González se vê prejudicado por nacionalidade: “Espanhol precisa ser melhor entre melhores”

Líder da Moto2, Manuel González afirmou que tenta ser o melhor na pista para evitar peso do passaporte. O piloto da IntactGP, porém, considera que teve o salto para a MotoGP inviabilizado para 2026 por ser espanhol

Líder da Moto2, Manuel González acredita que teve o salto para a MotoGP inviabilizado em 2026 por causa da nacionalidade. O piloto da IntactGP considera que os pilotos espanhóis precisam “ser o melhor entre os melhores” para ter a chance de chegar à classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Ainda que tenha uma inesperada renovação, o grid de 2026 da MotoGP não vai acolher muitos estreantes. Mesmo com o anúncio pendente, a expectativa é de que Diogo Moreira seja o único a subir, já que deve ser anunciado pela Honda para formar par com Johann Zarco na LCR.

González chegou a ser cotado para uma vaga na Pramac, mas, como a satélite da Yamaha já terá Toprak Razgatlioglu estreando na MotoGP, a fábrica de Iwata optou pela experiência de Jack Miller, já que o australiano tem um valioso conhecimento que pode ajudar no desenvolvimento do motor V4.

Questionado pelo diário espanhol Marca se chegou a revirar os antepassados em busca de alguém que não fosse espanhol — o que poderia permiti-lo correr com outra nacionalidade —, González respondeu: “Não perguntei aos meus avós, mas acho que não. Acho que sou muito espanhol”.

Manuel González acredita que foi prejudicado pela nacionalidade (Foto: IntactGP)

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“Cada piloto tem algo que pode levar. Uns podem pegar o passaporte. Eu tento ser melhor do que eles na pista e pronto”, defendeu.

Manu, porém, considera que falta de promoção à MotoGP em 2026 foi um caso em que a nacionalidade pesou mais do que o talento.

“Nestes últimos momentos, creio que sim, mas aprendi a não me preocupar com isso, pois, no fim, não é algo que eu possa mudar. Então a única coisa que você pode fazer é ir para a corrida seguinte, vencer e demonstrar. E só penso nisso”, garantiu. “Sendo espanhol, têm coisas muito boas, como viver em um país com muitos circuitos, bom clima, com uma mentalidade de muito sacrifício, que outros países não têm”, seguiu.

“O ruim é que você tem de ser o melhor entre os melhores. Sendo de outro país, ser bom, basta. Aqui, você tem de ser muito melhor. Mas ok. No fim, é o que é. Está aceito e vamos lutar por isso”, encerrou.

Com a vitória de Diogo Moreira e a desclassificação de González — pelo uso de um software irregular — no GP da Indonésia, o espanhol lidera o Mundial de Pilotos da Moto2 com só nove pontos de frente. Restam cem em disputa na temporada.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 17 a 19 de outubro com o GP da Austrália, direto de Phillip Island, 19ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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