Márquez x Yamaha? Com M1 revigorada, Grã-Bretanha promete ação de qualidade

Apesar dos muitos postulantes ao pódio de Silverstone, é a competitividade da Yamaha que vem chamando atenção. Com quatro motos no top-8, o time de Iwata tem uma ótima chance de voltar ao topo do pódio. Mas não sem a concorrência de Marc Márquez

É bem verdade que a MotoGP teve algumas corridas mais monótonas em 2019, mas o GP da Grã-Bretanha promete ser um corridão. Pelo que se viu até aqui, a Yamaha vem em seu melhor fim de semana no ano ― em termos de conjunto ―, mas Marc Márquez, claro, está prontinho para dar combate. E não só ele.
 
No treino classificatório, valeu a tática da Honda. Já com um bom tempo, Márquez não tinha muito a perder e, assim, pôde esperar o momento certo para se postar atrás de Valentino Rossi, que precisa buscar tempo na volta final, já que tinha tido sua melhor volta cancelada por extrapolar os limites da pista.
 
Rodando com pista livre, o #46 foi a 1min58s596 já com o cronômetro zerado, mas viu Márquez passar 0s428 melhor para conquistar aquela que foi sua 60ª pole em 120 tentativas na MotoGP.
Marc Márquez (Foto: Repsol)
“Com o primeiro pneu, como sempre, busquei pista livre, porque aí você pode controlar um pouco as coisas, e fiz um bom tempo”, explicou Marc. “Eu sabia que podia melhorar algo com o segundo pneu, mas quando saímos do box, tinha muito tráfego e, no tráfego, eu era quem menos tinha a perder, pois estava diante de todos eles e sabia que um deles tinha de forçar para melhorar o tempo. Foi isso que fizeram e, claro, a estratégia também conta”, seguiu.
 
“Fizemos a pole, que é o mais importante. Meu objetivo era a primeira fila, então estou feliz com a forma como as coisas estão saindo neste circuito, pois no ano passado nós sofremos muito e este ano parece que estamos prontos pelo menos para brigar pela vitória”, comentou.
 
Assim como tem feito nesta temporada, Márquez falou em evitar loucuras e colocou como objetivo terminar a corrida à frente de Andrea Dovizioso, o vice-líder do Mundial.
 
“Se olharmos o papel, se olharmos o fim de semana até aqui, os pilotos da Yamaha estão pilotando muito bem, são consistentes, especialmente Valentino, Fabio e Maverick”, apontou. “Aí Rins, no TL4, não foi mal, mas Dovi, que é o cara que eu preciso controlar, está chegando passo a passo e acho que pode estar lá amanhã”, ponderou. 
 
“Nossa meta é tentar lutar pela vitória, mas sem loucuras. Vamos tentar controlar da melhor forma, tentar lutar dentro dos limites, tentar terminar a corrida. A primeira meta é terminar na frente de Dovi”, insistiu.
 
Apesar de estar de cara para o vento no grid, Márquez dificilmente era o piloto mais feliz do parque fechado. Pela primeira vez desde o GP das Américas, em meados de abril, Rossi está de volta a primeira fila e, mais do que isso, confiante de que pode voltar ao pódio.
 
“Estou muito feliz, pois a classificação se tornou fundamental para a corrida”, disse Rossi. “No início, saí sozinho, mas todo mundo estava esperando e eu tive de decidir entre desacelerar ou forçar”, explicou.
 
“1min58s5 é um bom tempo e, acima de tudo, largar na primeira fila é um bom resultado. Trabalhamos bem neste fim de semana. Existem as dúvidas habituais em relação aos pneus, tanto dianteiro quanto traseiro. Mas a moto está boa e esperamos estar prontos para amanhã”, comentou.
 
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Falando à emissora italiana Sky Sport, Valentino avaliou que Márquez está um passo à frente em termos de ritmo, mas considerou que a Yamaha está pronta para a briga.
 
“Márquez está um passo acima, depois eu, Quartararo, Dovizioso, Viñales e Crutchlow”, listou. “Podem ser cinco ou seis pilotos lutando pelo pódio”, opinou.
 
