Márquez desperdiça pole por teste com slicks, mas mostra força no Japão. Volume de chuva pode ser determinante para rivais

Marc Márquez desperdiçou a pole-position ao rodar com os pneus slicks em uma pista ainda bastante molhada, mas ganhou certa experiência com mais um tipo de composto. Com previsão de chuva, volume de água pode ser determinante para ranquear rivais

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Tal qual a primeira, a segunda pole-position de Johann Zarco na MotoGP chegou embalada de surpresa. Assim como aconteceu em Assen, a chuva teve lá seu papel, mas não diminuiu o mérito do #5, que se destacou na classificação em um fim de semana para lá de difícil para a Yamaha.
 
Com a trégua da chuva, o Q2 foi realizado com um volume de água menor na pista, mas com o asfalto ainda bastante molhado, já que o céu estava repleto de nuvens carregadas e as temperaturas giravam na casa dos 15°C. Apesar das condições, Valentino Rossi decidiu arriscar e promoveu a estreia dos slicks no fim de semana. A ação do italiano, embora ineficiente em termos de resultados práticos, acabou sendo determinante para o desfecho da sessão.
 
Em um circuito onde a Honda é a maior vencedora na era da MotoGP ― com sete triunfos, contra quatro da Yamaha e outros quatro da Ducati ―, Márquez desfilou o poderio da RC213V na ilha de Honshü e chegou a liderar o quarto treino livre com impressionantes 1s5 de vantagem para Dani Pedrosa, o segundo colocado. Com tal performance, o espanhol entrou na pista para o treino classificatório como franco favorito à pole.
 
Ainda em sua segunda volta no Q2, o #93 cravou 1min53s903, a melhor marca do fim de semana até então, e tratou de afastar a concorrência, abrindo 1s8 de vantagem para o rival mais próximo. Tudo corria dentro do esperado até que Márquez optou por calçar os slicks para seu segundo stint. 
Johann Zarco e Danilo Petrucci superaram Marc Márquez nos insantes finais (Foto: Repsol)
A performance de Rossi na primeira parte da sessão era uma clara evidência de que não eram os calçados certos, mas o piloto de Cervera quis arriscar e o tiro saiu pela culatra.
 
Com 1min53s469, Zarco tomou a ponta de Márquez por 0s434, com Danilo Petrucci aparecendo na sequência para deixar o líder do Mundial ainda mais para trás. Sem estar vestido para a ocasião, Marc acabou sem munição para reagir e, por pouco, não foi relegado a segunda fila, já que Aleix Espargaró perdeu o terceiro lugar por apenas 0s044.
 

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O risco, embora alto e talvez até desnecessário, também tem lá seu valor. Agora, Rossi e Márquez são os únicos dois a terem uma experiência ― mesmo que mínima ― com os pneus slicks, o que pode vir a calhar em caso de flag-to-flag. A previsão, no entanto, é de uma boa chuva.
 
“As classificações são importantes, mas, às vezes, entender algumas coisas também é”, disse Márquez ainda no parque fechado. “Foi interessante ir para a pista com os slicks”, comentou.
 
“No final, ficou demonstrado que foi um erro colocar os slicks, porque perdi a pole”, admitiu. “Fiz um bom tempo na primeira volta, achava que era para a pole, mas logo ficou claro que não. Quando entrei, perguntei se alguém tinha saído com os slicks e disseram que Valentino, então não titubeei e coloquei. Fui com cuidado, porque quando você cai com os slicks, pode ser uma queda forte e não é o momento de se machucar. Perdemos a pole, mas entendemos outras coisas”, insistiu.
 
A chuva, aliás, pode ser vital na hora de ranquear os rivais. Líder dos treinos de sexta-feira, Andrea Dovizioso ficou apenas em nono, mas aposta em um bom ritmo na chuva para tentar quebrar a sequência do #93.
 
“Quando a pista está como nesta tarde, é muito difícil”, disse Dovizioso. “Assim, é complicado trabalhar. O problema da cronometrada foram as condições de pista, que estava secando, mas seguia com muitas poças. Não estava tudo sob controle da forma como estava”, explicou.
 
“Achamos que amanhã vai ter muita água e, nestas circunstâncias, somos muitos competitivos. A velocidade está lá, mas, claro, teremos de ultrapassar vários pilotos”, comentou. “Largar da terceira fila não é o melhor, mas em circunstâncias normais, não deve ser um problema”, insistiu.
 
Para tudo na vida tem uma primeira vez
 
Jorge Lorenzo tem mostrado bastante velocidade em Motegi. Mesmo em condições mais complicadas, com o traçado molhado, o espanhol mostrou estar veloz e conquistou o quinto posto do grid de largada após anotar o tempo de 1min54s235.
Jorge Lorenzo está torcendo por uma corrida na chuva (Foto: Michelin)
Na sexta-feira, Márquez chegou a apostar no titular da Ducati como favorito para a etapa nipônica. Nas palavras do líder da classificação, “Lorenzo tem mais ritmo e não disputa nada”.
 
