Maturidade e experiência: os trunfos de Granado para voltar à Moto2 no “melhor momento da carreira”

Cinco anos após uma precoce estreia, Eric Granado conquistou de volta uma vaga no grid do Mundial de Moto2 e vai defender a Forward na temporada 2018. Aos 21 anos, o piloto nascido em São Paulo vive a melhor fase da carreira e retorna ao principal palco da motovelocidade mais maduro e mais experiente

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Cinco anos após uma precoce estreia, Eric Granado encontrou o caminho de volta ao Mundial de Moto2. Aos 21 anos, o piloto nascido em São Paulo foi anunciado na quinta-feira (12) pela Forward para formar dupla com Stefano Manzi na temporada 2018.

 
Hoje líder dos campeonatos Europeu de Moto2 e Brasileiro de Superbike, Granado vai voltar ao Mundial em uma situação completamente: mais maduro, mais experiente e com uma carreira muito mais estruturada.
 
Horas após o anúncio da equipe suíça, Granado atendeu o GRANDE PRÊMIO e falou da expectativa para a volta ao Mundial. O #51 creditou essa segunda chance no principal palco da motovelocidade à performance da temporada 2017, que definiu como “a melhor da minha vida”.
Eric Granado vai correr pela Forward em 2018 (Foto: Forward)
“Mais do que nada, o trabalho que a gente vem fazendo este ano está dando seus frutos”, disse Granado. “A gente está fazendo uma temporada muito boa, acredito que a melhor da minha vida. Ótimos resultados aqui, ótimos resultados na Europa também. Acho que isso está repercutindo e as equipes estão vendo”, comentou.
 

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“A equipe Forward ― assim como outras ― me procurou para eu estar no Mundial no ano que vem e, depois de muita negociação e várias conversas, acabou que a gente conseguiu fechar um acordo”, seguiu.
 
Para 2018, Eric será companheiro de Stefano Manzi, hoje na VR46 e membro da Academia de Pilotos de Valentino Rossi. Apesar da relação próxima entre Forward e o titular da Yamaha ― o time de Giovani Cuzari conta com dois dos pupilos do italiano em 2017: Lorenzo Baldassarri e Luca Marini ―, os dois representantes da esquadra que já esteve na MotoGP terão condições de igualdade.
 
O que segue em aberto, porém, é o equipamento. Em uma série de motores padronizados, o chassi é a maior diferença entre os times e o histórico recente é de predomínio da Kalex, campeã nos últimos dois anos com Johann Zarco e líder do Mundial com Franco Morbidelli.
 
A imprensa italiana, entretanto, dá como certa uma mudança para MV Agusta, que voltaria ao Mundial de Motovelocidade depois de uma ausência de mais de 40 anos.
 
“Isso não foi confirmado ainda”, respondeu Granado ao ser perguntado pelo GP. “Eu fechei com a Forward, não com a MV Agusta. Isso ainda é algo que a equipe não divulgou. A princípio, minha moto vai ser uma Kalex com motor Honda. Isso da MV Agusta ainda é um boato e a equipe não divulgou nada disso”, continuou. 
 
Ainda que não tenha certeza sobre o equipamento que terá em mãos, Granado sabe que leva ao Mundial um piloto diferente daquele garoto de 16 anos que estreou pela JiR em Silverstone.
 
“Hoje em dia eu estou muito mais maduro, tenho muito mais experiência para lidar com as situações, diferentemente de antigamente”, comentou. “Hoje eu penso mais em cima da moto, eu tenho muito mais suporte fora da pista, tem muito mais gente trabalhando para mim e fazendo com que isso dê certo, diferentemente daquela época, em que eu cheguei lá e não tinha ninguém para apoiar e dar o suporte necessário. Acho que isso faz diferença”, avaliou. 
 
“Você ter a equipe inteira que trabalha para você e quer que tudo dê certo faz totalmente a diferença do que quando você chega lá com uma mão na frente outra atrás e cheio de vontade somente”, ponderou.
Eric Granado está perto do título europeu de Moto2 (Foto: Repsol)
O caminho de volta ao Mundial, porém, não passou apenas pelas categorias de base da Europa, mas também pelos campeonatos nacionais. Nos últimos três anos, Eric se dividiu e faturou os títulos nacionais de GP 600 em 2015 e da categoria Supersport 600 no ano passado.
 

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“Isso foi algo que me ajudou bastante tecnicamente”, reconheceu. “Nos três anos que eu corri entre Brasil e Europa, eu tive de me adaptar muito rápido às motos, de uma para a outra. Então acho que no Brasil, em 2017, a adaptação foi maior ainda, porque eu nunca tinha guiado a moto 1000cc, mas isso me ajudou muito”, insistiu. 
 
“Com certeza, a minha imagem no Brasil hoje em dia é muito mais conhecida do que antigamente, quando eu estava correndo só no Mundial, na Moto3. Muita gente me conhece agora e antes não conhecia”, indicou. “Eu acho que a minha vinda ao Brasil foi muito boa, muito positiva. Eu levo comigo um aprendizado enorme”, avaliou. 
 
Além da moto de 1000cc, Granado teve uma outra experiência construtiva em 2017: dividir a pista com Alex Barros, que interrompeu a aposentadoria. 
 
“2017 está sendo um ano em que eu estou evoluindo muito como piloto, pelo fato de eu estar na Superbike na categoria principal, com pilotos como Alexandre Barros, Diego Faustino e [Diego] Pierluigi”, considerou. “Eles fazem com que eu me dedique mais e isso, com certeza, me traz muita bagagem para quando eu vou para a Europa poder aplicar lá também”, continuou.
 
Ainda, Granado falou sobre o que espera da temporada 2018 da classe intermediária. A Moto2 vai perder protagonistas como Franco Morbidelli e Tom Lüthi, mas vai ganhar pilotos com Sam Lowes e Héctor Barberá, por exemplo.
 
“Eu acho que vai ser um ano que muitos pilotos vão despontar significativamente, como Pecco Bagnaia, que vai estar muito forte. O Miguel Oliveira, com certeza. Lowes e Barberá vão ser fortes também”, apostou. “A Moto2 sempre foi uma categoria muito competitiva. A gente nunca sabe quem realmente vai estar na frente até que a hora que a gente chega no fim de semana e vê o resultado”, falou. 
 
“Têm pilotos experientes que estão lá há muito tempo, então isso vai mudando o cenário a cada prova, mas, com certeza, vai ser, como sempre, uma categoria muito competitiva”, assegurou. “Não vai ser nada fácil para mim, vai ser uma nova fase, um novo desafio, porque a categoria Moto2 é muito, muito acirrada. Em 1s, tem 20, 22 pilotos, então com certeza não vai ser fácil, mas é um desafio que eu não vejo a hora de começar”, declarou.
 
Questionado se já estabeleceu suas metas para 2018, Granado foi claro: “Não, eu não quero traçar objetivos ainda”.
 
“Óbvio, a minha vontade é de vencer, mas a gente tem de ser realista com isso. Eu vou chegar lá, fazer o meu melhor, e aí a gente vai ver o que vai acontecer durante a temporada”, disse. “Eu ainda estou pensando ― pensando e muito focado ― em acabar o Campeonato Europeu e o Campeonato Brasileiro, tentar ir em busca dos dois títulos, que é o mais importante para mim, e aí a gente trabalha bem a pré-temporada para ver o que dá para fazer”, encerrou.
 
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