Luis Salom, 1991-2016

Luis Salom, morto nesta sexta-feira (3) após um acidente sério em Barcelona, já acumulava experiência na Moto2 e na Moto3. Os resultados não chegavam a ser dos mais chamativos, mas 2016 podia ser o ano da virada para uma carreira cuja continuidade foi interrompida nesta sexta-feira (3)


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Luis Salom nasceu em 7 de agosto de 1991 em Palma de Mallorca, cidade insular da Espanha. Desde criança seu desejo pelo esporte a motor estava evidenciado: já aos oito anos estava participando de campeonatos de 50cc. O sucesso existia, mas ainda estava restrito aos campeonatos das Ilhas Baleares.

 
Já em 2005 fez-se o salto para as motos de 125cc. Ainda competindo nos arredores de Palma, foi bicampeão nos torneios locais. Depois de tanto competir regionalmente, o passo adiante veio em 2007: Salom participou pela primeira vez de um campeonato nacional. Tratava-se do CEV, com motos de cilindrada semelhante a da Moto3.
 
Competindo nacionalmente, Salom enfrentou maiores dificuldades. Em seu primeiro ano na CEV, foi sétimo. Em 2008, ainda no mesmo campeonato, venceu quatro das cinco primeiras corridas do ano. Poderia ser o primeiro grande título da carreira, mas JD Beach cresceu no fim e levou a taça.
Luis Salom foi ao pódio no Catar (Foto: Pons)

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Em 2009, a estreia no Mundial. Agora na 125cc – hoje Moto3 –, Salom não participou da temporada completa e só conseguiu resultados modestos. Salvo o sexto lugar em Donington, foi um ano apagado de um piloto que buscava a adaptação.
 
2010 foi um pouco melhor para Salom: 12º na classificação do campeonato. Em 2011, agora só andando com Aprilia, o primeiro pódio e o oitavo ao fim do ano.
 
Só em 2012 que os resultados começaram a surgir de verdade. Em mais um ano de Moto3, vieram as duas primeiras vitórias e o vice-campeonato – mas muito atrás do campeão Sandro Cortese. Em terceiro acabou Maverick Viñales, que seria uma figura recorrente para Salom.
 
Em 2013, Salom até chegou perto do título. Mas um péssimo resultado em Valência permitiu que Viñales levasse a melhor. Mesmo sem a taça, já era hora de se mandar para a Moto2.
Salom não resistiu aos graves ferimentos sustidos na Catalunha (Foto: Reprodução)
Novamente precisando se readaptar à potência da moto, é natural que Salom perdesse um pouco do desempenho. O oitavo lugar na Moto2, com dois pódios acabou sendo um resultado bom. Mas é inegável que Viñales, terceiro, chamou mais atenção. Em 2015, os resultados acabaram piorando: Luis foi 13º ao fim do ano, e com menos pontos do que em 2014.
 
2016 era um ano promissor. Plenamente adaptado à Kalex, o ano começou com um pódio no Catar. Nas corridas seguintes seguiu se mostrando constante, tendo apenas um abandono.
 
Isso até chegar em Barcelona. Quis o destino colocar o ponto final em uma história que ainda merecia muitos e muitos parágrafos.
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