A investigação da Michelin sobre a
falha no pneu de Scott Redding nos treinos livres para o GP da Argentina finalmente rendeu respostas para a MotoGP. De acordo com a fábrica francesa, foi uma combinação de fatores que resultou no susto: a alta temperatura de pista, o exigente traçado de Termas de Río Hondo e o próprio peso de Redding, segundo piloto mais alto do grid.
A falha pegou a Michelin, outrora satisfeita com o pneu utilizado, de surpresa. Tanto que a marca tratou de trazer um composto novo, com uma construção mais rígida. Depois disso, zero incidentes.
Olha só o pneu de Scott Redding como ficou (Foto: Reprodução/Twitter)
“O que aconteceu no TL4 da Argentina foi que o pneu continuou inflado, então ele parou a moto sem cair. Isso foi um ponto positivo, mas, de qualquer forma, isso não deveria ter acontecido. Os resultados da análise mostram que, basicamente, a conjuntura de uma temperatura de pista muito alta, um traçado muito exigente e um cara grande foi demais para o pneu. O pneu não pôde se sustentar”, disse o diretor-técnico da Michelin, Nicolas Goubert.
Goubert também confirmou que o pneu anterior, utilizado ao longo da temporada 2015, foi descartado após o problema na Argentina. A nova construção, também aplicada na prova de Austin, será mantida para o resto de 2016.
“Isso significa que a decisão tomada de dar aos pilotos uma construção de pneu mais forte foi correta. Vamos seguir com essa construção, já tivemos em Austin, vamos seguir com ela para o resto do ano”, explicou.
Nicolas Goubert (Foto: Mirco Lazzari/Michelin)
“A conclusão é que ela (a construção antiga) não era forte o suficiente para uma combinação de pistas muito exigentes, pilotos exigentes e alta temperatura. É algo que pode acontecer novamente, e não queremos que as consequências se repitam”, considerou.
Goubert também explicou que, apesar de conhecer o pneu antigo há bastante tempo, problemas nunca haviam sido detectados.
“Antes eu não diria que era uma construção muito macia. Usamos ela pelos últimos 18 meses, começamos a testar em setembro de 2014. Nunca tivemos problemas, mas quando testamos é apenas com pouco gente, apenas em certas condições. Obviamente não havíamos nos deparados com um nível tão alto de pressão no pneu traseiro”, apontou.
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