Viñales relembra saída turbulenta da Yamaha e diz que “faria muitas coisas diferente”
Em meio à polêmica em torno de Jorge Martín, Maverick Viñales lembrou a saída tumultuada da Yamaha e avaliou que o ano se torna muito longo quando o divórcio fica eminente
Maverick Viñales recordou a saída tumultuada da Yamaha, em 2021, e disse que gostaria que a montadora japonesa o tivesse forçado a cumprir o contrato na totalidade. O espanhol avaliou que teria “aprendido muito”.
Em 2021, Viñales e a Yamaha romperam em meados da temporada após o piloto ser suspenso depois de tentar quebrar propositalmente a moto. Naquela época, a Aprilia apareceu em resgate e antecipou a estreia do espanhol, que já estava contratado para o ano seguinte.
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O assunto veio à tona em meio aos rumores em torno do futuro de Jorge Martín com a Aprilia. O espanhol esteve em Le Mans para comunicar para a casa de Noale da intenção de ativar uma cláusula de performance no contrato que o permite ouvir propostas para 2026 se não estiver entre os ponteiros da MotoGP após seis etapas.
Como mal correu por causa de seguidas lesões, Martín é apenas o 26º — e último — na classificação. O GRANDE PRÊMIO apurou que o #1 ofereceu à equipe mais seis corridas para avaliar a performance a partir do momento em que voltar à ativa, mas, nesta quinta-feira (22), foi a equipe que se manifestou, afirmou que o contrato, válido até o fim do próximo ano, será cumprido na íntegra.

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Olhando de fora, Viñales reconheceu que tem um conhecimento limitado sobre o assunto, mas avaliou que a convivência dentro da Aprilia será prejudica.
“Não é da minha incumbência”, disse Viñales. “Uma situação assim sempre é difícil, especialmente quando você está nas primeiras corridas do ano. A convivência fica difícil a partir de agora. Tampouco sei o que pensam Jorge e a Aprilia. É difícil analisar de fora”, seguiu.
Viñales destacou que perdeu “muito” dinheiro com o fim antecipado do acordo com a Yamaha.
“Quisera eu a Yamaha tivesse feito o mesmo que a Aprilia está fazendo com Martín. ‘Cumpra até o final, garoto’”, disse Viñales. “Teria aprendido muitas coisas. Se voltasse atrás, sempre com a experiência adquirida depois, faria muitas coisas diferente”, comentou.
“É preciso respeitar todas as partes e ser sempre honesto com tudo. Temos sorte de poder praticar esse esporte e devemos dar o máximo para a marca em que estamos. Um ano assim se torna muito longo”, comentou. “A primeira coisa que é preciso saber é se Jorge, realmente, disse que não quer correr com a Aprilia no ano que vem. Isso é importante saber. Quando não há harmonia, é difícil. E o ano, em uma situação assim, fica muito longo. Muito”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar entre 23 e 25 de maio, com o GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, para a 7ª etapa da temporada 2025. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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