, como sempre. Na pista, entretanto, ficou bloqueado”, explicou. “Talvez tenha acumulado sujeira ou algo da pista no caminho para a primeira curva, não sei. Mas era impossível fazer o garfo se levantar novamente”, admitiu.
“Marco [Bezzecchi] teve um ritmo mais forte que o meu em todo o fim de semana”, admitiu. “Então, acho que poderia brigar pela quinta posição, talvez pela sexta. Vamos em frente. É parte do jogo, porque a tecnologia em nossa moto é inacreditável. E essas coisas podem acontecer”, salientou.
Por fim, questionado se as motos atuais contam com tecnologia em demasia, Marini apontou que o excesso de assistências torna a experiência mais artificial. Para o italiano, a dificuldade de pilotar as motos seria importante para engrandecer o espetáculo.
“Não sei. Eu gostaria de ter algo que deixasse a moto mais difícil de pilotar e tirasse todas essas coisas”, revelou. “Porque não precisamos, o show não fica melhor com elas. Mas é parte do desenvolvimento e da tecnologia, que estão avançando a cada ano. Na minha opinião, também podemos ter boas corridas sem isso. Mas não é uma escolha minha. Se as fornecedoras quiserem fazer isso e a Dorna quiser fazer isso, está tudo bem”, encerrou.
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