Em um fim de semana positivo, Rossi foi questionado se a atuação em Silverstone faz sumir as constantes perguntas sobre aposentadoria. E respondeu rindo: “Não, hoje não. Hoje não, não, não. Melhor. Temos mais tempo livre”.
 
Forte ao longo de todo o fim de semana, Fabio Quartararo sofreu um revés durante a classificação e precisou abandonar sua moto titular.
 
“Teve um alarme no meu painel. Eu disse: ‘Ok, vou terminar minha volta’, pois eu precisava fazer ao menos uma volta”, contou. “Mesmo que você pense que está acelerando fundo, quando você vê essas luzes, você não está realmente confiante na moto. Ainda consegui fazer um tempo de volta realmente bom, mas fiquei, digamos, um pouco assustado quando vi o alarme”, admitiu. 
 
Por conta da falha, Fabio teve de trocar para a moto reserva, mas a SIC não teve tempo de mudar o pneu dianteiro macio que estava instalado na YZR-M1.
Valentino Rossi (Foto: Yamaha)
“Eu não estava me sentindo muito bem com o pneu macio dianteiro, e nós realmente nunca tentamos. Testamos no TL1 e não foi a melhor sensação, então, por isso, fico feliz por ter feito mais ou menos o mesmo tempo de antes”, comentou.
 
Quinto no grid, Álex Rins teve de passar pelo Q1 neste sábado, mas mostrou um ritmo forte no TL4 e chegou a flertar com a primeira fila.
 
“Foi uma pena perder a primeira fila, mas o importante é que o meu ritmo foi decente e consistente”, comentou Álex. “O TL4 correu bem com pneus usados e esse é um sinal positivo. Nossa moto é muito ágil, e isso pode encaixar muito bem com Silverstone, o que pode nos dar uma vantagem”, avaliou.
 
“Amanhã vou mirar no pódio. Sinto que minha moto é forte o bastante e vou me empenhar”, assegurou.
 
Terceira melhora Yamaha no grid inglês, Maverick Viñales foi 0s594 mais lento que Márquez e vai fechar a segunda fila. Confiante na performance da M1, especialmente nas voltas finais, o #12 reconheceu que precisa trabalhar para ter a melhor performance possível também no início da disputa.
 
“Foi um bom fim de semana até aqui. Nós nos preparamos realmente bem para a corrida e me sinto muito confiante para amanhã, então vou dar meu melhor desde a primeira volta”, comentou. “De alguma forma, posso fazer tempos de volta muito bons no fim da corrida, o que significa que este será um dos nossos pontos fortes. Vou tentar ao máximo no final”, continuou. 
 
“É no início da corrida que temos de melhorar, temos de estar no nível máximo nisso também. Acho que será importante dar outro passo no warm-up de amanhã se quisermos batalhar pela vitória”, ponderou. “O pódio está muito aberto, então vamos tentar estar lá, na frente, no início e aí veremos”, finalizou.
 
Vindo de uma bela vitória na Áustria, Andrea Dovizioso faz um fim de semana mais discreto, mas, abrindo a terceira vila, se vê em perfeitas condições de brigar pelo top-3, mesmo com uma concorrência forte. O #4, aliás, fez exatamente o mesmo 1min58s762 de Viñales na classificação.
 
“Amanhã nós corremos pelo pódio, mas tudo pode acontecer nas corridas, então não podemos nos limitar”, disse Andrea. “Tem, pelo menos, seis pilotos que podem brigar pelo pódio. As três Yamaha, Suzuki, eu e Marc. [Jack] Miller não foi bem hoje em termos de ritmo, mas acho que depende do que ele testou. Cal [Crutchlow], [Franco] Morbidelli e Danilo [Petrucci] também estão muito bem colocados. São pilotos que podem fazer uma boa corrida”, previu.
 
“Marc tem algo mais. Precisamos ver qual será a estratégia dele e se ele tentará escapar logo de cara. Valentino, na minha opinião, está particularmente bem, ao contrário de outras corridas, então tentará vencer”, apostou.

O GP da Grã-Bretanha de MotoGP está marcado para o domingo, às 9h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

Previsão do tempo para Silverstone
GP da Grã-Bretanha Silverstone

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