Marc Márquez revela ansiedade para teste: “Vai me ajudar a ver como está meu braço”

Piloto da Honda contou que viveu momentos de incerteza nos últimos meses por causa do problema de visão que o manteve afastado dos treinos. Espanhol reconheceu que não pôde treinar como gostaria, mas se disse ansioso para voltar a viver como um atleta

MARC MÁRQUEZ E O LONGO HISTÓRICO DE LESÕES NA MOTOGP

Marc Márquez está contando as horas para o teste coletivo da Malásia. Depois de perder as últimas duas corridas de 2021 por conta de uma lesão oftalmológica, o espanhol passou meses sem poder pilotar e agora admite a ansiedade para guiar a RC213V e não só ver o trabalho da Honda com o protótipo, mas também para verificar a condição do braço direito, fraturado no início do campeonato anterior.

A vida de Márquez virou de ponta cabeça desde 19 de julho de 2020, quando fraturou o braço em um acidente no GP da Espanha, abertura da temporada da MotoGP. Depois de uma desastrosa tentativa de antecipar o retorno, o espanhol acabou passando por três cirurgias, ficou fora das pistas por nove meses e perdeu um total de 15 GPs.

Marc Márquez já está na Malásia para os testes do fim de semana (Foto: Reprodução)

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No retorno, as coisas tardaram a engrenar. Em meio a dificuldades físicas, o piloto da Honda conseguiu encerrar o jejum de vitórias no GP da Alemanha, uma pista anti-horária, e voltou a tirar proveito do apego às curvas para esquerda com mais um triunfo, desta vez no GP das Américas. A primeira vitória em uma pista horária aconteceu no GP da Emília-Romanha, mas um novo revés acabou por tirá-lo novamente de combate.

Após uma concussão em um acidente de treino, o irmão de Álex voltou a lidar com a diplopia, uma condição que já tinha enfrentado nos tempos da Moto2 e que é caracterizada pela visão dupla. Marc passou meses sem poder treinar e voltou à ativa há poucas semanas.

“Se eu tivesse de escolher uma palavra para definir meu inverno, não saberia qual escolher. A verdade é que houve muita incerteza. Em alguns momentos, foi um pouco caótico, mas talvez possa resumir como mais um inverno difícil”, disse Márquez em um blog. “Em alguns momentos, eu não sabia quando poderia competir novamente ou se poderia competir outra vez, por causa da diplopia. Foram meses realmente difíceis, é difícil viver uma vida normal com a visão dupla e eu precisava ficar em casa, então foi bem desconfortável”, seguiu.

“O Dr. Sánchez Dalmau, meu médico de confiança que me ajudou em 2012, me aconselhou a fazer um tratamento conservador, o que me exigiu tempo e paciência. E foi isso que eu fiz. Graças ao conselho dele, a recuperação foi um completo sucesso e consegui recuperar bem a minha visão”, comentou. “Sou muito grato aos médicos e fisioterapeutas que me trataram, e a toda minha família e minha equipe que me ajudaram neste momento difícil. Juntos, eles tornaram possível que eu chegasse em boa condição à pré-temporada da MotoGP”, agradeceu.

Marc lamentou não ter podido treinar tanto quanto gostaria, mas contou que, desde que foi liberado, tratou de intensificar os trabalhos tanto quanto pôde.

“Nestes últimos meses, não pude treinar tanto quanto deveria, mas, em meados de janeiro, Dr. Sánchez me liberou para subir na moto, e eu imediatamente intensifiquei meu treinamento para poder chegar nos testes de pré-temporada na melhor forma possível. Nestas semanas, pude fazer motocross, pilotar a CBR 600, kart… No início, estava dolorido, mas tenho me sentido cada vez melhor”, contou.

Às vésperas do primeiro teste da pré-temporada, que começa dia 5, em Sepang, o hexacampeão da MotoGP se disse ansioso não só para ver o trabalho da Honda, mas também para verificar a própria condição física.

“O teste de Sepang vai me ajudar a ver como estou fisicamente e, acima de tudo, como o meu braço está em comparação com o ano passado. Ele também vai me ajudar a ver o trabalho que a HRC fez com a nova moto e ver onde estamos”, considerou. “Também estou ansioso pelo calor da Malásia, pois eu odeio frio, então mal posso esperar para voltar à rotina de atleta. Estou ansioso para subir em uma moto de MotoGP. Só de pensar neste momento, já fico com arrepios”, revelou.

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