Sobre a tomada de tempos, o #99 reconheceu o naipe traiçoeiro da pista, mas comemorou a segunda fila. 
 

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“As condições do asfalto estavam bastante delicadas, e a pista secou rápido”, ressaltou. “Era difícil entender o limite do traçado e a aderência. Poderia ter sido muito pior, mas salvamos a situação”, seguiu. 
 
Na aposta para a corrida, Lorenzo surpreendeu ao pedir chuva. Clima mais adverso nunca foi o ponto forte do espanhol, mas por falta de atividades em pista seca neste final de semana, o piloto quer mesmo é água. 
 
“Sobre a corrida, caso chova amanhã acredito que estamos entre os mais velozes, mas tudo dependerá da quantidade de água. Será importante conseguir gerir os pneus. É a primeira vez que prefiro uma corrida no molhado, pois não temos experiência no seco”, explicou.
 
Sonhando alto
 
Pole em Motegi, Zarco destacou sua boa sensação com a pista molhada, mas sabe que vai precisar de muito empenho para conseguir um lugar no pódio.
 
“Hoje não tinha muita água na pista. Fiz um bom trabalho com a equipe durante todo o fim de semana, mas hoje precisava de uma estratégia diferente na classificação. Funcionou tudo bem. Gosto muito quando a pista está quase seca e estamos com pneus de chuva. Gosto muito deste feeling”, contou. “Tenho que aproveitar esta oportunidade para seguir em frente. Chova ou não, tenho que fazer a melhor corrida possível para poder sonhar com o pódio”, avaliou.
 
Essa foi surpresa
 
Zarco, porém, não foi o único a surpreender em Motegi. Danilo Petrucci conseguiu o segundo posto no instante final, mas reconheceu que não esperava um resultado tão bom.
 
“Estou muito feliz, porque eu não esperava. Esta manhã o feeling não estava perfeito e eu não pude ser tão rápido quanto esperava”, contou. “Na classificação, nós fizemos uma estratégia muito boa ao fazer o máximo com o tempo disponível. É uma pena que eu tenha cometido um erro em uma das últimas curvas, pois, do contrário, poderia estar na pole-position. Mas não importa. A primeira fila é muito boa e começar na frente é muito importante neste circuito. Estou muito confiante para amanhã”, sublinhou.
 
Uns com tanto…
 
O desespero de Maverick Viñales só faz aumentar. Depois de dominar a pré-temporada e abrir o ano como favorito, o #25 agora enfrenta um jejum de vitórias que vem desde o GP da França, em maio passado, e vê suas chances de título mais e mais distantes.
 
Neste sábado, o espanhol sequer conseguiu passar do Q1 e ainda não encontrou um caminho com o acerto da YZR-M1, que, em sua versão 2017, tem dificuldades com a aderência na traseira em condições como as que estão marcando o fim de semana no distrito de Kanto.
Maverick Viñales é o retrato do desespero com a performance da Yamaha (Foto: Michelin)
“Não foi possível melhorar. É uma frustração. Não estou nada confiante e motivado para a corrida de amanhã. Não acho que podemos melhorar em um único dia. Assim, teremos de voltar a brigar na Austrália”, declarou. “Nós tentamos tudo e nada funcionou. Não posso fazer mais com a moto que temos agora. Com esta moto, é impossível brigar pelo título. Cada vez que saio para a pista e me vejo em décimo, noto que o Mundial escapa, especialmente porque meus rivais estão nas primeiras posições”, seguiu.
 

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“Os engenheiros tentam, nós fizemos tudo que podíamos com a moto, mas os problemas seguem lá”, insistiu. “Está claro que as sensações não tem nada a ver com as do principio da temporada. Em algum momento, nós nos perdemos”, considerou.
 
Além de jogar mais uma pá de cal nas pretensões de título de Viñales, a passagem pelo Japão está fornecendo mais uma evidência do que a Yamaha perdeu em termos de performance com a moto atual em relação a do ano passado.
 
“Se é estranho para vocês ver Zarco na pole, imagina para mim”, completou Viñales.
 
Companheiro de Yamaha, Rossi se mostrou menos desesperado. Embora tenha admitido que errou ao apostar nos slicks, o italiano minimizou a posição de partida e lembrou que o volume de água na pista vai ser determinante para o resultado final da prova.
 
“Largar em 12º complica tudo, mas vai ser vital entender as condições de pista. Se estiver muito molhado, não estamos longe. Se secar, estamos”, ponderou. 

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