Marc Márquez avalia GP do Brasil “aceitável” e relata desgaste da pista: “Asfalto se soltou”

Ao longo do GP do Brasil da MotoGP, Marc Márquez brigou por posições no pódio, mas teve de se contentar com a quarta colocação depois de perder a batalha para Fabio Di Giannantonio e Jorge Martín

Marc Márquez teve um fim de semana para lá de positivo no GP do Brasil da MotoGP, realizado neste domingo (22), mas ainda fechou a corrida principal fora do pódio. No entanto, a quarta colocação não foi negativa na análise do espanhol, que disse estar satisfeito em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Goiânia.

Márquez largou da terceira posição e até largou bem, mas entrou em uma disputa ferrenha contra Fabio Di Giannantonio, que caiu depois de começar na pole-position, e Jorge Martín. Na reta final da corrida, acabou ultrapassado pelo italiano da VR46 e teve de se contentar com a quarta colocação ao cruzar a linha de chegada.

Mesmo assim, Márquez não lamentou muito o resultado e a ausência do pódio, afirmando que se sentiu bem na pista e somou pontos importantes em Goiânia, incluindo uma vitória na corrida sprint. Vale lembrar que o espanhol está se recuperando de uma lesão no ombro esquerdo sofrida em outubro do ano passado.

“Estou satisfeito com a corrida. Sinto que, volta a volta, fui melhorando. Sabemos onde estamos tendo dificuldades, então precisamos melhorar nisso. Mas, tirando isso, se olharmos o fim de semana como um todo e todos os pontos somados, foi um bom fim de semana”, avaliou Márquez.

“Claro, se está fora do pódio, nunca fica feliz. Tentei avaliar todo o fim de semana, a sprint de ontem e a corrida hoje. No fim, somamos pontos importantes em um circuito que me preocupava um pouco por causa das longas curvas para a direita”, seguiu.

“Na corrida de hoje, era possível terminar no pódio, mas cometi um erro naquela curva onde o asfalto estava se soltando. Quase perdi a dianteira porque forcei demais. Fora isso, foi um fim de semana aceitável”, acrescentou Márquez.

Marc Márquez ficou em quarto no GP do Brasil (Foto: Alex Farias/MotoGP Brasil)

Questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre a dificuldade de ultrapassar no circuito de Goiânia, o espanhol da Ducati explicou que só tinha uma forma de efetivamente passar alguém em pista.

“Como vimos, é um dos piores circuitos para ultrapassar. Diggia me ultrapassou com um mergulho, abrimos demais e Martín passou nós dois. E quando eu o ultrapassei, foi algo parecido. Era praticamente a única forma de ultrapassar aqui. Especialmente porque a reta mais longa também era difícil, mesmo com o vácuo”, detalhou.

Márquez, por fim, falou sobre a pista de Goiânia, que se desgastou ao ponto da corrida precisar ser encurtada, e apontou que, de fato, o asfalto estava se soltando próximo às curvas 10 e 11. Ainda assim, entende que era uma “condição aceitável” para que a corrida seguisse normalmente.

“O asfalto estava se soltando. Mas, no fim, ainda era uma condição aceitável para continuar. É verdade que, se passasse exatamente naquele ponto — que era a linha de corrida —, ficava extremamente escorregadio. Naquela volta, toquei um pouco ali, perdi a dianteira e fui para a zebra. Na zebra, decidi não inclinar muito e sabia que Diggia estava perto e me ultrapassaria. Mas era melhor um quarto lugar do que cair”, finalizou Márquez.

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